quarta-feira, 29 de abril de 2009

Orixás, forças de Olorum


Na tradição iorubá, os orixás são entidades sobrenaturais, forças da natureza emanadas de Olorum, uma das divindades da criação. Guiam a consciência dos vivos e protegem as atividades de manutenção da comunidade. No Brasil, as religiões que cultuam os orixás jeje-iorubanos recebem os nomes regionais de candomblé (Rio de Janeiro), xangô (Pernambuco e Alagoas), tambor de mina (Maranhão e Pará) e batuque (Rio Grande do Sul). Os principais orixás cultuados no Brasil são:

Oxalá
Nome brasileiro do orixá Obatalá, emanação direta de Olorum. É o criador da humanidade e sua função é dar forma aos humanos ainda no ventre materno. Sua cor é o branco, seu símbolo o cajado e seu dia é sexta-feira.

Iemanjá
Grande orixá feminino das águas, reverenciada no Brasil como mãe de todos os orixás. Sua festa é no dia 2 de fevereiro, mas é muito homenageada na noite de 31 de dezembro nas praias do Rio de Janeiro, principalmente. Um de seus símbolos é um colar de contas cristalinas como água. Seu dia é sábado e sua cor é o azul.


Oxum
Orixá feminino das águas doces, da riqueza, da beleza e do amor. Participou da criação como provedora das águas doces. Seus principais símbolos são os seixos rolados e sua cor é o amarelo. Por causa de sua beleza, foi desejada por todos os orixás e fez vários maridos e amantes entre eles, complicando a genealogia dos orixás iorubanos. Seu dia também é sábado.

Oxóssi
Orixá da caça e dos caçadores, participou da criação ensinando aos homens a caça e a pesca. Desbravador de caminhos, é o guia de Ogum na remoção dos obstáculos ao crescimento espiritual e na indicação de atalhos para se atingir os objetivos. Tem por símbolo o arco e flecha. Sua cor é o verde e seu dia é quinta-feira.

Ogum
Orixá do ferro, patrono de todos que usam instrumentos de trabalho feitos desse metal. Participou da criação provendo as montanhas e os minerais. Seu símbolo é a espada, com a qual abre os caminhos do desconhecido, contribuindo para o avanço da humanidade. No Brasil, é ressaltado seu lado guerreiro. Sua cor é o anil ou o vermelho. Seu dia pode ser terça ou quinta-feira.

Iansã
Orixá feminino também conhecida como Oyá, Iansã ganhou esse nome após esquartejar e ter sido esquartejada por Ogum. Esposa de Xangô, suas cores são o vermelho e o branco. Seu dia é a quarta-feira e seu símbolo o raio, pois seu domínio são os temporais.


Xangô
Poderoso orixá, senhor do raio e do trovão. Participou da criação controlando a atmosfera. É neto de Ogum e foi rei – alaafin – da cidade de Oyó, sendo deificado após sua morte. Seu símbolo é o machado de duas lâminas, as quartas-feiras lhe pertencem e suas cores são o vermelho e o branco.

Exu
Também chamado Elegbara, “o dono da força”, não é um orixá, mas a síntese do princípio dinâmico que rege o universo. É o porta-voz dos orixás, o grande mensageiro, responsável por entregar aos homens as dádivas dos orixás, sejam espirituais ou materiais. Protetor dos cumpridores de seus deveres, por outro lado pune aqueles que ofendem os orixás ou falham no cumprimento de obrigações. Seu dia é segunda-feira, suas cores são o preto e o vermelho e seu símbolo é o tridente.

Revista de História da Biblioteca Nacional

Um comentário:

marcio disse...

a quem pertence esse quadro, quero postá-lo mas com referencia ao autor