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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Capangas da imperatriz

Sob a batuta da czarina, os irmãos Orloff traíram, derrubaram e mataram Pedro III da Rússia

Alvaro Opperman

A coisa estava ruça no verão de 1762 em São Petersburgo. Alexei Orloff chegou à residência de campo do czar deposto Pedro III e foi saudado sem palavras pela guarda imperial, que mantinha prisioneiro o ex-soberano da Rússia. Alexei entrou resolutamente no castelo. Quando Pedro III o viu, não entendeu o porquê da visita. Que diabos um maldito Orloff ainda queria com ele? Primeiro, Gregori – irmão mais velho de Alexei – se tornara amante de sua esposa, Catarina. Depois, os três juntos conspiraram para tirá-lo do trono. Agora, aquela visita. Alexei fez Pedro III entender rapidinho o motivo da sua presença. De um golpe, jogou o czar ao chão. Depois, com a ajuda de membros da guarda, o estrangulou. O czar se debateu por alguns minutos, em vão. Alexei Orloff largou o corpo sem vida no meio da sala e saiu do recinto a passos lentos. Apanhou a carruagem que o esperava numa alameda e abandonou o castelo.
Gregori e Alexei Orloff eram destacados militares do exército russo. A varíola acometeu Pedro, então herdeiro do trono, em 1745, ano do casamento com Catarina. Ele ficou para sempre com as marcas da doença no rosto e perdeu boa parte do cabelo. Não que Catarina se importasse: "Eu não ligo pro Pedro, mas sim para a coroa", dizia. Em pouco tempo, ela engatou uma série de romances, até conhecer Gregori Orloff – sujeito boa-pinta, que logo caiu nas graças da futura czarina. Gregori era também astuto e ambicioso. Com o tempo, ele e seu irmão se tornaram figuras de prestígio na corte.
Pedro III não se importava que a esposa tivesse casos extraconjugais, pois ele também os tinha. Só não gostava de Gregori, cuja ascendência sobre Catarina o preocupava. E ainda temia Alexei, um homem com fama de sanguinário, que ostentava no rosto uma ameaçadora cicatriz ganha em batalha. Segundo alguns, Catarina também foi amante de Alexei.
O reinado de Pedro III foi desastroso. Descontentou o povo, profundamente nacionalista, com uma política de abertura internacional. E enfureceu a poderosa Igreja Ortodoxa Russa ao cortar privilégios do clero. Gregori Orloff orquestrou uma conspiração contra o czar, mas a notícia vazou na corte. Alexei procurou Catarina no dia 28 de junho de 1762 e lhe expôs a situação. Ou ela dava um golpe de Estado, ou eles terminariam enforcados.
A czarina não titubeou. Com apoio de Gregori, Alexei e da guarda imperial, depôs o marido e foi coroada Catarina II da Rússia. Alexei, porém, não se sentia seguro. Resolveu matar Pedro III. Quando Catarina soube da morte, mandou dizer que o marido morrera de uma cólica violenta. A Europa inteira bradou contra tal cinismo, e ela se deu conta de que teria de despachar da corte os incômodos irmãos Orloff. Gregori perdeu seu posto para o Conde de Potemkin, um garotão de 22 anos. Tentou reconquistar a czarina, enviando para ela um belo diamante. O presente não cumpriu seu objetivo, mas se tornou uma das jóias mais famosas do mundo e eternizou o nome Orloff – até no Brasil, onde há uma vodca homenageando a gema. Mas a pedra não amoleceu o coração de Catarina.
Gregori exerceu ainda algumas funções públicas, mas morreu recluso em Moscou, em 1783, aos 49 anos. Alexei foi mantido no exército. No fim da vida, se tornou criador de cavalos. Quanto a Catarina, ela modernizou a Rússia em 34 anos de reinado. Com mão de ferro: em 1773, suprimiu uma revolta popular massacrando 10 mil camponeses famintos. O filósofo Voltaire, amigo e admirador, a apelidou de "Catarina, a Grande". No fim da vida, era mesmo grande e gorda. E sem dentes. Mas, mesmo assim, ainda mantinha rapazes como amantes.

Revista Superinteressante

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Czarismo: retrato do inferno


Camponeses vivendo na miséria, operários superexplorados e guerra contra o Japão criaram na Rússia o cenário perfeito para uma fogueira revolucionária
por Giovana Sanchez e Renato Machado
A Rússia do final do século 19, governada pelo czar Nicolau II, é um gigante em termos territoriais e populacionais. O império estende-se do Leste Europeu ao Oceano Pacífico – quase quatro vezes o tamanho do Brasil – e tem aproximadamente 140 milhões de habitantes – população oito vezes maior que brasileira na mesma época. Mas, apesar do gigantismo, aquele é um país extremamente atrasado. Enquanto nações como Alemanha, Inglaterra e EUA já se encontram em estágios avançados da Revolução Industrial, cerca de 85% dos súditos de Nicolau ainda estão no campo.
A pobreza é generalizada. Os lotes de terra à disposição dos camponeses mais humildes são pequenos demais e as rendas familiares, baixíssimas. Famílias inteiras vivem em pequenas choupanas. Nas ruas de terra dos vilarejos rurais, vacas e porcos misturam-se aos transeuntes. Esgoto a céu aberto e pilhas de lixo por toda parte ajudam a disseminar epidemias de cólera, que dizimam parcelas significativas da população a cada três anos em média. A desnutrição faz vítimas principalmente entre as crianças, e a maior parte dos jovens e adultos é analfabeta.
Enquanto isso, as classes dominantes vivem cercadas de luxo e privilégios nababescos. As residências da nobreza são enormes e bem cuidadas, com fachadas de arquitetura neoclássica. Carruagens tão pomposas quanto as que circulam em Londres ou Paris levam para lá e para cá a sofisticada aristocracia russa – senhoras em belos vestidos de renda e seus esposos de casacas impecáveis. Os mais ricos costumam promover bailes fulgurantes, como os organizados no bar do Iate Clube Imperial. Cerca de 105 mil famílias, proprietárias da maior parte das terras, ocupam o topo da pirâmide social.
Os nobres dominam também a burocracia estatal. Mais de 70% dos 500 mil cargos públicos do Império são ocupados pelos ricos. Isso lhes garante uma série de benefícios, entre eles, bons salários, impostos mais baixos e a possibilidade de colocar seus filhos em posições de destaque no Exército ou nas poucas universidades. Esse perverso contraste social, com ricos muito ricos de um lado e pobres muito pobres de outro, é mantido por taxas exorbitantes pagas justamente pelas fatias mais humildes da sociedade. Não demorará até que esse imenso contingente de miseráveis se rebele.
Capitalismo selvagem
Os Romanov, dinastia da qual Nicolau II faz parte, governam a Rússia há quase 200 anos e são o melhor exemplo do abismo que separa ricos e pobres. Eles vivem em meio a tesouros acumulados nesses dois séculos, controlam a Igreja Ortodoxa e não têm qualquer simpatia pelas muitas etnias que compõem a sociedade ao lado dos russos. Àquela altura, o czar já percebeu que, sem indústrias e sem progresso, seu império jamais conseguirá competir com os países desenvolvidos da Europa. Nicolau decide aplicar um plano de modernização da economia, baseado no incentivo à industrialização e na construção de um grande sistema de ferrovias – a principal delas é a Transiberiana, que liga a Rússia européia aos territórios mais longínquos da Ásia e foi quase concluída na década de 1890.
Para dar conta do recado, o regime czarista lança mão de duas estratégias: aumenta ainda mais os impostos e busca empréstimos com bancos estrangeiros. A dívida externa rapidamente atinge níveis alarmantes, com o capital internacional controlando mais de 70% dos investimentos aplicados na atividade industrial. Em pouco tempo, a Rússia estaria inteiramente nas mãos de banqueiros ingleses, franceses e americanos.
Com o desenvolvimento da indústria, as cidades também crescem. Em apenas dez anos, de 1890 a 1900, a população urbana simplesmente dobra de tamanho. Surge o proletariado russo, formado principalmente por agricultores que abandonaram o campo em busca de melhores condições de vida. Mas não é isso o que eles encontram ao migrar para centros como Petrogrado, Moscou, Minsk e Odessa. Segundo o historiador Daniel Aarão Reis Filho, professor de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF), a jornada de trabalho chegava a 15 horas diárias e não havia garantia de assistência social. Os salários eram baixos, se comparados aos pagos na Europa, embora a produtividade dos operários russos fosse a mesma.
A situação é ainda mais grave para os não-russos, como poloneses, ucranianos, bielo-russos, georgianos e armênios – quase 60% da população do império. “Essas e muitas outras etnias não desfrutavam dos mesmos direitos dos russos”, escreve Reis Filho em A Revolução Russa: 1917 – 1921. “O Estado czarista desprezava a língua, as tradições, os valores e a cultura dessas nacionalidades.”
Enquanto camponeses e operários sofrem horrores com a combinação de formas capitalistas e pré-capitalistas de exploração, as idéias marxistas já fazem o caldeirão russo borbulhar. Os primeiros partidos de orientação esquerdista, criados justamente por vanguardas não-russas, organizaram-se clandestinamente ainda na década de 1890 – entre eles o Bund, fundado por intelectuais judeus, e o Partido Social-Democrata da Polônia Russa. Em Petrogrado, surge a União de Luta pela Classe Operária, uma entidade que reivindica melhores condições de trabalho. Em 1896, a cidade é chacoalhada por uma greve de 40 mil operários. A revolta dá resultados: eles conquistam um pequeno reajuste salarial e a redução da jornada para 12 horas.
Acuado, o czar Nicolau II começa a perseguir as organizações operárias. Mas já é tarde, a repressão não dará qualquer resultado. “A semente fora lançada e a repressão não conseguiria mais destruir o marxismo como tendência política”, afirma o professor da UFF. Em 1898, nasce o Partido Operário Social-Democrata Russo. Entre seus integrantes, estão marxistas que, mais tarde, entrarão para a história como os grandes líderes da Revolução Russa de outubro de 1917. Um deles é o futuro ditador Josef Stálin. O mais combativo de todos, no entanto, atende pelo nome de Vladimir Ilitch Ulianov – mais conhecido pelo pseudônimo Lenin.
No mesmo ano da sua fundação, o partido acaba sendo desarticulado, com a prisão de suas principais lideranças. Ao deixarem o cárcere, a maioria segue para o exílio em diferentes países. Lenin vai morar na Alemanha, mesmo destino de Georgi Plekhanov, outro importante teórico do comunismo. Juntos, eles passam a publicar o jornal Iskra (A Centelha). Esse nome não poderia ser mais apropriado: o periódico, enviado clandestinamente para a Rússia, foi criado para ser a fagulha inicial de uma imensa fogueira revolucionária.
Guerra e fome
Camponeses oprimidos, operários revoltados e oposição política engajada já seriam elementos mais que suficientes para desencadear uma revolução. Em fevereiro de 1904, contudo, outro ingrediente seria acrescentado ao caldeirão. O Império Russo entra em guerra com o Japão pelo controle de territórios no nordeste da China. Na principal batalha do conflito, a de Tsushima, uma esquadra russa é massacrada no Estreito da Coréia. Os navios da Marinha japonesa eram menores, mas seu poder de fogo era superior ao das antigas e pesadas embarcações inimigas. Resultado: dos 38 navios russos que entraram no estreito na manhã do dia 27 de maio de 1905, apenas nove saíram. Todos os outros foram a pique ou acabaram capturados. A armada de Nicolau II sofrera uma derrota humilhante, em que aproximadamente 4,3 mil marinheiros acabaram perdendo a vida.
Enquanto isso, em terra firme, cerca de 80 mil soldados russos mal equipados enfrentam mais de 270 mil japoneses bem treinados e motivados. Além das baixas em combate e das perdas materiais, a derrota significaria para a Rússia o aprofundamento da crise econômica, já que o Império vinha empregando boa parte de seus recursos na manutenção do conflito. Alimentar tropas no front significava desviar a comida que deveria abastecer as cidades. Os preços de gêneros alimentícios básicos disparam. E o povo, já descontente com o regime czarista, revolta-se ainda mais contra o tirano.
Em janeiro de 1905, a situação parece insustentável. A Rússia deixou de ser um mero caldeirão borbulhante para tornar-se uma panela de pressão prestes a explodir. Operários e camponeses, agora um pouco mais organizados e conscientes, preparam-se para tomar as ruas, reivindicando melhores condições de vida. A eles se juntarão soldados e marinheiros descontentes com a guerra. O ano será marcado por revoltas populares reprimidas pelo czar com extrema violência. Nas palavras de Lenin, aquele seria um “ensaio geral” para a grande revolução comunista de 1917. |
Revolucionários divididos
Em 1903, os líderes do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR) reuniram-se em Bruxelas para traçar a estratégia que conduziria a uma revolução socialista na Rússia. Durante os debates, para lá de acalorados, os revolucionários acabaram divididos. De um lado, estava Lenin, defensor da idéia de um partido “fechado”, só para lideranças que pudessem guiar as revoltas populares. Do outro, Julius Martov, que propunha um partido aberto a todos os simpatizantes da revolução. “Como as agremiações políticas estavam proibidas na Rússia e o Império vivia sob forte repressão, Lenin achava que um partido aberto facilitaria sua desarticulação”, diz Angelo Segrillo, professor de História da Universidade de São Paulo (USP). Os que se opunham a essa tese, no entanto, argumentavam que esse seria o primeiro passo para a criação de partido sem vocação democrática, controlado por um pequeno grupo ou, até mesmo, por uma única pessoa. O desentendimento entre os dois grupos foi tamanho, que muitos participantes – sobretudo aliados de Martov – abandonaram a reunião em sinal de protesto. Na hora do voto, Lenin tinha a maioria e saiu vitorioso. A partir daí, sua corrente política passaria a ser chamada de bolchevique (“maioria” em russo), enquanto os adversários seriam chamados de mencheviques (“minoria”).

Saiba mais
As Revoluções Russas e o Socialismo Soviético, Daniel Aarão Reis Filho, Unesp, 2003
O historiador faz um apanhado geral da história da Rússia, desde antes da Revolução até a derrocada do socialismo no mundo.
A Revolução Russa, Maurício Tragtenberg, Unesp, 2007
O livro percorre os caminhos e descaminhos da sociedade russa, desde a gênese do czarismo até a formação e o desenvolvimento da URSS.

Revista Aventuras na História

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Rito de czares e dos sacramentos da Igreja nos séculos XVI e XVII (parte 2)


Rito de czares e dos sacramentos da Igreja nos séculos XVI e XVII

AutorOlivier Azam

A coroação e os sacramentos da iniciação cristã

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De acordo com o uso da Igreja Ortodoxa Russa celebra o Baptismo e da Confirmação, durante uma cerimônia, vamos agrupar os dois primeiros sacramentos da iniciação cristã.

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Como na celebração do batismo, o número três é extremamente atual em que da coroação. No batismo, o sacerdote oferece um exorcismo triplo, o CREDO é recitado três vezes, o batizado passa por tripla imersão. Em uma coroação, o bispo cedeu três vezes antes da cruz antes de retornar ao soberano, ele fez o mesmo antes da BARMY e ele fica pelo Czar em uma fase que levam 12, 3 ou 4 vezes etapas.Finalmente, alguns gestos profanos, após a cerimônia serão repetidas três vezes: três vezes, cada vez o destino de um colégio coroado czar, despejou três vezes em moedas de ouro e sua prata. Esta onipresença do número três deve, naturalmente, ser interpretada como um forte símbolo da Santíssima Trindade.

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Outra característica comum da coroação e da liturgia do batismo (e também da Ordenação Episcopal): a importância da . CREED No batismo, nós temos visto, é normalmente recitada três vezes.Durante a cerimônia de coroação, o CREDO é recitado pelos fiéis (ou refrão que é), em seu lugar habitual na celebração da Divina Liturgia, mas a partir da coroação de Fedor Aleksevič 16 de junho de 1676, nós também requer o soberano a fazer uma profissão pública de sua fé, apenas recitar o Credo de Niceia-Constantinopla.

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Comum também para o batismo e coroação, o enfoque é para o candidato, para pedir à Igreja a celebração do rito. Com efeito, durante um batismo, o representante do catecúmeno apresentou-lhe a Igreja, representada pelo próprio sacerdote e pediu-lhe para o batismo. Em uma coroação, é exatamente o mesmo: no discurso que fez ao czar (ou, se presente, seu pai), pediu ao prelado que oficiava representa a Igreja "para abençoar, consagrar (ungido), definir e nomear "czar novo.

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comuns rito do batismo e da coroação no mais marcante é, provavelmente, que a imposição do nome é o dia de seu batismo o catecúmeno recebe o nome de cristão, porém, é o dia da sua coroação como czar recebe seu nome próprio czar " COROADO POR DEUS ", como refletido no discurso dirigido ao Patriarca que acabamos de mencionar:


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Em resposta, o prelado oficiante, utiliza uma terminologia e confirma que é precisamente esta cerimónia (" SE ... NYN ") que o soberano é chamado de "Coroada por Deus":


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Note-se que ela é " BOGOVnčannyj ", que é o nome próprio imposto na cerimônia, o rei tendo já anteriormente outros nomes e títulos listados nestas duas passagens.

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Finalmente, a última sugestão - não menos importante - a cerimônia de batismo: a recordação de remissão da roupa branca e suas orações que o acompanham.Certamente, durante a sua coroação, o czar não é despojado como por exemplo o rei da França, mas ao invés disso ele está usando seus ornamentos (BARMY, SAPK) na igreja e antes do início do Divino liturgia, assim como um bispo é a proscomidie. Mas a roupa ritual ministros do altar (e não apenas o bispo ranking) é por si só uma comemoração da apresentação da roupa branca no batismo o cristão é despojado do homem velho para "colocar em Cristo."

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Por outro lado, a oração importante, no batismo, após a entrega de roupas impecáveis e imediatamente antecede a celebração do sacramento segundo crisma ou confirmação de iniciação que se encontra, dividida em duas partes no final dos dois principais orações da imposição das mãos, quandoPOSTAVLENIE acima, também, que outros o crisma a coroação em si.


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Mas é o sacramento da confirmação de que a segunda parte da cerimônia de coroação tem semelhanças óbvias.

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Nas duas cerimônias, os cruzamentos são feitos com a mesma pomada (myron).Novamente, existem algumas diferenças de pormenor sobre o local onde são realizados: quando a coroação é n'oint boca ou os pés ou as narinas (pelo menos na XVIª- XVIIºséculo)[9]
[9] Na XIXº século, também ungir as narinas ...
resultado
. Mas a maior parte (ouvidos, seios e mãos), continua a ser comum. As palavras repetidas em cruzamentos também são idênticos:


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Por conseguinte, é exatamente o mesmo gesto que é executada em ambas as celebrações. Como a coroação, a confirmação é de fato uma crisma que se deseja transmitir para a pessoa que recebe o "caráter" (PEČAT ') e doações da terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo.

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Durante a cerimônia de coroação dos czares, os papéis atribuídos a cada hipóstase da Trindade estão claramente definidos: o Pai é aquele que chama, e coroa o soberano é o Espírito que dá o seu selo e fortalece e é através deste dom do Espírito que o Czar marcado pela unção torna-se outro "Cristo", a imagem do Filho.

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Na tradição bizantina, a celebração do batismo e confirmação é seguido algum tempo depois, os rituais adicionais. O primeiro é um purificador rito: ela ocorre oito dias após o batismo, a segunda é a agregação da Igreja (VOCERKOVLENIE) que tem lugar quarenta dias após a celebração do sacramento.Alusões a estes dois ritos também são encontrados na coroação dos czares.

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Encontramos o primeiro elemento da oração pronunciada pelo sacerdote durante a postbaptismal purificação do início da grande oração de imposição das mãos sobre o czar:


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Ao contrário do que acontece para a purificação depois do batismo e confirmação, as partes do corpo que foram ungidos são eliminados imediatamente a uma coroação, e não o oitavo dia. Mas esse detalhe de lado, o simbolismo do oitavo dia é preservada para todos os rituais de purificação outro: o czar não é permitido lavar por uma semana (NÃO UMYVATI NIKAKOŽE OS'MAGO DNI "), mas banhará o oitavo dia (DEN 'V ŽE OKUPAVSJA OS'MYJ "), e encontraram ali a água do batismo.

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No mesmo dia oito, o czar foi lavar as suas roupas (aqueles que têm servido para a coroação), tomando cuidado para que eles não são esmagadas e garantindo que eles não são lavadas em água parada, mas de águas bravas, rio (rc v), que naturalmente faz pensar do Jordão.

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Quanto à toalha limpa que o czar em sua coroação (I IMe SEBJ Car 'ručnik placa cisto u "), este é o início de uma cerimônia de casamento. Mas, novamente, existem analogias com a liturgia baptismal, visto que é terminantemente proibido usar a régua até o oitavo dia.

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Em todos estes ritos de purificação, é claro o valor simbólico do oitavo dia, o batismo comum e coroação, que destacamos: os sete dias da semana representar a vida terrestre, o curso normal do tempo, oitavo dia de entrada para a eternidade. O reino terrestre do Czar nesta vida foi apenas uma "passagem" um passo rumo à vida eterna.Em sua análise do ritual de consagração dos reis da França[10]
[10] Jacques Le Goff, "A estrutura eo conteúdo ideológico ...
Na sequência de
Jacques Le Goff leva o conceito de "rito de passagem" dado por Arnold Van Gennep[11]
[11] Arnold Van Gennep, ritos de passagem, 1909, edição ...
Na sequência
, e mais particularmente na procissão solene da coroação da maioria dos cristãos vê a expressão de tal rito. Você pode dizer o mesmo sobre a coroação dos czares, especialmente quando o soberano, a chamada de celebrantes, as cabeças solenemente para o santuário após oPÔR CARSKIJ " para receber a unção: o monarca está respondendo aos seus " vocação "(PRIZVANIE) literalmente, simbolicamente, como avançar em direção à parte da igreja (ALTAR "), que simboliza a Jerusalém celeste, o "lugar santo" (SVJATOE ŽILIŠČE) mencionados na oração da imposição das mãos .

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Na análise de J. Goff, um rito de passagem contém três fases essenciais: a contagem, a marginalização, depois de agregação o grupo após o processamento. Esta é a terceira fase deste processo são os ritos, na cerimônia de coroação, que lembra a agregação dos 40 dias após o batismo da igreja.

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Neste festival, o sacerdote acompanhou os recém-baptizados e pára com ele em vários lugares na igreja, dizendo as palavras rituais "servo de Deus N. entra na Igreja "(RAB VOCERKOVLJAETSJA BOŽIJ IMJA REK). Eles param na entrada e, em seguida, no meio do edifício antes que as portas santo e, se for um menino no interior do santuário (ALTAR '). Encontramos todos estes passos na liturgia da coroação[12]
[12] O último a partir da coroação de Fedor Aleksevič ...
seguinte
: o anfitrião do soberano para o portão sul da Dormição, a instalação do czar em seu trono, colocado na plataforma erguida NO MEIO da igreja chamada de "czar do que vai adiante os sagrados portões para receber unção e antes de Fedor Aleksevič, comunhão e, finalmente, a partir de 1676, a vinda do Czar no santuário de comunhão " POLEGADAS CARSKOMU UNCC .Durante estas fases, o soberano, marginalizados pelo tratamento especial que recebem durante a cerimônia, foi gradualmente restaurada para a comunidade da igreja.

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Todas essas ações mostram que a coroação dos czares, como os reis da França, deve ser interpretada como uma abertura para a vida eterna, uma viagem para o reino dos céus. Nunca devemos perder de vista essa perspectiva escatológica e se abstenha de interpretar a cerimônia de coroação como o simples objetivo de santificar um reino temporal para este mundo e só com o risco de perder aquele para o qual o rito foi instituído .

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O ritual da coroação está aberta a eternidade, o reino deste mundo em constante refere-se ao reino dos céus, ele deve ser o prenúncio de imagem e, nas palavras de S. Paulo: "por enquanto vemos como num espelho, sem distinção "(I Coríntios, XIII, 12).Por isso, é compreensível que ČINY parece a coroação apenas construída sobre um jogo perpétuo de espelhos. Assim, o texto da oração constantemente jogando com o significado das palavras CARSTVO, CARSTVOVATI : reino terrestre eo reino dos céus "reinado" na terra e "governar" com Cristo, isto é, para ser salvo. "Tendo reinou como você vai ser o herdeiro do reino dos céus", o celebrante disse que o Czar. Este conjunto de espelhos se reflecte também nas referências constantes entre o czar e do Cristo, cuja imagem ele é. Para citar apenas um exemplo entre muitos outros, evocam a marcha solene do soberano ao longo COLOCAR CARSKIJ ' : estes tecidos esticados debaixo dos seus pés recordar os casacos jogados em terra pela multidão para a entrada triunfal de Cristo Jerusalém e vermelho evoca tanto o roxo da Porphyrogenitus eo manto da Paixão. Jogo entre os espelhos ainda czar, a encarnação do poder espiritual e do prelado oficiante, representante da Igreja: Ambos os homens passaram a primeira parte da cerimônia de lado a lado, então, eles enfrentam o momento da comunhão, e em seu discurso, o prelado consistentemente acentua o efeito de encaminhamentos entre a majestade (VELIČESTVO) Prince a sua humildade (NASE SMIRENIE).

COROAÇÃO E CASAMENTO

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referências para muitos da celebração do casamento, que marca a cerimônia de coroação é uma oportunidade para um novo sistema de partidas: a união do czar e de pessoas é um reflexo da união de marido e deve, portanto, ser o que reflete a união entre Cristo ea Igreja ...

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Embora este sistema usa a metáfora nupcial não é explicado por palavras, mas é muito claro pelos atos, mas em uma cerimônia de coroação como os atos são mais importantes que as palavras: n ' Não se esqueça de que não há microfones! O próprio soberano, não tem necessariamente o texto da oração, enquanto as ações dos atores-chave são vistos como muitos. Mas esses gestos são imediatamente reconhecidos e interpretados como ritos nupciais pelos telespectadores, principalmente porque muitos destes actos são emprestados da tradição popular, e não a própria liturgia.

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Isto é particularmente verdade do rito, que é para pagar três vezes três vezes (nove vezes no total) em moedas da monarca como um sinal de prosperidade. Note-se queČINY especificar que essas peças DE OURO e PRATA, os metais tradicionalmente usados para os anéis de casamento: ouro para o marido ea esposa para o dinheiro. Conversamos também sobre uma outra cerimônia de casamento, uma das toalha.Note ainda que o nome da cerimônia (vnčanie), comum a ambas as celebrações, podem imediatamente fazer a conexão. Mas o forte paralelo é provavelmente aquele que existe entre o tapete reservados para os cônjuges no dia do casamento, que simboliza, mais uma vez, a vida na terra, e COLOCOU CARSKIJ ' : se ela pode ser usada apenas pelo Czar e oficiar o prelado, é, sem dúvida, segundo a crença popular, de modo que algum palhaço não lançar um destino ruim, mas também porque um casal de jovens como o casal formado pelo czar, o que representa todo o povo ea Igreja, representada pelo prelado, não há lugar para o terceiro.

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acrescentou que o estrado onde são mantidos juntos no meio da igreja o czar e oficiar o prelado é designado pela palavra ČERTOG que, rotineiramente, tinha o sentido de "câmara nupcial" na velha Rússia[13]
[13] Cf. II Sreznevskij 'drevnerusskogo Jazyk Slovar, M., ...
resultado
.

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As alusões ao casamento também são muito claras entre os atos que se inserem dentro da própria liturgia. O gesto comum é, naturalmente, a mais visível o uso da coroa, mas notamos também que o ritual é rastrear o sinal da cruz com a cruz (KREST ŽIVOTVORJAŠČAGO DREVE) e BARMY antes de retornar ao czar no casamento O sacerdote fez as alianças mesmo.

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Nos textos litúrgicos da coroação, se encontra qualquer referência explícita ao casamento como tal.Mas por outro lado, os textos das orações incluem citações das Escrituras e fórmulas emprestadas da liturgia do casamento e são para o mais famoso deles imediatamente identificável. Assim, as bênçãos materiais pronunciado sobre o Czar são derivados diretamente da bênção nupcial. Queremos o soberano como o marido tanto A FERTILIDADE "de época para época e para todo o sempre" eLONGEVIDADE ", Accrois o comprimento de seus dias" (UMNOŽI EGO DNIJ DOLGOTU) , queremos os czares como cônjuges a vêem os seus filhos dos filhos "(UZRJAT DA SVOIH SYNOVIUM SYNY). Mas o sinal mais forte é, naturalmente, a menção da coroação do Salmo XX (XXI), 4, e funciona como um fio condutor em toda a cerimônia:


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Estas palavras são pronunciadas de forma litúrgica para a imposição das mãos sobre o Czar, mas elas são repetidas várias vezes, especialmente nos discursos do oficiante.

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No ritual do casamento, é a "coroa da vitória", evocado como Crisóstomo, obtidos e cônjuges que viveram a sua vocação sagrada no ritual da coroação, ele s ' atua tanto na coroa do czar e da recompensa no outro mundo para o soberano que tem feito como deve ser os deveres do seu cargo.

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Essas múltiplas referências aos rituais de celebração, portanto, imediatamente conduzem o espectador que assiste a coroação do czar considerar uma cerimônia de casamento. Ele provavelmente sabe que os cônjuges são de soberano e seu povo, mas, sem dúvida, o seu pensamento, ela pára por aí.

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Para a Igreja, porém, a inclusão deliberada de referências diretas ao sacramento do matrimônio na liturgia coroação carrega um rico significado teológico: se a união do czar e de pessoas é uma forma de casamento , então esta união, como qualquer casamento, deve ser como a de Cristo ea Igreja, tal como descrito na epístola paulina aos Efésios, que é oAPOSTOL ler o dia do casamento: o Czar, como Cristo, devem estar dispostos a sacrificar a Deus para mostrar a sua esposa (o povo) "pura e imaculada", e ele deve amar "com amor", mas em contrapartida as pessoas a obedecer e respeitar ele como para "cabeça".

A ORDENAÇÃO DA COROAÇÃO?

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essenciais O ato da ordenação, independentemente da ordem dada, é a imposição das mãos. Este gesto também ocupa um lugar importante no ritual da coroação dos czares. Esta é realmente uma taxa por A mão acompanhado de uma oração especialmente desenvolvido.

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A Igreja bizantina distingue dois tipos de imposição de mãos: uma, chamadaRUKOVOZLOŽENIEordenação é reservada para menores (até o posto de sub-diácono) eo outro chamado RUKOPOLOŽENIE é usado para todos os outros graus a hierarquia até a ordenação episcopal incluído. Que tipo de imposição das mãos que a coroação deveria estar ligado? Se mantivermos a letra do texto, ele seria o primeiro:


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mas a interpretação está longe de ser certo, porque é apenas uma etapa rumo, e não um discurso ritual e verbos POLOŽITI e VOZLOŽITI parecem ser usado indiscriminadamente em tais passagens. A solenidade eo comprimento da oração em vez evocar uma ordenação grave.

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Vários outros elementos são verdade no olhar de uma ordenação episcopal. O vocabulário em primeiro lugar: um bispo eleito, mas ainda não foi empossado, é "designado" (NAREČENNYJ), a indução é chamado de "instalação" (POSATVLENIE), mas é precisamente o termos são usados sobre o czar em ČINYcoroação. O QUINTO , que serviu de protótipo para o que se segue foi escrita por clérigos da comitiva de Macário, que, conscientemente, várias vezes usam o termo POSTAVLENIE (não o atual mandato devnčanie) para denotar o cerimônia inteira (imposição de mãos cerimônia de REGALIA e coroação propriamente dita, a entronização e unção). Isto é particularmente claro no direções de palco no início e no final do CIN: há de fato disse que devemos ficar de guarda fora da igreja, para que ninguém passos no caminho "do czar "


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Não há dúvida, portanto, que na mente dos editores, há muitas coisas em comum entre a instalação de um bispo e de um czar. O rito denominado o " STOL ND POSTAVLENIE "que pode ser traduzida, conforme o caso, por" indução "ou" instalação (o bispo) sobre o cathedra (da sua diocese) também é comum Ambas as cerimônias.

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já salientou a importância da recitação do CREDO traz também o culminar de ordenação episcopal. O bispo, sucessor dos apóstolos, é o protetor da fé que ele deve preservar e transmitir pura e intacta, por isso exige dele uma profissão de fé pessoal (a recitação do SÍMBOLO) que não exige mais ordenado. Desde a coroação do Fedor Aleksevič a mesma exigência aplica-se ao soberano em sua coroação.

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O timing da ordenação tem lugar também é significativo: ele depende do lugar do ordenado na hierarquia da Igreja. A partir da ordenação, o sacramento é conferido durante a liturgia divina para o bispo, que é condenada em toda sua plenitude, a imposição das mãos é realizada antes da leitura doAPÓSTOLO, porque a transmissão escrituras e suas explicações dentro de seu carisma. Em seguida, colocou a cabeça sobre um texto do Evangelho, que é girado para baixo (VNIZ PIS'MENY). Este ritual é certamente ausente da coroação dos czares e da imposição das mãos ocorre durante oMOLEBEN antes da liturgia, mas ainda leva bastante antes de ler oAPÓSTOLO e, por outro lado, o MOLEBEN divina liturgia e se sucederam sem interrupção.

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A ênfase sobre os editais de ANÚNCIO ANNOS O MULTOS traz também o culminar de ordenação episcopal, exceto que, para um bispo, eles não são o grego eo eslavo. Além disso, o czar, como bispo, é mencionado por nome na ladainha, enquanto os sacerdotes e diáconos são mencionados apenas coletivamente.

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A maior concelebrantes também importante: para uma coroação como a ordenação episcopal, vários bispos concelebrantes (um bispo não pode encomendar um par, dois em um beliscão, mas normalmente são três). Para um czar, o número de bispos concelebrantes é ainda mais importante, pois é apenas o SOBOR SVJAŠČENNYJ que associa com o metropolitano ou patriarca.

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Note ainda que o czar da coroa parece ter usado muito próximo ao do bispo da mitra (além de, pela sua aparência, que lembra mais bizantina reforça uma coroa como Roman seus homólogos).Particularmente detalhe preocupante: a oração recitada enquanto o Bispo é sua vestimenta, quando ele é dado a mitra é incluído quase literalmente na oração de imposição das mãos levado ao czar, ele é o trecho do Salmo XX já mencionadas e também usado para a coroa nupcial. Finalmente, sublinham que a mitra episcopal eslavo eclesiástico não é designado pela palavra MITRA, mas pela deSAPK, como a coroa do Czar em ČINY. Mas, apesar dessas semelhanças, há uma diferença fundamental no uso dos dois chapéus. Se o bispo, como o czar, tirou o SAPK nos momentos mais solenes da oração eucarística, O BISPO SOZINHO MANTÉM durante a leitura do Evangelho, enquanto todos os outros clérigos tirar da cabeça os respectivos revestimentos (os sacerdotes remover o KAMILAVKA). Mas o czar, também deve ouvir o evangelho com a cabeça descoberta: supondo que a imposição da mão daria um nível na hierarquia do clero ordenado, não poderia ser um bispo, mas rank apenas uma caloura.

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No ritual usado na corte bizantina, o paralelismo entre o imperador eo bispo foi empurrado para mais longe e muitos dos rituais que os ajudou a não ter penetrado na Rússia. Assim, o IMPERADOR podia entrar no santuário na entrada triunfal: ele foi tão aclamado e elogiado por ele próprio, também pode abençoar através DIKERION (castiçal com duas filiais) e no momento da sua coroação, que teve lugar Bizâncio, depois da coroação - em contraste com o costume russo - as pessoas gritavam "Αξιος (" Ele é digno "), como um ou episcopal ordenação sacerdotal. Nada disso, porém, em condições normais de utilização da Rússia. Em vez disso, ČINY repetidamente observado que a multidão em silêncio completo, com temor e tremor "Então, nenhum vestígio da VOX POPULI e só Boris Godunov, sempre na necessidade de legitimidade, vai chorar "é digno "pelo povo.

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As indicações que nós identificados por comparação a celebração da coroação do sacramento da ordem, assim, fornecem dados contraditórios: há uma imposição de mãos e gestos sugestivos ordenação emprestado de muitos dos rituais de entronização Episcopal sem o czar pode até ser considerado um bispo, mesmo no caso que se proceda a coroação de um czar na presença de seu pai, o monarca reinante, ele pode impor-se na mão seu próprio filho, ele deve apelar para os ministros sagrados da Igreja. Da mesma forma, a coroação do czar não é um sacerdote, um czar não pode celebrar a Eucaristia.No entanto, a imposição das mãos que lhe é conferida pelo Patriarca, juntamente com os outros bispos não poderia ser menos do que o de um diácono.

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E, de fato, encontrou o Imperador em funções diaconais Bizâncio. No início da Igreja, o diácono foi particularmente responsável por fornecer santuário para as oferendas dos fiéis. Como diácono, o imperador tinha o privilégio de trazer seus próprios dons e trazê-los para o altar, que é a origem histórica da comunhão do soberano ", segundo aORDO imperial "em Dentro do santuário, a comunhão tornada possível pela imposição das mãos que o precede na primeira parte da cerimônia.

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Na Rússia, também, tornando-o o título de DIÁCONO, que dá à instituição o soberano das mãos. Não pode ser mais, mas isso não pode ser menor, já que o czar também a comunhão "PO CARSKOMU UNCC", isto é, nas duas espécies , SEPARADAMENTE, como um ministro do altar e não como um simples fiel que recebe a Comunhão sob as duas espécies simultaneamente. Isso prova que o privilégio coroado czar não mais um leigo. É precisamente a posição de um diácono, teremos uma prova A POSTERIORI , quando a Igreja tem de coroa no XVIIIº século, as imperatrizes: Anna Ioannovna logo, receber a Sagrada Comunhão, no santuário, um lugar que normalmente não mulheres.Se eles podem acessá-lo, é que eles são diaconal rank: Ortodoxia como a Igreja Latina sabe que houve no início da Igreja de diaconisas, e pode, portanto, presumir-se que há mulheres diáconos na pessoa do imperatrizes, mas nada no mundo a Igreja Russa (não mais do que a Igreja Latina) seria conferir o sacerdócio às mulheres. Por conseguinte, podemos dizer que a coroação é considerado, de fato, como um equivalente da ordenação ao diaconato, o que as últimas Paul lunático Euprimeiro expressar de forma significativa através do revestimento do dalmatian (ele é o único soberano da Rússia para ser usado) sobre o uniforme e sob o manto imperial (PORFIRA).

COROAÇÃO E DA EUCARISTIA

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Novamente, gestos precisos estabelecer um vínculo forte entre o czar eo Cristo, a quem ele toma comunhão. Assim, a procissão da REGALIA, realizada solenemente pelo arcipreste da Anunciação à Assunção, parece ser um "verdadeiro grande" de entrada (VHOD VELIKIJ): Arcipreste é a REGALIA em sua cabeça apoiada em uma bandeja coberto, assim como as sagradas espécies são apresentadas antes da consagração. Se o paralelismo entre a REGALIA e sagradas espécies justifica-se, aqui, é empurrado para baixo para os mais pequenos detalhes: as espécies do pão e do vinho é visto na entrada principal ainda não são o corpo eo sangue de Cristo e da mesma forma as "espécies" de seus BARMY, a coroa ea cruz coberta com um tecido precioso não é o Czar: ainda não é manifestado; é precisamente a entrega de um tal REGALIA que se manifestam que o soberano não é apenas "czar designado", mas tornou-se no final da cerimônia um "czar coroado por Deus" (bogovnčannyj) que fica no meio da comunidade.

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Todos os sacramentos, que nós discutimos até agora são evocadas por durante uma coroação através deste ou de rituais que são emprestados. A Eucaristia, no entanto, é o único presente não tão alusiva, mas realmente, desde quando na verdade é comemorado o culminar de um czar. Mas a Eucaristia ocupa um muito central na economia sacramental: a sua festa é o ritual mais extraordinário que se possa imaginar, porque faz com que Deus realmente presente entre os participantes. Nestas circunstâncias, é normal que a final da celebração da eucaristia e da comunhão no altar do czar que convergem todos os ritos observados durante sua coroação.

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A escolha para fechar a cerimônia com a celebração da Eucaristia e do elo crítico entre a coroação eo sacramento é melhor compreendido se adotar o esquema de "rito de passagem." Na verdade, todos os outros ritos sagrados, seus vínculos com os outros sacramentos que nós identificamos todos têm um papel DE DIFERENCIAÇÃO: se trata de alguém czar diferente dos outros crentes, e eles, portanto, apoiar o "marginalizar" a marginalização e, que prevê a segunda etapa do rito de passagem (após transformação), no esquema como um tríptico de Arnold Van Gennep ecoou por Jacques Le Goff. Todos esses ritos têm, portanto, uma ação CENTRÍFUGA , mas depois de marginalização, o retorno para a comunidade é essencial e é precisamente na Eucaristia como plenamente realizado o retorno do czar, transformado, no meio do seu povo : porque a Eucaristia é por excelência da comunhão. Em comunhão com Cristo, o seu modelo no final da cerimónia, o czar também entra em perfeita comunhão com seus súditos, mas o homem que se comunica não é a mesma que entrou no igreja, que é o que manifesta o modo específico de recepção do corpo e sangue de Cristo.

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ligações tão numerosas e óbvio para muitos que se juntam a cerimônia de coroação, coroando os sacramentos da igreja mostram que é impossível entender o que este ritual sem colocar na perspectiva global da economia sacramental . A coroa da coroação é de fato concebido como um instrumento de salvação específicas para o soberano e os sacramentos não têm outro objetivo além de dar aos homens os meios de salvação.

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Devemos considerar, portanto, a coroação como um sacramento? Certamente que não, e não teólogo nunca pensou em dar esse passo. É, na sua concepção, bem como a liturgia da coroação é fundamentalmente diferente da celebração de um sacramento. Em um sacramento, ritual sacramental (fala ou gesto) REALIZA o sacramento e da oração que acompanha o formulário ou ver a sua eficácia: são impostas a um usuário AFIRMATIVAeo valor PERFORMATIVO. Ao pronunciar as palavras sacramentais, é dizer: "comer, este é o meu corpo", "o servo de Deus N. é chamado de "servo de Deus N. "A mulher, etc.No ritual da consagração, no entanto, as orações são proferidas em um modo OPTATIVO : os verbos são condicionais, o imperativo ou este precedido pela conjunção DA, ou o imperativo negativo PERFECTIVOcaso a implorar a Deus para evitar o infortúnio. As orações de súplica ou coroação são chamadas, não de palavras eficiente. A coroa da coroação não deve ser considerado um sacramento (TAINSTVO), mas como um sacramental (tajnodn jstvie) de acordo com a distinção recebida pela Igreja do Oriente e do legado da teologia latina. Apesar de sua efetividade é o sacramento em si, a eficácia de um sacramento depende das disposições de quem a recebe e tem significado apenas em relação aos sacramentos, que ele prepara e durante o qual ele pode ser comemorado.

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Ao dar o governante da consagração sacramental, a coroação, a Igreja, portanto, apenas pedindo a Deus para dar força ao czar para cumprir a missão dupla que é sua: como consciência possível cumprir os deveres do seu estado e merecem portanto, ser salvo, mas também criar o seu império "na medida em que depende dele" (ELIKO EGO SILA) das condições materiais de "justiça, equidade, paz, calma" (PRAVDA, SUL SPOKOJSTVIE MIR), que garantir a seus súditos uma "vida tranqüila" (MIRNOE ŽITIE), eles precisam se concentrar no essencial: trabalhar para a sua salvação.

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para a coroação, o monarca torna-se um "Cristo", sem ser divino: ele continua sendo um homem, mas a imagem de Cristo, ele é agora um mediador, um intercessor entre Deus e os seus súditos, o que reflecte a sua altitude Implícito ao diaconato.

73École Normale Supérieure (Ulm)

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75olivier.azam @ ens.fr

Notas

revue cahiers du monde russe