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sexta-feira, 21 de março de 2014

Escrevendo a história

Estudiosos concluem dicionário da língua mesopotâmica, que ficou 2 mil anos sem ser falada, e reavivam interesse pelos primórdios da escrita


Inscrição com trecho do poema épico Gilgamesh: escrita cuneiforme registrou as primeiras manifestações literárias da humanidade


Para quem achava que a Mesopotâmia estava restrita às aulas de história e aos enredos de escolas de samba, o antigo território ganhou destaque mês passado por uma razão linguística. Após noventa anos, acadêmicos da Universidade de Chicago (EUA) concluíram um dicionário de 21 volumes sobre a língua mesopotâmica e seus dialetos babilônicos e assírios.

Trata-se da língua usada por Sargão da Acádia, em 24 a.C., para comandar o primeiro império do mundo e empregada por Hamurabi, em 1700 a.C., para proclamar as primeiras leis conhecidas pela humanidade. Com ela foi composta Gilgamesh, a primeira obra da literatura, criada na metade do terceiro milênio a.C. (compilada em 7 a.C.). Narra a epopeia do rei semilendário da cidade de Uruk, em 12 tabuletas achadas na biblioteca do rei assírio Assurbanípal, em Nínive.

O dicionário abre perspectivas ao estudo da escrita cuneiforme, inventada pelos sumérios no 4º milênio a.C., entre os rios Tigre e Eufrates, onde hoje é o Iraque, estendendo-se a partes da Síria. É o primeiro sistema de escrita de que se tem notícia. A palavra "mesopotâmia", no entanto, vem do grego meso ("entre") e potamia ("rios").

Evolução
A obra conta com 28 mil palavras, que recobrem de 2500 a.C. a 100 d.C., seguindo as nuances de significado de cada termo. Por essa razão, assemelha-se mais a uma enciclopédia do que a um dicionário propriamente, pois suas definições trabalham com múltiplas acepções, abrangendo áreas tão diversas quanto a religião, o comércio e a literatura. Embora umu designe "dia", por exemplo, foram necessárias 17 páginas para explicá-la. Ardu (escravo) implica todo o universo relacionado ao trabalho da época, exigindo extensas considerações de ordem histórica e sociológica; e o versátil verbo kalu tem acepções que variam com o contexto, como "deter", "demorar", "manter em custódia", "interromper".

A notícia indica a união de forças da arqueologia e da linguística para entender-se o surgimento e a evolução da escrita, tema de encanto e curiosidade, como mostra Josué Machado, consultor e colunista de Língua, nas páginas que seguem.

A evolução da escrita

8000 - 4000 a.C.
Símbolos, sinais, pictogramas mesopotâmicos
3700 a.C. Sistema fonético sumério
3500 a.C. Hieróglifos egípcios e escrita cuneiforme
2200 a.C. Alfabeto consonantal
1200 a.C. Alfabeto fenício
1000 a.C. Alfabeto grego
600 a.C. Latim
700 d.C.
Alfabetos europeus ocidentais


Do desenho à escrita

Josué Machado

O homem encontra a mulher, longe da tribo. São jovens. Ele emite grunhidos. Ela grita e ameaça correr. Estamos há 29 mil anos, no atual Parque Nacional da Capivara, Piauí. É o início do paleolítico superior. Um bom dia para o bípede. Antes, tinha devorado um naco de carne crua de tatu. Não precisara comer apenas frutas, larvas e minhocas.

Saciados, rabiscam a rocha. Reproduzem cenas domésticas, bichos de que fugiam ou perseguiam, as delícias da carne. Nítidas, coloridas, são gravuras parietais (em paredes) - de cavernas, mais conservadas; ou rupestres (de rocha), ao ar livre, dadas a intempéries. As de Lascaux (França) têm 20 mil anos. As de Altamira (Espanha), "só" 11 mil. Bem mais novas do que as do Piauí. Conclui-se, sem originalidade, que a forma de expressão na infância da humanidade foi o desenho, como em geral ocorre na infância do homem. Foram os desenhos que precederam as primeiras formas de escrita, entre 5 e 6 milênios passados, na Idade do Bronze.

Muitos nascimentos

A escrita se desenvolveu da necessidade de o homem reter informação impossível de guardar na memória. E de comunicar-se a distâncias que ultrapassam o alcance da voz. Surgiu provavelmente em mais de um lugar mais ou menos ao mesmo tempo - entre dezenas ou centenas de anos. Prazo desprezível, considerando que a escrita hieroglífica egípcia e a cuneiforme suméria perduraram por 3 mil anos. E dessas são os primeiros vestígios encontrados, embora se reconheça que houve ao menos outros nascedouros da escrita: um entre os maias e outro no Vale do rio Indo, atual divisa entre Índia e Paquistão, que data, no mínimo de 2500 a.C. Trata-se de um sistema de escrita ainda não inteiramente decifrado: as pesquisas das inscrições em Mohenjo-Daro e Harapa são recentes.

O berço egípcio

Os hieróglifos (que significa "entalhes sagrados") surgiram há 5.250 anos, segundo os egiptólogos John Colleman Darnell, da Universidade de Yale (EUA), e sua mulher, Deborah. Eles encontraram o que supõem ser os mais antigos exemplares de escrita até o momento. São proto-hieróglifos gravados numa placa de argila descoberta em 1995 a oeste do rio Nilo. A placa registra a vitória de um poderoso monarca, provavelmente o lendário rei Escorpião, que teria desempenhado papel importante na unificação do Egito.

Contemporânea da cuneiforme, a escrita hieroglífica foi a que se manteve em uso por mais tempo. Há gravações de hieróglifos feitas em 394 a.C. Também formados por sinais pictográficos, aos poucos foram deixando de registrar diferentes tipos de textos para ser usados só para expressar sentimentos religiosos.

No entanto, é possível que tanto egípcios quanto sumérios tenham usado a escrita antes disso, mas em material perecível, como madeira, de que não ficaram vestígios. Rolos de papiro com inscrições, embora perecíveis, conservaram-se em tumbas por causa do clima seco do Egito.

A escrita cuneiforme

A escrita cuneiforme surgiu há mais de 5 milênios na Mesopotâmia, criada pelos culturalmente adiantados sumérios. Sua ideografia evoluiu para a escrita mais tarde usada pelos acádios, assírios, babilônios e outros povos.

"Cuneiforme" pois seus caracteres têm forma de cunha (latim cuneus). Eram gravados em placas de argila úmida com a extremidade de junco ou cabo de madeira e, depois, cozidas. Como os sumérios não haviam formado império, mas viviam em cidades-Estado em guerra entre si, eram fracos militarmente. Por isso, os agressivos babilônios os dominaram e lhes assimilaram a cultura.

Saltos evolutivos

Há autores que consideram a transição da escrita ideográfica para a escrita fonética uma das maiores realizações da humanidade. Basta lembrar que na escrita ideográfica os muitíssimos símbolos correspondem a objetos, a coisas, e na escrita fonética, a sons, com possibilidades infinitas; na escrita ideográfica, era preciso criar cada vez mais sinais para corresponder ao número crescente de novidades, enquanto a fonética atende com precisão e permanentemente às exigências do pensamento em evolução - um passo fundamental para o progresso do homem.

As pequenas tábuas de argila achadas nas ruínas de cidades sumérias de Ur e Uruk exibem os sinais pictográficos característicos: o sinal correspondente a um boi, por exemplo, assemelha-se à cabeça de um animal, e o que representa o dia é o desenho do nascer do sol. A maior parte delas se refere a registros econômicos.

Por isso, é quase certo que tais registros tenham sido criados pela necessidade de controlar a mercadoria que entrava no palácio real e no templo e deles saía. Eram as duas mais importantes instituições da época. Poder e religião. Mais ou menos como agora.

Mas a escrita evoluiu. Aos poucos, foi deixando de representar a realidade para se tornar mais e mais abstrata. As ideias passaram a ser expressas por traços, e não mais por desenhos e ideogramas.

O alfabeto fenício

Foi em torno dos séculos 12 ou 13 a.C. que os fenícios, comerciantes profissionais, criaram as bases do alfabeto. A Fenícia ocupava a margem oriental do Mediterrâneo oriental e as montanhas do atual Líbano. Seus habitantes haviam assimilado as culturas egípcia e mesopotâmica e se movimentavam com desenvoltura pelo Mediterrâneo.

Como os fenícios precisavam de um sistema simples de escrita para suas atividades, transformaram os ideogramas egípcios e sumérios em símbolos simplificados. Era um alfabeto consonantal (sem a representação de vogais) que, aparentemente, originou as escritas aramaica e hebraica. E foi a fonte usada pelos gregos, em 750 a.C., para criar o alfabeto fonético ocidental, com sinais para consoantes e vogais. Em seguida, os romanos o adaptaram para o latim.

O marco maia

Enquanto os fenícios criavam as bases do alfabeto atual, no século 12 ou 13 a.C., a civilização maia florescia no México e na América Central, também com seus ideogramas como forma de expressão escrita. A cidade maia de Atlan, destruída por um terremoto em 666, guardava 2.156 tabuletas de ouro com suas leis, o chamado Código Maia de Desdre. Parte dessas tábuas foram descobertas nesta década por pesquisadores alemães, na Guatemala. São provavelmente as amostras mais antigas de escrita na América.

Revista Língua Portuguesa

sábado, 30 de abril de 2011

A questão religiosa nas culturas mesopotâmicas

Shamash (sentado), descrito como entregando os símbolos da autoridade de Hamurabi (relevo na parte superior da estela do código de leis de Hamurabi)

[Ishtar (Venus) aids in the resurrection of Shamash (Jupiter)]

Image: Ishtar (Venus) and Ea (Sumerian Enki) aid in the resurrection of Shamash (Jupiter); ca 2308 BC.

Maria Isabelle Palma Gomes Corrêa

Em geral, as sociedades antigas dispunham de uma quantidade significativa de mitos que, em diferentes graus, influenciavam a realidade cultural desses povos. Esses mitos narravam uma criação, descrevendo como algo foi produzido ou quando começou a existir. Nesse sentido, a finalidade primeira dos mitos era a atualização periódica de experiências vividas em eras primordiais, a fim de que o presente pudesse ser revigorado, rejuvenescido de tempos em tempos. Essa é, pois, a influência que os mitos exerceram nas sociedades antigas (inclusive na Mesopotâmia): a garantia de “sucesso” sobre o presente, ao se reviver o passado. Assim, para o homem antigo, os mitos não só reconstruíam um passado heróico, primordial, como também possibilitavam que o presente se manifestasse sob a forma dos tempos heróicos dos começos.

Zigurate

Na Mesopotâmia, muitos mitos revelam uma gênese que, através das tradições orais, fundamenta o nascimento constante das coisas e do mundo. Alguns desses mitos, antes de tratarem de suas especificidades próprias, iniciam-se com o esboço de uma cosmogonia – é o caso, por exemplo, das narrativas babilônicas acerca da criação do homem, as quais são precedidas pela descrição do surgimento do cosmos. Essas histórias míticas exerceram muita influência sobre as civilizações da Mesopotâmia, a ponto de se construir um amplo aparato religioso, enquanto também se estruturavam suas organizações sociais, econômicas e políticas. Dentre as formações religiosas relacionadas ao poder dos mitos mesopotâmicos, cita-se os templos e o panteão de deuses; elementos estes, privilegiados pela centralização maior que receberam, naquilo que diz respeito à vida espiritual dos povos mesopotâmicos.

Os templos, em virtude de seu número e função, conferem, em toda a história da Mesopotâmia, um alto grau de importância. Cada cidade possuía muitos deles: Lagash, por exemplo, no início do III milênio, parece ter contado com cerca de 50 edificações sagradas. O mais importante dos templos da cidade era sempre aquele construído em homenagem à divindade protetora, o que pressupõe uma certa hierarquia entre os deuses. Geralmente, este é o templo maior e bem mais ornamentado de todos. Além disso, era também o que contava com um grupo maior de sacerdotes, de pessoal de exploração e administração. A “sociedade” interna do templo parece constituir uma casta praticamente fechada, pois existiam técnicas ou atividades (ainda que aparentemente laicas) que só poderiam ser aprendidas no templo e a partir da infância. As funções exclusivamente agrícolas eram as únicas que escapavam a essa obrigatoriedade. Todas as pessoas ligadas ao templo constituíam uma grande comunidade que, vivendo a serviço dos deuses, viviam também da renda deles, isto é, do produto de seus bens e do excedente das oferendas e sacrifícios. Apesar disso, esses membros religiosos não deixavam o convívio com a vida laica, nem entregavam ao templo suas fortunas particulares. As terras do templo eram divididas em lotes, cujas funções eram bem variadas: alguns domínios eram “arrendados”, outros, diretamente postos a render, através do gado e da mão-de-obra, geralmente escrava. Da mesma forma, o templo tinha suas oficinas, seus armazéns, seus depósitos e seu tesouro. Os templos controlavam, portanto, uma parte relativamente expressiva da vida econômica do país, principalmente porque seu poder associava-se à sua força espiritual.
deusa da fertilidade Ishtar

Quanto aos deuses propriamente ditos, as cidades da Mesopotâmia compartilhavam um mesmo panteão ou assembléia (como era chamada na Babilônia), embora os nomes divinos sofressem alterações de acordo com a região. Esse panteão (ou assembléia) era formado por seres vivos imortais e de forma humana, que, apesar de invisíveis, criaram e controlavam o cosmos, de acordo com planos bem estabelecidos e leis devidamente prescritas. Supunham que cada um destes deuses tinha a seu encargo um componente particular do universo e guiava as suas atividades com regras e regulamentos. É possível que essas idéias estivessem relacionadas à estrutura da sociedade humana, entregue ao controle e à guarda de homens, sem os quais as terras e as cidades se arruinariam. Também o cosmos e todo os seus complicados fenômenos deveriam estar sendo guardados e supervisionados por seres divinos, uma vez que o universo é muito mais extenso e complexo. Por analogia com a organização política do homem, o panteão (ou assembléia) de deuses mantinha uma hierarquia, segundo um grau de importância. Esses dois aspectos da vida na Mesopotâmia, explicitam claramente o grau de vínculo existente entre os povos antigos e suas crenças míticas (de onde decorrem os sistemas religiosos). Esses sistemas religiosos, na Mesopotâmia, detinham em seu conteúdo uma visão de mundo geral, englobando aspectos da vida que, para nós, ocidentais, são diferentes: religião, política, economia, direito e ética. Com efeito, na Antigüidade, o que dividimos, aparecia integrado num todo indivisível para os homens de então.

Projeto Chronos

http://www.galeon.com/projetochronos

A descoberta das civilizações mesopotâmicas

mapa do Crescente Fértil

Maria Isabelle Palma Gomes Corrêa

A antiga Mesopotâmia situava-se na região do Crescente Fértil, entre os rios Tigre e Eufrates. Durante muito tempo, esse território permaneceu quase desconhecido, sendo a Bíblia a única forma de se conhecer alguns aspectos das civilizações da Mesopotâmia. Mesmo assim, as informações bíblicas eram escassas e pouco reveladoras, uma vez que estavam diretamente relacionadas à história do povo hebreu. Além disso, as histórias dos povos mesopotâmicos contidas na Bíblia revelam os grandes feitos de reis e guerreiros e quase nada trazem sobre a vida cotidiana daqueles povos. É por essa razão que a descoberta dos registros de documentos mesopotâmicos em tabuinhas de argila, trazem para a história uma nova forma de abordar a vida dessas civilizações.

As primeiras inscrições em tabuinhas de barro foram encontradas por viajantes e mercadores, o que ocasionou uma dispersão dos achados arqueológicos, dificultando os trabalhos posteriores de decifração. Isso porque muitos dos materiais recolhidos foram vendidos em mercados para turistas e colecionadores particulares que mantiveram afastadas peças complementares que permitiriam o entendimento de um contexto maior. Ainda hoje, muitas tabuinhas estão espalhadas por diversos países, entretanto os trabalhos de decifração, iniciados na segunda metade do século XVII, já permitem um panorama relativamente completo do que constituiu a história da Mesopotâmia.
Tabua_sum.jpg (8723 bytes)
Um dos primeiros viajantes a trazer ao ocidente os sinais de uma escrita exótica, mais tarde denominada cuneiforme, foi Pietro della Valle, nos últimos anos do século XVI. A partir da descoberta de della Valle, muitos arqueólogos de diversos países iniciaram estudos a fim de traduzir as tábuas encontradas, mas somente em 1852, um arqueólogo inglês, Henry Rawlinson, apresentou a primeira transliteração convincente de 246 sinais cuneiformes. Seu trabalho foi auxiliado e continuado por uma série de outros pesquisadores, dentre os quais, cita-se: Paul Emile Botta, Austen Henry Layard e George Smith. Esse último, realizou a tradução de um trecho da Epopéia de Gilgamesh que narra a história de um dilúvio. Essa descoberta causou forte impacto na Europa, durante o século XIX, por apresentar um texto pagão aparentemente antecipando a Arca de Noé. O trabalho de Smith teve continuidade com outros pesquisadores que desenvolveram pesquisas de conteúdos semelhantes. Durante o século XIX, muitos deles tiveram que enfrentar os problemas causados pelos questionamentos sobre a veracidade bíblica. Atualmente, sabe-se que esses mitos fazem parte de um sincretismo cultural maior e têm seus valores próprios e méritos independentes como obras literárias. E mesmo as comparações com o Antigo Testamento possibilitam uma oportunidade única de estudar povos diferentes, a partir de suas semelhanças. No que diz respeito à arqueologia desse século, a Mesopotâmia tem recebido atenção especial, uma vez que grande quantidade de inscrições cuneiformes ainda estão esperando a tradução.

Projeto Chronos

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sábado, 10 de outubro de 2009

A transmissão do conhecimento na antiga Mesopotâmia



Philippe Curar Negrito
Professor da Universidade Livre de Bruxelas.



Como um lembrete simples e estabelecer um tanto quadro cronológico em que nos movemos, lembro-me que a escrita cuneiforme foi inventada por volta de 3200 aC no sul da Mesopotâmia, provavelmente na cidade de Uruk1. Esta escrita foi utilizada, com variações, em todo o antigo Oriente Próximo e vai notar muitas línguas que pertencem a famílias de línguas variadas, principalmente sumério e acadiano, mas também o hitita, hurrita o Urartian, Elamite, etc.

Os últimos textos cuneiformes são, por sua vez, datada do início de nossa era, e, de acordo com pesquisas recentes, a escritura deixar de ser empregado com o fechamento dos templos da Babilônia, Sasanian início do Império; I retornar mais tarde.

Originalmente inventado quase certamente necessidades mais complexas da administração central, a do "império" Nome de Uruk2A escrita em breve será aplicado a áreas menos profano. Os registros mais antigos3, Contemporânea, com a invenção em si, em vigor imediatamente conter textos cujo valor não pode ser intelectual. Estes sinais são listas de classificados de acordo com princípios diferentes: listas de nomes de profissões, listas de nomes de vasos, animais, deuses4Etc.

Tem sido frequentemente classificados estas listas no estilo de livros didáticos, imaginando que eles eram utilizados para a aprendizagem dos escribas. Talvez isso seja verdade, mas a qualidade do seu canal e do número de cópias existentes mostram que estavam também a ter outra função, mais sofisticado. Sumério Estas listas eram então copiados e continuamente enriquecido, desde traduções de acadiano, recompilado e reclassificados de acordo com outras chaves, até o desaparecimento da escrita cuneiforme. Eles testemunham a actividade intelectual dos estudiosos da época e representa uma tentativa de organizar o cosmos com base na lista exaustiva de seus componentes, reais ou míticos5.

Esta é uma característica do espírito da Mesopotâmia, muitas vezes descrita como pré-filosófico, ao invés de expor uma teoria ou um conceito através do método de enumeração. Por exemplo, posso citar um texto famoso matemático datado XVIIIe século, que contém uma série de questões em torno de resolver a equação quadrática. Ao invés de nos dar a fórmula de resolução (também muito perto da nossa), o texto apresenta-nos com uma pontuação de problemas e as fases das suas soluções. A solução está em todos os casos a mesma: 30, que mostra que não se trata de problemas reais relacionados com a prática de qualquer cálculo, mas a apresentação de um método6.


Todas estas listas reunir hoje mais de quinze grandes volumes7 e eles estão longe de terem sido devidamente publicada. Eles abrangem todos os aspectos da vida intelectual da Mesopotâmia: listas de sinais cuneiformes com seus valores, seus nomes, etc, a lista dos itens da vida de cada dia, uma verdadeira enciclopédia classificadas por temas, as listas de formas sumério e morfológicas nomes acadiano, em suma, uma gramática listas de observações astronômicas, listas ou outros presságios astrológicos; listas de divindades, organizadas por famílias e durante divina retroactivos listas de palavras classificadas por raízes acadiano e trouxe em sumério; comentários esotéricos deuses, cidades, templos, etc.

Em suma, todo o know-sumério babilônico foi, assim, enviou mais de três mil anos, o uso da escrita cuneiforme. Esta literatura abundante pode ser extinto com o desaparecimento da ferramenta que foi indissociáveis.

Observe que isso é literatura lexicográfica desde os primórdios da escrita. Ela nasceu com ela e morre com ele. Os estudiosos da Mesopotâmia conheceu e chamou a glória. Totalmente voltada para o passado, que se vangloriou de ter conhecimento8 eles tinham "antes do Dilúvio", diretamente dos deuses e enviados por eles para o herói da cultura principal Adapa.


Este personagem tem sido descrita em grego por Berosus9 (um sacerdote de Bel no IVe século aC. AD) como um meio-homem, metade peixe, fora do Golfo Pérsico para levar a civilização na Mesopotâmia. No texto só fala nativa sobre isso, mas sabemos que o traje em forma de peixe era apanágio dos sacerdotes exorcistas dedicado ao deus Ea, o deus da sabedoria e conhecimento. Um mito de Adapa10 No entanto, explica como este conhecimento pode ser transmitida aos seres humanos. Inicialmente, o deus Ea residia em seu palácio e tomou conta de todo o trabalho doméstico. Sua cidade está localizado junto ao Golfo Pérsico a cada dia, ele levou seu barco e foi pescar. Ele criou um homem, Adapa, que guardavam o palácio durante a sua ausência e durante o sono. Mas um dia, durante o sono Ea, Adapa levou o barco e foi pescar. Infelizmente, ele não sabia o manuseio do barco e que se deslocava no meio do oceano. No mar, a primeira foi calma, mas agora se levanta de repente o vento sul. Ele virou o barco e Adapa é encontrado na água.

O Vento Sul não é qualquer um. O vento é o sul do deserto quente e seco do Iraque, é ele quem traz as tempestades de poeira que cortar as culturas. É um poderoso demônio, Pazuzu famosos. Demônio tão poderoso que poderia fazer amuletos para se protegerem contra ... demônios. Ao combinar Pazuzu, começamos alguma forma imune a todos os seus congêneres menos terrível do que ele.

Adapa está furioso por ter sido jogado na água e amaldiçoou o Vento Sul, quebrando as asas. Imediatamente o mundo está chocado. No céu, o rei dos deuses, Anu, pergunta: "Quem quebrou as asas do Vento Sul?" E ele respondeu que Adapa é um funcionário da EA. A ordem é dada imediatamente procurar o culpado.

Então Ea, que em sua grande sabedoria tenha compreendido todas as implicações da situação, dará suas instruções para Adapa. Suas instruções são detalhadas e Adapa seguirá à risca.

Começa-se por um revestimento de vestido de luto, em seguida, partiu para o palácio celeste. Chegou à porta do céu, ele recebeu as duas divindades que guardam a entrada: Dumuzi e Ningizzida. Eles perguntaram-lhe: "Por que vocês estão de luto?" E a resposta de Adapa, de acordo com as instruções: "Eu lamento duas divindades que estão mortas e Dumuzi Ningizzida!" Então, os guardas de uma gargalhada e Deixe-nos a promessa de falar em seu favor.

Chegou na presença do rei dos deuses, Anu, Adapa foi chamado para explicar por que ele quebrou as asas do vento sul. Ele explica como ele tomou emprestado o barco de seu mestre e virado pelo vento. É sob o efeito da raiva ele amaldiçoou o vento sul. Os deuses então acalmar e perdoar-lhe.

Mas um problema permanece: Adapa subiu ao céu, assim que viu os segredos do céu e da terra. Ele agora tem um conhecimento que não se destina a homens. O que fazer? Já no mito do dilúvio, os deuses foram encontrados em um dilema semelhante com Uta-Napištim, o Noé babilônico. Para resolver o problema, os deuses lhe deram a imortalidade e ordenou-lhe que vivem à beira do mundo.

Anu, assim, resolver o problema da mesma maneira: como Adapa viu o que os mortais não podem vê-lo servir a comida e água espíritos, a fim de tornar-se imortal, torna-se um deus das sortes. E, especialmente, ela pode trazer à Terra o conhecimento que ele adquiriu ... Mas Adapa, seguindo fielmente as instruções de seu mestre Ea recusa Life. Vendo isto, Anu ri. É uma vez mais um truque do deus Ea. Adapa, impedindo de se tornar imortal, Ea garantiu que vai retornar à Terra carregando um conhecimento divino. Ea e, assim, estabelecer uma longa tradição de sacerdotes e estudiosos que vai passar este conhecimento. É entre eles que vai encontrar todos os grandes sábios, sacerdotes e exorcistas, todos os conselheiros principais real, começando com os Sete Sábios, companheiros dos reis mais antigos.


Neste texto, o caráter do deus Ea brilha assim, fiel a tudo que sabemos sobre ele por outros mitos. Promethean é um Deus: ele age por esperteza para contornar as decisões dos grandes deuses, quando eles são perigosos para os seres humanos, ou quando os deuses querem mantê-los de que ele, Ea, disse que pretende ser. Este é o caso durante o dilúvio, especialmente quando ele revela as intenções divinas para destruir a humanidade, impedindo Uta-Napištim e mostrando-lhe como construir uma arca11.

Ele é o patrono dos médicos, astrólogos e exorcistas, em suma, todos os detentores do conhecimento mais oculto, mais secretos. Ele também preside o destino daqueles a quem chamamos os escribas ", na realidade, os grandes intelectuais e acadêmicos do tempo (ummānu), Que havia dominado todos os segredos da escrita e poderia jogar como os grandes rabinos de judeus desempenharam na Torah Talmud12. Estes jogos não são obviamente livres. As regras da exegese rabínica, como a interpretação da Babilônia pode encontrar por trás das palavras e símbolos escritos ocultos significado da mensagem divina. Eles iluminam o texto para revelar todas as facetas. Quando exegese é místico, como na Cabala, as interpretações permitidos pelo texto dá ao aluno como se aproximar de Deus e contemplar a Divindade13.


Nós encontramos a mesma abordagem nos textos da Mesopotâmia. Muitos comprimidos contendo diversas obras, mas na maioria das vezes comentários ou seita esotérica, ter um colofão proibindo o seu acesso para os não iniciados (aqueles que não sabem) e que exigem um "insider" (quem sabe) para cuide-se14.


Esse conhecimento foi certamente a prerrogativa de um grupo relativamente pequeno de acadêmicos. Cartas ao neo-assírios retratam o notável trabalho destes cientistas e seu modo de vida e pensamento. Eles são organizados em cinco "domínios"15:

ṭupšarrūtu arte de escrever e astrologia

bārūtu adivinhação (principalmente hepatoscopy)

āšipūtu exorcismo e magia

asūtu Medicina

kalūtu cânticos e lamentações


Aqueles que pertencem a essas cinco regiões são os sábios, os filósofos, por excelência, o modelo é Adapa. Um texto administrativa16 datados de cerca de 650 listas de nome 7 astrólogos, 9 exorcistas, adivinhos 5, 9 médicos, 6 lamentações 3 presságios, 3 egípcio cientistas (ḫtemrṭibi) e 3 escribas egípcios. É provável que lá para toda a equipe acadêmica do palácio de Nínive, nesse momento, pelo menos, os seus membros mais importantes. Na cabeça de cada uma das cinco disciplinas é um líder (um Grande, Rabu, cf. O rabino termo), mas a principal foi sem dúvida a rab vocêPsarra ou UMMAN rab "The Grand Scribe" ou "Grande Sábio", que é chamado deummānu King. Ele sentou-se no interior do gabinete do rei, juntamente com o soberano e 7 grandes ministros, um total de 9 pessoas, incluindo dependia o destino do império assírio17. O gabinete interno foi realizada no mesmo modelo que a reunião dos grandes deuses, o rei jogando no mundo material, o papel do capitão do panteão. Cada ministro também tinha sua contraparte divina, seu modelo celestial. Grand Acadêmico foi, naturalmente, a Ea Deus na terra.


Este homem, com sua equipe de cientistas subordinado a ele, foi o responsável pela saúde física e moral do Imperador. Ele foi encarregado de examinar o universo em busca de portadores de mensagens divinas de presságios, mas também e acima de tudo, fazer a resposta adequada. Todos presságio tem nele a solução. Como escrito por Balas, Grand Acadêmico Príncipe18O rei: "Houve um terremoto. Um mau sinal. Devemos realizar o ritual contra terremotos e seus deuses, vai facilitar o mau presságio: "Ea fez, pode desfazer Ea '. Quem causou o terramoto foi também criado o ritual que pode resistir a eles. " The Grand Ummānu era de algum modo o detentor ou o conselheiro espiritual do rei.

Todos esses grandes estudiosos, mesmo se eles não têm assento no conselho de pequeno porte, tem o privilégio de se comunicar diretamente com o rei. Foi certamente não ignora esses assuntos. Ele tinha sido o ensinoummānu quando era príncipe herdeiro e continuou a ser aconselhado pelo acadêmico Grande. Isto é especialmente verdade como um rei Assurbanipal, que se gabava na sua inscrição:

Marduk, o mais sábio dos deuses, ofereceu um presente de um grande intelecto e inteligência geral.

Nabu, escriba universal, como esta me deu o conhecimento da sabedoria.

Ninurta e Nergal meu corpo dotado de poder, virilidade e força sem igual.

Eu aprendi a arte do sábio Adapa: os segredos escondidos, a completa ciência da escrita

Eu sou capaz de discernir os sinais dos céus e da terra, eu sou capaz de deliberar em assembléia dos estudantes,

Eu sou capaz de analisar "Se o fígado é a imagem do céu" com investigadores experientes. [15]

Eu resolvo a multiplicação mesma recíproca e complexa, que não fornecer a solução.

Como eu li o ideal literário que é obscuro sumério e acadiano difícil esclarecer

Sakku provavelmente significa "escuro" cf. CAD S, 78; kakku Sakku poderia ser (...)
Eu sou capaz de analisar as estelas de pedra antes do dilúvio, que são uma mistura de kakku Sakku19.

Aqui é um parceiro com o bem escolhido eu fiz todos os dias:

Eu posso saltar em qualquer parte do puro-sangue, eu sou capaz de montar cavalos espirituoso, [20]

Eu sei que lança a brandir, eu vou atirar setas, simbolizando marciais

Eu varinha vibrando Spears como setas simples.

Eu posso tomar as rédeas do carro como um verdadeiro motorista, eu virar as rodas,

I wield escudos pesados e leves como um mestre armeiro

Estou ciente do grande conhecimento do conjunto de todos os estudiosos [25].

Veja a lista dos membros do círculo durante o reinado de Sargonids no SAA X (...)
Os cientistas em geral reivindicar uma linhagem famosa. Eles se chamam os descendentes de grandes homens de 2e Milênio e, principalmente, Sin-leqe-unnīnī, que é creditado com a escrita da versão final da Epopéia de Gilgamesh. Assim, a linha atinge Gabbu eras-Ilan, Grand Acadêmico de AššurnasṣII Irpal a IXe século, depois Nabu-zuqup-Kena, oummānu Sargão II e Senaqueribe em torno de 70020. Muitas vezes, a transmissão é de pai para filho. Em outros casos, deve-se a adopção ou a filiação "intelectual" do que real.

Aba-Enlil-Dari, provavelmente, um outro nome de Istar-Sumu-eres?
A tradição desses grandes estudiosos associados com o soberano continuou até o período helenístico. Eles eram considerados rivais dos Sete Sábios cuja lenda desejavam ter aconselhado os reis antediluvianos. Mais tarde, sua memória ainda está em aramaico lendas como um deles, o Grand Ummānu Assurbanipal21, Vai sobreviver com o seu nome aramaico Aḥiqar em versões eslava e armênio, na era cristã:

No tempo do Rei Ayalu, foi U'an apkallu,

No tempo do Rei Alalgar, foi U'anduga apkallu,

No tempo do Rei Ammelu'anna, foi Enmeduga apkallu,

No tempo do Rei Ammegalanna, foi Enmegalamma apkallu,

No tempo do Rei Enme'ušumugalanna, foi Enmebulugga apkallu,

No tempo do Rei Dumuzi o Pastor, foi Anenlilda apkallu,

No tempo do Rei Enmeduranki, foi Utu'abzu apkallu.



[Após o Dilúvio], durante o reinado de goiy (r kar), foi Nungalpiriggal apkallu,

[qu'Ištar que] enviado do céu no Eanna. A lira de bronze

[... Que] é de lápis-lazúli, o trabalho Ninagal,

[ele. Em ...] ficar ..., a lira foi colocada antes de Anu.


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No tempo do Rei Gilgamesh, Sin-leqe-Unnīni foi ummānu,

No tempo do Rei Ibbi-Sin, ele Kabtu-Marduk foi ummānu,

No tempo do Rei ISBI-Erra, sidu aka Enlil-ibni foi ummānu,

No tempo do Rei Abi-UDEḫSu-Gula-Gula e Taqīš foram ummānu,

Na época do rei ... Esagil-kini-APLA foi ummānu,

No tempo do Rei Adad-apal, Esagil-kini-Ubba foi ummānu,

Na época do rei Nabucodonosor, Esagil-kini-Ubba foi ummānu,

No tempo do Rei Esarhaddon, Aba-Enlil-dari foi ummānu,

um que Ahlaméens (sírios) Uma chamadaḥiqar,

[Alias?] Niqaqurušū.

[Prateleira] bēlšunu-Anu, filho de Nidittu-Anu, descendente de Sin unnīni-leqe,

[padre Kalu] Anu e Antum, os cidadãos de Uruk. (Escrita), com suas próprias mãos.

[Uru] k, 10 meses Ayyāru ano o 147. Antíoco era rei.

Aquele que reverencia Anu não vai limpar a prateleira ().


Se seguirmos as teorias da Assírio finlandês Simo Parpola, o gabinete interno, encabeçada pelo rei e do Grande UmmānuRepresentada no mundo material, a reunião dos grandes deuses, liderada deuses Anu e Ea22. Elas eram simbolizadas no palácio assírio pela Árvore da Vida, como um regime que é encontrada na Cabala com a Árvore de Sefirot23. Essa construção está organizado em três tríades sobrepostas, cada ponto é ocupada por um deus (ou, em versão humana, por um ministro). Estes nove deuses simbolizam os nove emanações de Deus assegura a própria divindade imanente e transcendente, representado como o sol alado, o que é dito ser "rei de todos os deuses, criador de si mesmo (autógeno ), o pai dos deuses, aquele que é exaltado no abismo, o Rei do céu e da terra, senhor de todos os deuses, que liderou o Igigi e Anunnaki, fabricante da abóbada do céu e da Fundação Terra, criador do universo, que fica na constelação pura, o primeiro dos deuses, que decretou o destino "24. Na base da árvore é o Rei Divino, a ligação cósmica entre o divino eo mundo material. No centro da árvore, posição privilegiada por excelência, é a deusa Ishtar, simbolizada no Real Gabinete do Eunuco Grande.

Neste contexto, Ishtar é realmente um dos valores essenciais e fundamentais do panteão assírio. É tanto filha, irmã e mãe de oito grandes deuses. Ela também é mulher, mãe e filha do deus transcendente, Ashur-se. Faz um pouco confiante e Deus Filho, Nabu, Trinidad assírio.

Ela expressou principalmente por meio dos profetas. Assim, um oráculo dirigido ao rei Esarhaddon lê25:

"Não se preocupe, Esarhaddon!
I'm Beautiful (o Senhor). Ao falar para você, eu presto atenção nas vigas do seu coração. Quando sua mãe lhe deu o nascimento, 60 deuses principais esteve ao meu lado para protegê-lo. O pecado era a sua direita, Samas a sua esquerda. 60 principais deuses estavam ao seu redor para o seu vestuário.
Não ponha sua confiança no homem. Olhe para cima, olhe para mim.
Eu sou Ishtar de Arbela. Ashur me reconciliar com você. Quando você era pequeno, tenho tido comigo. Nunca temer, reverenciar-me!
Onde está o inimigo que te atacou antes que interveio. O futuro vai ser como no passado. Estou NabuPena do mestre. Revere-me! "


Vemos neste notável contato Istar King, sucessivamente, tomando a forma de Bel (ou seja, Marduk ou Assur), ISTAR e Nabu: você pode ver o protótipo do Pai, Filho e Espírito Santo, na tradição cristã. ISTAR é o centro da religião assíria, como ela se senta no centro da Árvore Sagrada assírio, protótipo Sefira que cabalistas nomear Tifereth"Beleza". É hermafrodita e uma barba ", como o segurado, ela usa uma barba e está vestido com uma aura brilhante"26.

Ainda de acordo com Parpola, foi a figura central de adoração e de iniciação mística que pode ser chamado de Mistérios de Istar. Iniciados do culto, assim como seus rivais os cultos depois de Átis ea Síria Dea, buscando alcançar a união mística com Deus (pela Assíria) através dele, praticando todos os tipos de rituais de purificação e mortificação até a emasculação voluntária. Daí o papel importante desempenhado pelos eunucos na corte dos reis da Assíria.


Neste quadro, que deve ser mais refinada e confirmada em parte, a transmissão do conhecimento, obviamente, tem um papel central27. Enquanto o cânone da literatura, mas também as grandes obras literárias como a Epopéia de Gilgamesh28 ou a descida de Ishtar ao Mundo Inferior, são parte dos mistérios da Assíria. Compreendemos melhor a motivação dos estudiosos extraordinária para copiar e reproduzir o texto que eles estavam profundamente sagrado porque eles contêm a apresentação do caminho para a divindade.


Este é provavelmente especialmente verdadeiro da Descida de Istar29, Que se articula com o mito do cristão gnóstico Exegese da Alma sugere que ele foi a descida da Deusa, o protótipo da Alma Cósmica ou Sophia, em todo o mundo material eo seu renascimento seguido Reunião com o seu pai, o Criador. Entrando no mundo material, traz com ele Istar Conhecimento. O mito é, certamente, relacionada com a continuidade e renovação do poder real, a ligação definitiva entre os mundos humano e divino. Quando a deusa do submundo de volta, imagine o mundo material, o texto diz que ela voltar com as insígnias de poder, que assim se transcendeu e unida com Deus, renovada indefinidamente.

Resta provar que todos esses links são falsos, aparentemente com as religiões e pós filosofias-império assírio são reais e não produto da imaginação de alguns. Mas as coincidências demais permitir um vislumbre de tradição como Mesopotâmia foi perpetuado no mundo helênico, então concepções judaica, cristã ou gnóstica.


Quando o Império Assírio entrou em colapso em 612, sob os golpes dos medos e dos aliados babilônios, os assírios vieram juntos por um tempo no norte da Mesopotâmia, em HArran, esperando a intervenção egípcio veio tarde demais. Todavia, Hmanteve-se organizar um grande centro intelectual depois. Nabonido, o último rei da dinastia Neo-babilônico começou a grande obra. Mais tarde, os filósofos pagãos dos primeiros séculos de nossa era, havia peregrinos. Até mesmo o imperador Juliano veio visitar um neo-platónico sabido que desapareceu em Xe século30. O neo-filósofos como Platão Damáscio no VIe século, ainda estavam passando por algumas obras extremamente grande da Mesopotâmia, como o Mito da Criação31.


Até cerca de 250 dC, foi perpetuado na Babilônia o uso da escrita cuneiforme. As tentativas, nesse momento, observou em grego língua suméria e acadiana, como evidenciado por uma série de prateleiras32. Provavelmente quando o Sassânida definitivamente fechado os templos da Babilônia, que foi finalmente extinto a tradição indígena, como aconteceu mais tarde, no Egito.

Deixar de escrever em cuneiforme, perdendo o vínculo direto com as fontes, os proponentes desta filosofia antiga ainda mantido o seu ensino no mundo do Médio Oriente e Mediterrâneo durante vários séculos, mas antes da ascensão do cristianismo, as doutrinas pagãs lenta mas seguramente diminuído. Elas ainda são detectáveis nos escritos da Cabala, cujos textos aparecem pela primeira vez precisamente XIIe século. Através do prisma muito diferente da Cabala, os desenhos assírios, sempre revisto, ampliado e complementado, são reinterpretados talvez venha até nós.

Notas1 Veja Talon Van Lerberghe 1997; J.-J. Glassner, Escrita na Suméria 2000.

2 Cf.entre outros, Lebeau 1990.

3 Green-1987 Nissen, Nissen, Englund 1993, Englund, Gregory 1991.

4 Litke 1998.

5 Talon 1998.

6 Talon 1992.

7 MSL 1937.

8 Cf.Declaração de Assurbanipal citados abaixo.

9 Veja Burstein 1978.

10 Picchioni edição em 1981, Talon 1990; Izre'el 2001.

11 Veja tradução do episódio de Tournay no Flood-Shaffer, 1994; Bottero 1992.

12 Cf. Cavigneaux 1987; Liebermann 1987.

13 Gruenwald 1997.

14 Borger 1971, Beaulieu 1992.

15 PAC X, XIII, XV; Parpola 1993a.

16 PAC VII, No. 1.

17 Parpola 1995.

18 PAC X, No. 56.

19 Sakku provavelmente significa "escuro" cf. CAD S, 78; kakku Sakku poderia ser uma coleção ou exorcismo médico ou um objeto em uma forma específica utilizada no ritual, cf. Parpola 1993b, p. 22.

20 Veja a lista dos membros do círculo durante o reinado de Sargonids no SAA X, p. xxvi.

21 Aba-Enlil-Dari, provavelmente, um outro nome de Istar-Sumu-eres?

22 Cf.Parpola 1995.

23 Parpola 1993b; Parpola 2000.

24 AAS XII n º 86, linhas 7-11.

25 AAS IX, No. 1, col. 16' II-40 '. Cf. SAAS também VII.

26 PAC III, n º 7, linha 6.

27 Cf. Talon (no prelo).

28 Cf. Parpola 1998.

29 Talon 1988.

30 Cf. Chuvins 1991; Tardieu 1990, Green 1992.

31 Cf. Talon (no prelo).

32 Veja Geller 1997.

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