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domingo, 14 de março de 2010

O fim dos Ceaucescu


O 25 de dezembro de 1989 é mais do que o dia de Natal para o povo romeno. Seu odiado e temido "condutor" Ceaucescu foi morto. Finalmente há esperança de um governo democrático.

Nicolae Ceaucescu foi, durante 25 anos, o dono absoluto da Romênia. Seu desejo era figurar na história entre os grandes nomes do comunismo.

Em 1965, é íntimo colaborador do secretário-geral do Partido Comunista, Gheorghiu-Dej. Com a morte súbita de Dej, toma seu lugar e, em dois anos, tem absoluto controle do governo.

Ceaucescu nasceu em Scornicesti, em 1918. Durante a Segunda Guerra Mundial, é preso pelo governo romeno pró-nazista, como militante da oposição. Em 1944, quando o país é invadido pela União Soviética, começa sua vertiginosa escalada ao poder.

Ceaucescu é hábil. Dentro da Romênia ele carrega a bandeira comunista e, fora, tem uma linha mais independente. Rebela-se contra Moscou, o que é pouco comum entre a maioria dos líderes do Bloco Leste. O Ocidente o considera mais aberto a negociações do que a União Soviética.

Ceaucescu faz fortuna e vive em ricas mansões. É tão corrupto quanto hábil. Sua família monopoliza as posições-chave do governo e, para manter o poder, cria a brutal polícia política Securitate. A mídia é controlada para que o país não tenha notícias do mundo exterior. Quando a onda liberal da União Soviética chega à Romênia, Ceaucescu usa de forte repressão. Mas, dessa vez o movimento popular vence.

Nicolae e sua esposa Elena tentam fugir do país de carro, mas são apanhados a 70 quilômetros de Bucareste pelo exército romeno, que não está mais do seu lado.

Ao se recusar a seguir a linha mais democrática do regime de Gorbachev, Ceaucescu subestimou o ódio do povo romeno acumulado ao longo de anos de miséria e sofrimento sob seu despotismo.

O exército encena um pretenso julgamento, durante o qual o casal Ceaucescu jura inocência. Depois de três horas de interrogatório, os dois são fuzilados. Mas, o derramamento de sangue não pára aí. A Romênia foi o único país do bloco soviético a derrubar seu regime pela violência. A Securitate, polícia secreta de Ceaucescu, bem treinada e bem armada, luta durante dias contra o exército para manter-se no poder.

Com o final da luta e das mortes, a Romênia enfrenta a difícil tarefa da reconciliação. Durante 25 anos o povo viveu numa ditadura repressiva e bem organizada, levando uma vida de miséria e sofrimentos. Com a queda do Muro de Berlim e o final de Ceaucescu, abre-se uma nova página na história da Europa Oriental.

TV CULTURA - Cenas do século 20

sábado, 24 de outubro de 2009

A terra de Drácula





Castelo de Bran, na Transilvânia.
Brasão de armas da família Draculescu (s. XV)

Así pues, nos hemos
propuesto un enfo-
que diferente. To-
mando a Vlad Dra-
cul como referencia
puntual vamos a desplegar un
extenso análisis geopolítico de la
que es, sin duda, la gran desco-
nocida de Europa, el sureste que
desde los Balcanes al Mar Negro,
suscita aún hoy interrogantes y
es objeto de profundo desconoci-
miento por parte de los europeos
occidentales. Para ello, iniciamos
un fascinante viaje en el tiempo
que nos retrae a la más remota
Antigüedad... En el principio de
nuestra historia colectiva como
continente, nos encontramos con
Grecia, siempre Grecia, cantada
y admirada por generaciones in-
contables de poetas y todo tipo de
artistas. Y el primero de tan prolí-
fico linaje fue el griego Homero, el
bardo ciego que nos dejó la Ilíada
y la Odisea. Para el objetivo que
nos hemos marcado, nos interesa
resaltar tan sólo un aspecto: en la
dicotomía que establece Homero
entre “griego” y “bárbaro” ocupa
un papel preponderante el pueblo
escita y Escitia como lugar por
antonomasia del “Otro”. Escitia,
tierra situada al noreste de la Hé-
lade, en torno a las costas del Mar
Muerto. Si el persa es el otro co-
nocido, el escita es el bárbaro ab-
soluto, que no posee una tradición
cultural definible y que por ello
causa un terrible recelo al hombre
civilizado. Parecía que esta parte
de Europa estaba destinada a ser
la Escitia del imaginario colecti-
vo europeo de siglos posteriores,
y por eso he comenzado mi rela-
to en este punto: toda la Europa
suroriental ha sufrido, como ve-
remos con detalle en las páginas
posteriores, el estigma de ser una
especie de enorme no man’s land
crónico, favoreciendo los perso-
najes típicos de frontera, la men-
talidad extrema del territorio que
se sabe periférico y sin definición
sólida. Como diría el insigne Fer-
nand Braudel, la geografía es un
factor decisivo para explicar la
historia: hemos de tener en cuenta
que la historia de lo que sería Eu-
ropa se articula entorno al agua,
primero el Mediterráneo, luego el
Atlántico. Desde esta perspectiva

ocupa un lugar marginal, lejos de
los grandes centros de decisión.
Un territorio de orografía com-
pleja, que favorece el aislamiento,
de clima muy riguroso, y que por
su situación respecto a los ejes ....

Juan Miguel Reyes
Licenciado em Historia

Revista Medieval