quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Máscaras africanas 2


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As "máscaras" são as formas mais conhecidas da plástica africana. Constituem síntese de elementos simbólicos mais variados se convertendo em expressões da vontade criadora do africano.
Foram os objetos que mais impressionaram os povos europeus desde as primeiras exposições em museus do Velho Mundo, através de milhares de peças saqueadas do patrimônio cultural da África, embora sem reconhecimento de seu significado simbólico.
A máscara transforma o corpo do bailarino que conserva sua individualidade e, servindo-se dele como se fosse um suporte vivo e animado, encarna a outro ser; gênio, animal mítico que é representando assim momentaneamente. Uma máscara é um ser que protege quem a carrega. Está destinada a captar a força vital que escapa de um ser humano ou de um animal, no momento de sua morte. A energia captada na máscara é controlada e posteriormente redistribuída em benefício da coletividade. Como exemplo dessas máscaras destacamos as Epa e as Gueledeé ou Gelede.

Máscara de madeira, do século XX, que foi usado durante a celebração da Gelede, uma cerimônia religiosa praticada pela tribo ioruba, originária do sul e sudeste da Nigéria, Benin.
A girafa é sempre um símbolo da extraordinária vida selvagem da África
Máscara africana da etnia chokwe (?), Angola
http://www.girafamania.com.br
Cabeça de metal de um
Obá (Príncipe, entre os negros) ou um
Rei de Benin, 1500 a.C.
Museu de arqueologia e
antropologia, Cambridge.
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Para os africanos, a máscara representava um disfarce místico com o qual
poderiam absorver forças mágicas dos espíritos e assim utilizá-las na
cura de doentes, em rituais fúnebres, cerimônias de iniciação,
casamentos e nascimentos.
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Simbolo e estrumento de culto aos Nkissis Divindades dos povos bantu.

Um comentário:

lucidreira disse...

Como havia dito antes, elas foram uma das minhas inspirações da década de 70 quando esculpia e entalhava o afro-brasileiro em estilo barroco, hoja ficamos mais com o clássico moderno.
Abraço.
Abraço