sábado, 2 de abril de 2011

TRECHOS DO DIÁRIO DE ANNE FRANK


"Com meu diário, quero dizer que pretendo ir mais adiante; não posso me imaginar vivendo como minha mãe ou a sra. Van Daan e todas aquelas mulheres que cumprem suas obrigações e mais tarde são esquecidas. Eu preciso ter algo mais que um marido e filhos, algo a que possa me devotar totalmente. Quero continuar vivendo depois da minha morte..." (20 de junho de 1942)

"Preciso tornar-me boa através de meu próprio esforço, sem exemplos e sem bons conselhos. Então, mais tarde, deverei ser bem mais forte. Quem além de mim lerá estas frases? A não ser comigo, com quem posso contar? Um sem-número de amigos foram para um triste fim. Ninguém é poupado, cada um e todos se juntam na marcha da morte." (20 de outubro de 1942)

"Devo ficar pensando sobre todos os que estão morrendo, seja o que for que esteja fazendo? E se eu quero rir de alguma coisa, deveria parar imediatamente e sentir-me envergonhada por estar contente?"(20 de novembro de 1943)

"Não acredito que apenas os homens de projeção, os políticos e os capitalistas sejam culpados pela guerra. Não, o homem comum também é... Há uma urgência nas pessoas em destruir e matar, e até que toda a humanidade, sem exceção, passe por uma grande mudança, as guerras se sucederão." (3 de maio de 1944)

"É realmente inexplicável que eu não tenha deixado de lado todos os meus ideais, porque eles parecem tão absurdos e impossíveis de se concretizarem. Mesmo assim eu os conservo, porque ainda acredito que as pessoas são boas de coração. Simplesmente não posso edificar minhas esperanças sobre alicerces de confusão, miséria e morte. Vejo o mundo gradativamente se tornando uma selvageria. Escuto o trovão se aproximando, cada vez mais, o que nos destruirá também; posso sentir o sofrimento de milhões e ainda assim, penso que tudo irá se corrigir, que esta crueldade também terminará. Enquanto isso, preciso adiar meus ideais para quando chegarem os tempos em que talvez eu seja capaz de alcançá-los." (15 de julho de 1944)
Folha de S.Paulo, sábado, 4 de maio de 1985

5 comentários:

Claudinha Monteiro disse...

Anne Frank me assusta. Principalmente pq criou um personagem de si mesma, uma expressão da propria personalidade. Incríveis palavras para alguem tão jovem. É triste que a dor seja uma das poucas coisas que amadurecem o individuo rapidamente.
Parabéns pelo post. Beijos.

Aline Matos disse...

Anne e um ser humano incrivel para uma garota nova...talvez de para entender o cuidado que ela quis tomar sentir as dores dela nos faz aprender mas a concertar ...Anne arrancou pedaços de mim e creio que muita gente nao se preocupe sera lembrada eternamete

celeste acacio20 disse...

Palavras sabias demais para uma menina de 15 anos, não me canso de ler e de viajar nas suas palavras sabias...
"Nesses momentos, não consigo pensar na miséria, mas na beleza que ainda permanece".

celeste acacio20 disse...

Palavras sabias demais para uma menina de 15 anos, não me canso de ler e de viajar nas suas palavras sabias...
"Nesses momentos, não consigo pensar na miséria, mas na beleza que ainda permanece".

Anônimo disse...

Hello irá me eduard