domingo, 13 de setembro de 2009

Febre amarela: Mal tropical


Febre amarela: Mal tropical
A febre amarela aterroriza o homem há quase 400 anos
por Felipe Van Deursen
O ano começou com centenas de milhares de pessoas amontoando-se em postos de saúde para receber a vacina contra uma doença que há séculos desafia o homem: a febre amarela. A moléstia matou, apenas nas três primeiras semanas de 2008, mais gente que durante todo o ano passado – o que deixou em pânico a população.

As mortes registradas recentemente, no entanto, são irrisórias perto daquelas dos primeiros anos de contato com a doença. Em 2000, ano mais crítico da última década, morreram 42 pessoas em todo o país. Em abril de 1686, em Salvador, meses após a chegada da febre amarela ao Brasil, havia dias em que morriam mais de 200 pessoas. Após o surto, a doença sumiu do país.

A febre amarela é provocada por um vírus e transmitida pelos mosquitos Haemagogus, em áreas rurais, e Aedes aegypti, em áreas urbanas. Segundo o infectologista Stefan Cunha Ujvari, no livro A História e Suas Epidemias, ela surgiu provavelmente nas Antilhas, onde os insetos entraram em contato com o homem. Em 1647, um navio negreiro trouxe a doença ao continente americano. O tráfico de escravos e o próprio trânsito de pessoas espalharam a moléstia. “Em 1800, Napoleão ocupou o Haiti e 23 mil de seus 30 mil soldados morreram. Mais resistentes à doença, os negros de lá conquistaram a independência graças à febre amarela”, diz o médico Joffre Marcondes de Rezende, da Universidade Federal de Goiás.

No verão de 1850, a doença voltou ao Brasil em um navio recheado de pessoas infectadas, matando mais de 10 mil no Rio. Entre 1895 e 1897, a doença foi a que mais matou no país. Três anos mais tarde, em Cuba, o americano William Gorgas descobriu o transmissor da febre amarela e criou a vacina. No Brasil, Emilio Ribas e, depois, Osvaldo Cruz, com sua campanha de vacinação, controlaram o mal.


O mundo amarelou
Três grandes momentos da doença no planeta
• Há historiadores que defendem que a febre amarela acelerou o processo do fim do tráfico negreiro, em 1850 – ano em que ela voltou a assolar o Brasil.

• No fim do século 19, países europeus se opunham à partida de cidadãos para o Brasil. Terror dos imigrantes, a doença impediu a vinda de mais europeus para as lavouras de café.

• Junto com a malária, a febre amarela atrapalhou o plano francês de construir o canal do Panamá. Os Estados Unidos, que já sabiam lidar com a doença, apoiaram a independência do país, controlaram a endemia e fizeram a obra, em 1914.

REVISTA AVENTURAS NA HISTORIA

4 comentários:

Jay e Alê disse...

Olá Eduardo,

To aqui retribuindo a visita que vc fez no Ká Entre Nós. Percebi que os outros blogs não estão atualizados. Vou te seguir por aqui. e com certeza esse blog vai me ajudar muito com material pra questões de pedagógicas e conscientização. O Ká Entre Nós é um blog de conteúdos mais generalizados. Sempre que quiser nos visite.
Abraço
Jay

Mirse Maria disse...

Oi Eduardo, nuncxa acreditei muito nessa febre amarela em lugares não endêmicos.

Quando estive em Belo Horizonte, fui obrigada a tomar a vacina, pois havia surto. Mas a validade é de 10 anos. Já se vão oito.

Acho que não vou tomar mais não..

Beijos

Mirse

Rafael Lopes disse...

opa rapaz
estou te seguindo aqui tb
valeu por me add

abraço

Lua disse...

Olá...bom to começando com essa história de blog...enfim..
adorei seu blog,muito interessante mesmo...vou adicionar o link nos meus favoritos,pra sempre entrar...
adoro informação...principalmente histórica...enfim!
PARABÉNS!