quarta-feira, 25 de novembro de 2009

31. ago. 1939 - A Europa antes da guerra


31. ago. 1939 - A Europa antes da guerra
por Carla Aranha
O mundo ainda fazia pouco de Adolf Hitler. Ele havia anexado a Áustria e invadido a Tchecoslováquia, com promessas de não seguir adiante. Todos pareciam acreditar. O primeiro-ministro britânico, Neville Chamberlain, se encontra algumas vezes com Hitler, confiante de que não haveria uma guerra na Europa. Seu colega francês, Edouard Daladier, concorda com ele. O fato de o Japão ter invadido a Manchúria, na China, e de Mussolini ter feito o mesmo com a Albânia e a Somália também não impressiona os líderes europeus. Enquanto eles cochilavam, a Alemanha se movimentava: firmava um pacto de não-agressão com a União Soviética, que cairia por terra três anos depois, e costurava alianças com a Itália fascista e o Japão, sedento por novas terras. No dia 1º de setembro de 1939, Hitler invade a Polônia e começa o maior conflito armado de todos os tempos, que iria matar nada menos que 17 milhões de civis. Inglaterra, França, Austrália e Nova Zelândia declaram guerra à Alemanha em 3 de setembro. Dois dias depois, os Estados Unidos declaram sua neutralidade. O teatro de guerra é totalmente favorável à Alemanha e seria assim pelos próximos três anos.

Neville Chamberlain foi primeiro-ministro britânico de 1937 a 1940. Sua estratégia de dialogar com Hitler e manter a neutralidade da Grã-Bretanha quanto à anexação da Áustria e dominação da Polônia levou à sua exoneração do cargo em maio de 1940, quando seria substituído por Winston Churchill.

Herói da I Guerra Mundial, o austríaco adolf hitler, nascido a 20 de abril de 1889, se tornou chanceler da Alemanha em janeiro de 1933 e imediatamente assumiu poderes ditatoriais. Declarou ilegais todos os partidos políticos, com exceção do Partido Nazista. Em 1937, revela em uma conferência seus planos imperialistas e assume o comando das forças armadas.

A linha maginot, era uma barreira de concreto e ferro de 3 metros de espessura ao longo da fronteira da França com a Alemanha. Possuia casernas, baterias anti-tanques e armamentos. Pensada para uma batalha de trincheiras, se revelaria ineficaz frente às estratégias da Segunda Guerra.

Edouard Daladier fora eleito primeiro-ministro da França em abril de 1938, aos 54 anos. Assinou, junto com Chamberlain, o pacto de Munique de paz com os alemães. Seria destituído do cargo em março de 1940. Após a ocupação da França, tentou fugir para o Marrocos, onde planejava juntar-se a um governo paralelo. Daladier foi preso e entregue aos alemães pelo governo de Vichy em 1942. Só seria libertado em maio de 1945, de um campo de concentração, por soldados americanos.

Benito Mussolini cria o Partido Fascista em 1921. No ano seguinte, o rei da Itália, Vittorio Emanuelle III, o conduz ao governo. Mussolini anuncia seu projeto de expansão territorial. Até 1940, fica neutro na guerra entre Alemanha, França e Inglaterra.

A primeira blitzkrieg (guerra-relâmpago) marca a invasão da Polônia. Hitler ataca de surpresa, usando bombas de alto poder de destruição nas cidades e no front, seguidas por ataques velozes de divisões, que nada lembravam as guerras de trincheiras e ascargas de cavalaria do passado. O assalto final a Varsóvia, capital da Polônia, surpreende o mundo com o bombardeio de 1200 aviões alemães sobre os civis.

No dia seguinte, 1º de setembro, uma sexta-feira, a Alemanha invadiria a Polônia, praticamente sem encontrar resistência. Quatro divisões alemãs atacariam o país pelo norte, centro e sul da fronteira. Em 3 de setembro, Inglaterra e França declaram guerra à Alemanha marcando o começo da II Guerra Mundial. Dez meses antes, a Alemanha já havia invadido os sudetos da Tchecolosváquia, uma região do país, na Boêmia, habitada por alemães. Em março, toda a Tchecolosváquia e a Áustria estavam anexadas à Alemanha. Os aliados, seus futuros inimigos, não se manifestaram diante de tais desafios à soberania dessas nações.

A itália havia invadido, três meses antes, a pequena Albânia. A Etiópia, onde havia uma forte resistência guerrilheira, estava ocupada pelos italianos há três anos. No ano seguinte, o expansionismo italiano se meteria em uma nova aventura, invadindo o Egito, a Somália e a Grécia. Despreparado, o exército italiano pedia socorro aos alemães.

Joseph Stálin foi indicado por Lenin para ser secretário-geral do Partido Comunista em 1922. Após a morte de Lenin, em 1924, torna-se líder máximo da União Soviética. Preocupado com uma invasão pela Alemanha, propôs a Chamberlain um pacto de união, que foi negado. A União Soviética entraria para a guerra em 1941 e sofreria as mais pesadas baixas entre os aliados. Mas suas tropas foram as primeiras a tomar Berlim, capital alemã.

Imperador do Japão desde 1926, hiroito relutou em apoiar a invasão pelo seu exército da Manchúria, na China, mas estava de acordo com o ataque a Pearl Harbor. Após os revezes que o Japão sofreria em 1944, pediria o fim da guerra ao seu gabinete, sem sucesso. Na capitulação final, Hiroito chocou os japoneses ao afirmar que não era um deus e que a família real só deveria existir se o povo assim o desejasse.

O Japão consolidava seu domínio sobre os principais portos chineses, de Xangai às Ilhas Hainan, que havia invadido dois anos antes. A ocupação da vasta Manchúria, no nordeste da China, vinha sendo mantida desde 1931. As tropas japonesas iniciariam a segunda fase do seu expansionismo em 1941.

Revista Aventuras na História

Um comentário:

Bárbara disse...

Foi incrível a ascensão de Hitler,saiu da "rale" chegou ao topo e em cerca de dois anos fez a Alemanha se tornar uma grande potencia mundial apesar de ser um louco e um doente ele era um grande líder.
Beijooooooooos!