terça-feira, 20 de julho de 2010

Iemanjá, a mãe poderosa


Iemanjá, a mãe poderosa

Trazida ao Brasil pelos povos de origem ioruba, desde que assumiu o reino das águas salgadas começou a ser cultuada pelos pescadores como sua padroeira. Ao mesmo tempo, quanto mais o seu papel de mãe se fortaleceu, maior foi a aproximação com a mãe dos católicos, Nossa Senhora, com a qual é sincretizada

por Armando Vallado

Os mitos dos orixás certamente são a fonte básica para o conhecimento de Iemanjá. Além dos mitos, o culto a Iemanjá foi trazido para o Brasil principalmente pelos povos de origem ioruba, em fins do século XVIII até quase metade do século XIX.

Originalmente, na África, Iemanjá é divindade das águas doces, ninfa do rio Ogum, tendo sido primordialmente cultuada pelos ebás, povo africano assentado numa região situada entre as cidades de Ifé e Ibadan. Até o século XIX, com a expansão dos ebás e disseminação de sua cultura em consequência de guerras entre as várias etnias iorubas, o culto a Iemanjá foi levado para Abeocutá e demais povoações ao longo do rio Ogum, sendo Iemanjá então a ele associada. Com o tempo passou a ser cultuada em quase todo o território iorubano.

Iemanjá está associada aos rios e suas desembocaduras, à fertilidade das mulheres, à maternidade e principalmente ao processo de criação do mundo e da continuidade da vida. Seu culto original a associa ao plantio e colheita dos inhames e coleta dos peixes, donde seu nome Yemojá (Yeye Omo Ejá), Mãe dos filhos peixes, divindade regente da pesca.

No Brasil, conforme historiadores, o culto as divindades-mães teria chegado aqui por intermédio de Iemanjá. Outros orixás-mães são aqui cultuados com ela, como: Oxum e Nanã Burucu. Iemanjá, Oxum e Nanã aqui tiveram uma profunda inter-relação mítica com as sereias do paganismo europeu, com as diferentes denominações de Nossa Senhora e com as iaras ameríndias, as mães-d’água, chamada de Iara. O culto hidrolátrico das divindades africanas em solo brasileiro prescindiu de modificações substanciais já que, distanciando da terra-mãe, perderia seu significado caso não encontrasse um terreno favorável à sua constituição.

O culto de Iemanjá realizado à beira do rio Ogum em Abeocutá na África, transferiu-se no Brasil para o mar. No continente de origem, o mar era o reino mítico de Olocum, literalmente o Dono ou a Dona do Mar, divindade considerada pai ou mãe de Iemanjá. Os orixás que na África estavam associados a um acidente geográfico específico, especialmente aos rios, perderam no Brasil tal associação e tiveram o culto generalizado, Iemanjá perdeu o rio Ogum e ganhou o mar. A nova geografia reorganizou o panteão; a nova cultura rearranjou os patronatos.

Mulher guerreira

Relembrando a função de Iemanjá na África, onde governa a fertilidade e a maternidade das mulheres e também a colheita do inhame novo, parece-me indiscutível sua ascensão em terras brasileiras à posição de grande mãe, perdendo suas características de mulher guerreira e de amante ardorosa, em função de sua associação com Nossa Senhora, a mãe virgem e casta.

Mesmo considerada agora o orixá do mar, Iemanjá continua a ser saudada no candomblé com a expressão originalmente africana “Odoiyá”, que significa Mãe do Rio, mas foi sua filha Oxum que herdou no Brasil todos os rios e regatos. Na expressão popular encontramos a frase: Iemanjá é a água salgada, Oxum é a água doce.

Outro aspecto de Iemanjá no Brasil a liga à figura da Rainha do Mar, personagem importante na vida dos pescadores. Este aspecto marítimo desenvolveu-se associando Iemanjá à figura da sereia, não só a europeia, mas também a africana.

Como figura marinha, Iemanjá desempenha duplo papel. De um lado ela é a mãe que propicia a pesca abundante – que controla o movimento das águas, ondas e marés – da qual depende a vida do pescador. De outro ela é a sereia sedutora, sexy, que atrai o pescador, o ama e o mata ou o deixa morrer nas profundezas do mar para onde o leva e onde o prende para amá-lo.

Quanto mais o papel de Iemanjá como mãe se fortaleceu, mais foi se aproximando da mãe dos católicos, Nossa Senhora, com a qual é sincretizada nas diversas regiões do Brasil. Tanto é assim que suas festas mais importantes são comemoradas de acordo com o calendário católico. O culto sincrético de Iemanjá ocorre principalmente em datas festivas das Nossas Senhoras católicas mais populares em cada região, aquelas que têm nas diversas cidades o maior número de devotos, como Nossa Senhora das Candeias em Salvador, Nossa Senhora do Carmo em Recife, Nossa Senhora da Conceição em São Paulo.

Com o surgimento da umbanda nos anos 30, Iemanjá tem reforçado seu papel de mãe estritamente associada a Nossa Senhora. Ela assume aqui aspectos iconográficos que deixam de lado – conforme se dá em todo o processo de formação da umbanda –seus traços africanos originais, assumindo características inteiramente europeias.

Ela agora é branca, de longos cabelos negros e lisos, usa um vestido azul de mangas longas, trazendo na cabeça um diadema em forma de estrela. Ela é Stella Maris, como é Nossa Senhora. Embora ela seja a grande mãe da umbanda, ao lado do grande pai que é Oxalá, seu papel cotidiano umbandista é bastante reduzido. Ela assume a chefia de falanges de “espíritos de luz”, comandando espíritos de caboclos e iaras que, muitas vezes, recebem nomes alusivos a tal aspecto, como exemplo: Caboclo do Mar, Caboclo Estrela do Mar, Janaína, Cabocla Iara etc.

Na umbanda, o duplo aspecto de Iemanjá como mãe e amante ficou limitado apenas ao primeiro, sendo que os aspectos ligados à sexualidade foram transferidos para outra entidade que é a Pombagira, associada à condutas muitas vezes consideradas imorais pela sociedade. É portanto na umbanda que Iemanjá, como mãe, teve sua elaboração mais próxima das concepções da sociedade brasileira inclusiva, ou seja, da sociedade branca.

Outras formas de contato com a Rainha do Mar, a julgar pela crescente presença da população nas festas celebradas nas praias brasileiras – se não for fé, pelo menos pela emoção da participação coletiva – tornam possível declarar Iemanjá como o orixá mais popular do Brasil, visto pelo povo do candomblé, pelo povo da umbanda ou ainda pela sociedade como um todo.

Mitos do universo

Ao tomar agora os mitos de Iemanjá ressignificados no Brasil, é bom lembrar que nos mitos de criação do universo, vamos sempre encontrar a presença feminina e a masculina, Iemanjá representando o feminino. Segundo a mitologia, Iemanjá, a divindade da Água, surgiu do mar pela ação de Olodumare, o deus supremo ioruba. No momento da criação do mundo, Iemanjá aparece como coadjutora de Olodumare na criação dos demais orixás, criando-se depois a Terra, que é em seguida povoada pela humanidade.

Mas Olodumare, o Criador, distancia-se de suas criaturas, os orixás, inclusive Iemanjá. Iemanjá teve uma relação incestuosa com seu irmão Aganju, o fogo, e dessa união nasceu Orugã. Atraído pela beleza e inteligência da mãe, Orugã apaixonou-se pela mãe e, na ausência do pai, tentou violentá-la. Para escapar do assédio sexual do filho, Iemanjá desesperada e, na fuga, caiu no chão desfalecida.

Nesse momento o corpo de Iemanjá começou a crescer, tomando proporções descomunais. Dos seus enormes seios surgiram os rios e o mar e do seu ventre nasceram os orixás: Ogum, divindade do ferro e da guerra; Xangô, divindade do trovão e do fogo; Oiá, divindade associada aos ventos e às tempestades; Obá, divindade ligada ao patronato familiar e à fidelidade conjugal; Oxóssi, divindade da caça; Omolu, divindade da varíola e de todas as doenças de pele; Oxum, divindade ligada a beleza e aos encantos mágicos e a outras divindades se compõem o panteão ioruba.

Com o incesto, dá-se o caos. O incesto é o fator de ruptura total, constituindo-se no maior dos tabus em todas as culturas conhecidas, sendo considerado por algumas correntes antropológicas como o grande princípio organizador da sociedade. Assim o incesto praticado por Iemanjá e seu irmão pode ser interpretado como demarcador do surgimento da cultura, sendo assim um mito de criação.

Noutro mito Iemanjá aparece como a dona das cabeças humanas, assim, quando Olodumare fez o mundo, repartiu entre os orixás vários poderes, dando a cada um deles um reino para cuidar. Para Iemanjá, Olodumare destinou os cuidados da casa de Oxalá, orixá velho e alquebrado, assim como a criação de seus filhos e de todos os afazeres domésticos.

Iemanjá trabalhava e reclamava da sua condição de menos favorecida, pois, afinal, todas as outras divindades recebiam oferendas e homenagens enquanto ela vivia como escrava.

Durante muito tempo Iemanjá reclamou dessa condição e tanto falou, tanto falou nos ouvidos de Oxalá, que este enlouqueceu. O orí (a cabeça) de Oxalá não suportou os reclamos de Iemanjá.

Caindo Oxalá enfermo, Iemanjá deu-se conta do mal que fizera ao marido e tratou de curá-lo, arrependida e temerosa. Em poucos dias, utilizando-se de banha vegetal (orí), de água fresca (omi tutu), de obi (fruta conhecida como noz-de-cola), pombos brancos, frutas deliciosas e doces, curou Oxalá.

Oxalá, agradecido, foi a Olodumare pedir para que atribuísse a Iemanjá o poder de cuidar de todas as cabeças. Desde então Iemanjá recebe oferendas e é homenageada quando se faz nos terreiros de candomblé o bori (ritual propiciatório à cabeça) e demais ritos à cabeça. Assim Iemanjá é sempre lembrada nos terreiros e em todos os momentos os filhos-de-santo a saúdam e agradecem como mãe das cabeças.

Nas festas públicas nos terreiros durante sua dança ritual, os filhos de santo dançam em movimentos circulares que lembram as ondas do mar e tocando a fronte e a nuca, saúdam Iemanjá, fazendo referência a seu domínio sobre suas cabeças.

Tantas outras homenagens são feitas a Iemanjá, mas é principalmente nas cerimônias públicas, essencialmente na costa brasileira, que uma multidão de pessoas nessas datas, dirige-se à beira-mar num espetáculo de fé na grande mãe africana, afirmando a cada encontro a importância do orixá no conjunto de tantas outras santas e grandes mães que povoam o imaginário popular brasileiro.

Comemorações pelo país

Desde que Iemanjá assumiu no Brasil o reino das águas salgadas e padroeira da pesca e dos pescadores, iniciou-se seu culto no mar. Vale lembrar que os adeptos do candomblé e da umbanda costumam levar presentes e oferendas a cada orixá no seu “meio natural”, assim a Iemanjá, evidentemente, levam na praia e no mar.

Na Bahia e em Pernambuco, onde as raízes religiosas africanas se fincaram com maior força, dispondo assim de um seguimento de fiéis mais significativo, mas também Alagoas, Maranhão, Rio Grande do Sul e São Paulo, a festa da mãe de todas as águas encontra receptividade popular cada vez mais crescente, no dia 2 de fevereiro, principalmente em Salvador, dia de Nossa Senhora das Candeias. No Recife, São Paulo e outros locais a festa se faz dia 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição.

A festa do Rio Vermelho em Salvador, a 2 de fevereiro, é a mais antiga festa documentada; já havia referência dela em 1896. A festa de Iemanjá encerra um ciclo de festas em Salvador que inicia-se em 4 de dezembro com a festa de Santa Barbara (Iansã). Após a festa de Iansã, os baianos realizam em 8 de dezembro a festa em louvor a Nossa Senhora da Conceição da Praia, sincretizada com Oxum. Na terceira quinta-feira do mês de janeiro ocorre a festa da Lavagem do Bonfim, que juntamente com a festa de Iemanjá, é uma das mais importantes festas religiosas da Bahia.

Em São Paulo, no Balneário Turístico de Cidade Ocian festa de Iemanjá é realizada anualmente, nos dois primeiros finais de semana de dezembro, visto ser 8 de dezembro o dia consagrado à Imaculada Conceição com a qual ela é sincretizada. Independentemente das condições climáticas, centenas de pessoas, pertencentes a terreiros, na maioria de umbanda, descem a serra que os leva ao mar, e com fervor próprio de quem se aventura a ficar longas horas a beira-mar e a mercê das intempéries, têm como único objetivo saudar Iemanjá, a rainha do mar.

Devido sobretudo à expansão da umbanda, as festas de Iemanjá nas praias hoje acontecem ao longo de toda a costa brasileira, assim como em cidades litorâneas do Uruguai e da Argentina. Nestas cidades vamos encontrar alguma estátua de Iemanjá erguida por iniciativa de federações de umbanda e candomblé e ou do poder público municipal. Há estátuas que seguem a forma de Iemanjá-Sereia, como aqueles encontradas em diversos pontos de Salvador, ou a Iemanjá da umbanda: a mulher branca, de longos cabelos lisos e roupa azul. Mesmo quando não há mar por perto, a festa de Iemanjá pode ser celebrada, com estátua e tudo, como ocorre em Brasília junto ao lago Paranoá.

No mar, durante suas festas anuais, as pessoas entregam para Iemanjá uma quantidade sem fim de oferendas, mas principalmente veremos flores, perfumes, velas, bonecas, espelhos, bijuterias, comidas e até dinheiro. Grandes balaios são enfeitados com fitas, tecidos coloridos abrigando essas oferendas. Desde a mais simples oferta até aquelas mais elaboradas, o importante é saudar a rainha do mar.

Não só nas datas das Nossas Senhoras com as quais Iemanjá é sincretizada, a Rainha do Mar é lembrada, todo ano, na passagem de 31 de dezembro, milhares de pessoas dirigem-se a praias, em toda costa brasileira, para receber o ano que vai começar, fazendo oferendas a Iemanjá.

Coberta pela mídia, esta festa desemboca nas residências através da televisão, mais como espetáculo, num repertório de imagens que muitas vezes não deixa transparecer a verdadeira questão da fé das pessoas em Iemanjá.

Gratidão

Nesse universo de fé e consternação nacional, devemos lembrar da figura mais significativa do culto de Iemanjá, o pescador, cantado em verso na música do compositor brasileiro Dorival Caymmi. O grande cantor do mar e pioneiro das histórias que falam de Iemanjá cantou este orixá em 1939, em “Promessa de Pescador”. Nos trechos de sua música Caymmi lembra que no dia de Iemanjá, o pescador foi ao mar prometer e ao mar ele vai levar um presente bonito para dona Iemanjá. Muitos pescadores são devotos da Rainha do Mar, de norte a sul, em toda orla marítima brasileira e não só nas datas festivas, eles fazem suas oferendas a Iemanjá que lhes dá o peixe como meio de sobrevivência, que eles vendem e agradecem a ela. Essa gratidão é compartilhada pelo povo mais pobre que vive na beira do mar, que ali acorre numa busca, às vezes desesperada, do compadecimento da grande deusa do mar; ou mesmo por aqueles de melhores condições de vida, mas que comparecem com o mesmo sentimento e a mesma busca, o colo de Iemanjá.

Iemanjá arrasta sua saia prá lá e prá cá no deslizar das ondas, trazendo o peixe, mas fazendo o pescador sentir que deve a ela essa oferenda. O pescador retribui num gesto agradecido com oferendas. As lendas dos pescadores povoam o imaginário popular brasileiro. Os pescadores são encantados por Iemanjá, são levados por ela, amados por ela, enfim, num jogo cíclico próprio dessas histórias.

O povo brasileiro, devoto religioso de tantos santos e santas cristãs, orixás e voduns e tantos outros guias e mestres, e muito já se acostumou a ver instaurar-se em seu território várias concepções religiosas. Há, nessas religiões vários sentimentos que refletem uma comoção social, apoiados em uma devoção que sugere a busca e apego ao divino. Iemanjá, conforme aqui vista, sem dúvida nenhuma promove um fenômeno religioso-social que comove este povo. Ela está presente nos terreiros de candomblé e umbanda; nas festas públicas de praia ou ainda no falar do povo de santo ou do povo comum de nosso país. Iemanjá é conhecida por todos, é cantada e festejada. Até mesmo os seguidores de outras religiões falam de seus poderes e domínios. Iemanjá é brasileira e é africana.


Armando Vallado é doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo e autor do livro Iemanjá a grande mãe africana do Brasil, ed. Pallas, 2002.



1 Radio France International, 16 de dezembro de 2009. Disponível em: www.rfi.fr.
2 Ler Gilles Nivet, “A La Guinée d’un putsch à l’autre”, Le Monde Diplomatique, novembro de 2009.
3 Ler Vladimir Cagnolari, “Une génération à l’assaut de la Côte d’Ivoire”, Le Monde Diplomatique, novembro de 2009.
4 Mesmo que, segundo o presidente Nicolas Sarkozy, “o homem africano não tenha entrado muito na história” (discurso em Dakar de 26 de julho de 2007).
5 Em Swaziland há eleições, mas os partidos são proibidos.
6 Richard Banegas, La démocratie à pas de caméléon, Karthala, Paris, 2005.
7 Ler Remi Carayol, “Duel d’hommes d’affaires à Madagascar”, Le Monde Diplomatique, março de 2009.
8 Ler Bruno Jaffré, “Le Burkina Faso, pilier de la françafrique”, Le Monde Diplomatique, janeiro de 2010.
9 Ler Damien Millet e Eric Toussaint, 50 questions, 50 réponses sur la dette, Syllepse, Paris, 2003.
10 Patrice Lumumba (1925-1961), primeiro ministro do Congo independente, foi assassinado pelo serviço secreto belga com o apoio da Central Intelligence Agency (CIA); ele foi um dos símbolos do pan-africanismo. Thomas Sankara (1949-1987), presidente de Burkina Faso de 1983 a 1987, foi derrubado( por) CPOR um golpe de Estado – no decorrer do qual foi assassinado -, com o apoio provável das redes Françafricanas. Ler Bruno Jaffré, “Le Burkina Faso, pilier de la françafrique”, Le Monde Diplomatique, janeiro de 2009.
11 George Ayittey, Ted Conference, Arusha, Tanzânia, 10 de junho de 2007, disponível em www.ted.com/index.php/talks/top10.
12 Francis Atkindes, “Les transitions démocratiques à l’épreuve des faits. Réflexions à partir des expériences des pays d’Afrique noire francophones”, em Bilan des conférences nationales et autres processus de transition démocratiques, Organisation internationale de la francophonie/Pedone, Paris, 2000.
13 Ler Atsutsé Kokouvi Agbobli, Le monde et le destin des Africains, L’Harmattan, Paris, 2002. Encontrado morto numa praia em agosto de 2008, foi provavelmente assassinado.
14 O congolês Thomas Lubanga Dyilo, Germain Katanga e Mathieu Ngudjjolo Chui foram detidos pela Corte. O sudanês Bahr Idriss Abu Garda se apresentou em 18 de maio de 2009. Também foram emitidos mandatos de prisão contra os ugandenses.
15 Ver Indispensable Afrique, Manière de voir n° 108, dezembro-janeiro de 2010.
16 Achille Mbembe, Le Sujet de race. Contribution à la critique de la raiso nègre, Fayard, Paris, 2009.
17 Mwayila Tshiyembé, L’Etat multinational et la démocratie africaine. Sociologie de la renaissance politique, L’Harmattan, 2002.
18 A carta dos direitos humanos da União Africana é um dos raros documentos desse gênero a destacar também os deveres dos cidadãos em relação à coletividade.
19 Le Messager, Douala, 14 de maio de 2006.

Le Monde Diplomatique Brasil

Um comentário:

Mirze Souza disse...

Interessante!

Não sabia desse sincretismo religioso. Sempre vejo, principalmente onde moro, na passagem do ano milhões de pessoas levarem umas flores brancas e fazerem barcos de madeira onde colocam oferendas.

Sempre achei que poderia ser falta de cultura, e que Iemmanjá era um ser quase mitológico dentro da crença africana.

E é, pelo que li. Lembro que quando criança, nossa diversão era ir à pria ou amanhecer lá pra pegar as coisas que o mar trazia.

Nunca havia pensado na seriedade de uma crença de nossa Mãe África interligada a esse culto.

Gostei muito!

Excelente!

Abraços

Mirze