terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Os astrônomos maias


Os astrônomos maias
Eles conheciam tudo sobre o movimento dos astros. Mas, pelo que se sabe, nunca viram uma luneta. Como seria possível?
por Thiago Lotufo
Os maias sabiam tudo
de astronomia. Sabiam mais do que os chineses no mesmo período (300 d.C. a 900 d.C.) e com uma exatidão que os europeus só foram alcançar no século 18 com o uso de telescópios. Exemplo disso foram os cálculos feitos por eles que estabeleceram o ciclo solar em 365,2420 dias e o lunar em 29,53086 dias. Para se ter uma idéia da exatidão desses números, apenas há pouco tempo cientistas constataram, com o auxílio de computadores e cálculos refinados, que o ano solar é de 365,2422 dias e o ciclo lunar de 29,54059 dias. Assombroso, não? Os maias calcularam também o ciclo de Vênus em relação à Terra e chegaram a 583,935 dias (atualmente, estima-se que ele fique entre 583,920 e 583,940). Acredita-se que Vênus, aliás, era tão ou mais importante para os maias do que o próprio sol. A Via Láctea também era bastante venerada e eles a chamavam de “Árvore do Mundo”.

Por serem um povo essencialmente agrícola, além de observar os corpos celestes que afetavam o plantio, os maias tinham também uma enorme preocupação em medir o tempo. Criaram diversos sistemas de calendários que de alguma maneira se mostravam interligados. Os mais conhecidos eram: o tzolkin (calendário ritual), formado por 13 números e 20 signos criando um ciclo de 260 dias; o tun (calendário civil), dividido em 18 meses de 20 dias (360 dias); e o haab, estabelecido no formato de 365 dias que conhecemos, sendo que os cinco últimos dias eram considerados extras e um período de azar.

Todos esses conhecimentos astronômicos e matemáticos só chegaram até nós graças a um manuscrito conhecido por Código Dresden, um dos poucos documentos maias que resistiram à ocupação espanhola. Nele, no entanto, não há nenhuma indicação de como essa civilização obtinha o conhecimento. Sabe-se, por exemplo, que em cidades maias, como Chichen-Itzá, havia construções que funcionavam como observatórios astronômicos e templos que respeitavam alinhamentos com os astros. Mas que instrumentos eles usavam para observar e medir? De que eram feitos? Não se sabe. Uma hipótese é a de que esses objetos eram confeccionados em madeira e por isso não teriam sobrevivido ao tempo.

Revista Superinteressante

Um comentário:

Bárbara disse...

Odeio quando essas coisas acontecem: alguém invade um determinado lugar e destroe tudo, assim como falam que a igreja católica queimou muito livros importantes acreditando ser "obra do demonio" é realmente triste, uma grande perda para a humanindade!
Beijooooooooos!