domingo, 17 de abril de 2011

A Alimentação dos Romanos

João Luís de Almeida Machado

Hábitos alimentares

Não era comum que os romanos fizessem grandes banquetes (a não ser entre os patrícios, a alta sociedade local, formada pelos descendentes dos fundadores da Cidade Eterna). Seu prato principal era um caldo ou sopa feito a base de trigo, painço ou alguma outra variedade de cereal. Às vezes eles adicionavam carne cozida, sobras de alimentos, ou um tempero feito a base de vinho.

Comida para as pessoas do povo eram feitas à base de centeio ou trigo, azeite de oliva, pequenos peixes, vinho, vegetais produzidos em hortas caseiras e, em alguns casos, até mesmo carne de bode, vaca ou galinha (da criação particular dessas pessoas), queijo e alguns ovos.

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O vinho era parte essencial da alimentação na Antiguidade
Clássica, derivava entre os romanos da tradição gastronômica
dos colonizadores gregos que povoaram algumas áreas
do território da península Itálica durante o período da
Magna Grécia, época em que criaram colônias em várias
regiões que ficavam as margens do Mar Mediterrâneo.

A expansão territorial iniciada durante o período republicano e consolidada na época imperial fez com que os romanos tivessem acesso a uma enorme diversidade de alimentos próprios das províncias anexadas. Eles passaram então a utilizar, com maior freqüência as ervas e temperos importados para dar sabores diferenciados a seus alimentos e começaram a comer mais peixe e frutos do mar (lagostas, camarões, ostras,...).

As conquistas também permitiram que os vegetais se tornassem mais comuns no cotidiano dos romanos. As uvas e outras frutas foram agregadas as refeições, assim como, a variedade de vinhos tornou-se ainda maior.

Os romanos não dispunham de garfos para se alimentar, por isso, comiam com as mãos. Utilizavam facas (feitas de chifre de rena, alce ou cervo, madeira, bronze e com lâminas de ferro) para poder cortar as carnes. As colheres eram utilizadas para comer ovos, crustáceos ou mariscos e sopas.

João Luís de Almeida Machado Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

http://www.planetaeducacao.com.br

Um comentário:

gerardo cailloma disse...

Y para endulzar los alimentos, empleaban miel y para salar utilizaban el "detritus", una suerte de polvo producto de de las sardinas secas y podridas que eran molidas hasta hacerlas polvo. muy interesante.