sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O Colosso de Rodes


O Colosso de Rodes

Foram necessários 12 anos para construir a estátua

por Maria Carolina Cristianini

A palavra “colosso” não dá nome a uma das Sete Maravilhas da Antiguidade por acaso. Estátua de Hélios, o deus grego do Sol, o Colosso de Rodes tinha 32 metros de altura, o mesmo que um prédio de dez andares. O monumento foi construído para comemorar a vitória dos gregos da ilha de Rodes contra o rei macedônico Demétrio I, que tentou invadi-la em 305 a.C.

A estátua levou provavelmente 12 anos para ficar pronta – sua construção começou em 294 a.C. O escultor Chares, da cidade de Lindos, idealizou o projeto usando como referência outras estátuas do mesmo deus. Todo feito em bronze, o monumento foi erguido nas proximidades do porto e permaneceu em pé pouco tempo, até 225 a.C., quando um terremoto o destruiu. Ali ficou em ruínas até que os árabes invadiram Rodes, no ano de 654, desmontaram as peças quebradas e as venderam.

Série 7 - Maravilhas do Mundo

Vida breve

Monumento ficou em pé menos de 60 anos

1. Pé no mármore

O Colosso foi construído sobre uma base de mármore de 3 metros de altura. As primeiras partes a serem fixadas da estátua, claro, foram os pés, que eram ocos, e os tornozelos. De acordo com relatos do matemático Philon de Bizâncio, 8 toneladas de ferro foram usadas na construção – as vigas do material sustentavam a estrutura interna.

2. Caneleira de pedra

A estrutura da estátua era também mantida por colunas de pedra, que envolviam as vigas de ferro das pernas. Cada um dos pilares de pedra tinha cerca de 1,5 metro de diâmetro. O escultor queria evitar que o Colosso perdesse o equilíbrio e tombasse – por isso adicionou mais peso às porções mais baixas da estátua.

3. Montanha artificial

Para facilitar a construção, os operários fizeram rampas de terra e madeira ao redor da estátua. Cerca de 13 toneladas de bronze foram usadas no revestimento do monumento. Cada placa de bronze tinha que ser cuidadosamente fundida e martelada no formato certo. Elas eram então levadas até a posição correta na estátua por cordas e um sistema de roldanas.

4. Ajuda dos inimigos

O ferro e o bronze utilizados na construção da estátua foram provavelmente obtidos com a fundição e venda dos armamentos deixados pelos inimigos na invasão frustrada. Há também a possibilidade de existirem na ilha minas de cobre, estanho (base para o bronze) e ferro – a maior parte deste material foi usada em vigas nas pernas do monumento e em barras diagonais colocadas a partir da barriga da estátua.

5. Braço de ferro

Partes ocas da estátua, como os braços, foram preenchidas com uma mistura de entulho e pedras. Embora não exista registro preciso sobre a aparência do Colosso, ele provavelmente segurava um manto com a mão esquerda, usava uma coroa e tinha a mão direita sobre os olhos (que representava o direcionamento de seus raios de luz).

6. Operário padrão

Por causa da altura do monumento, é provável que grande parte do bronze tenha sido esculpida nas rampas de terra construídas pelos operários. Não há registro sobre o número de trabalhadores – calcula-se que centenas foram contratados também com o dinheiro da venda dos armamentos e objetos abandonados pelos invasores.

7. Cabeça para fora

No final da construção, rampas tão altas quanto a cabeça do monumento foram erguidas – o restante da estátua ficou totalmente coberto pela terra. Quando a obra foi concluída, toda a terra teve que ser removida e o bronze foi limpo e polido pelos operários.

Revista Aventuras na História

3 comentários:

Mirze Souza disse...

Boa noite Eduardo!

Acho tão sem razão homenagear um rei, um santo, ou um herói com estátuas.

Na antiguidade, ainda entendo, que talvez fizessem para ficar para a posteridade a lembrança que remetesse à História.

Na atualidade, levando em conta a arte, vejo estátuas como a de Siqueira Campos, na praia, como se estivesse nos remetendo às estátuas que alguns erguem nas tumbas e nos cemitérios.

Deve ter uma razão hostórica para isso.

Um abraço!

Mirze

Blog da Anabela Jardim disse...

Olá!
Como disse a Mirze, é mesmo uma coisa sem razão. Aqui no Brasil, não bastam os imperadores, santos e heróis; a inclinação para se construir estátuas chega ao ponto de imortalizar poetas, políticos, jogadores e outros nas praças e esquinas. ultimamente atá as vacas caíram no gosto desses.

gerinho disse...

Acho tão sem razão julgar a mentalidade de um período (milênios)anterior com os olhos da atualidade. As estátuas tinham valor simbólico. não há como comparar com hj... A história é bela por si só. Se construir estátuas, piramides, templos fosse sem razão. A tecnologia não existiria... a necessidade de se reverenciar aos deuses... Será que mirze já entrou numa igreja? e em caso positivo : pra que ela foi?
Vamos pensar!