quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Bactéria da febre tifóide pode ter causado praga na Grécia Antiga

Bactéria da febre tifóide pode ter causado praga na Grécia Antiga
Doença dizimou a população de Atenas no fim do século V a.C.
Análise isolou DNA do micróbio em polpa dentária das vítimas.

Luis Fernando Correia
Especial para o G1

As doenças infecciosas em surtos ou epidemias sempre foram capazes de alterar o curso da história. Um dos mistérios da história da medicina é a chamada “Praga de Atenas”, que dizimou dois terços da população dessa cidade grega na Antiguidade durante a guerra contra Esparta.

Os médicos sempre debateram o que poderia ter causado a epidemia, mas só dispunham do relato de um historiador da época, Tucídides, que deixou relatos minuciosos da doença, da qual ele mesmo foi uma das vítimas, embora tenha se recuperado. Um grupo de pesquisadores gregos parece ter conseguido esclarecer agora o que aconteceu naquela época.

A descrição histórica fala em uma doença que avançou sobre a cidade vinda do norte da África. A população ateniense, envolvida em uma guerra contra Esparta, encontrava-se entrincheirada dentro de seus muros, vivendo em situação pouco higiênica. A partir da descoberta de uma sepultura coletiva com restos das vítimas da epidemia, os pesquisadores conseguiram recolher material suficiente para a identificação do micróbio que causou o surto.

Utilizando técnicas de recombinação genética, fragmentos de material genético de uma bactéria semelhante à atual Salmonella typhi foram recuperados de dentro da polpa de dentes preservados. A infecção em Atenas já havia sido identificada anteriormente como peste bubônica, varíola e até mesmo como um surto precoce da infecção pelo vírus Ebola.

Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN.

Portal G1

Um comentário:

Mirze Souza disse...

Boa noite, Eduardo!

Nesta época, creio que ainda não havia os antibióticos super-poderosos de agora.

E ainda continuamos na mesma. A história se repetiu em várias ocasiões.

Até que chegue a informação, não dá tempo dos cientistas preparaem o antídoto, como é o caso agora da Super Bactéria.

É sempre bom lembrar dessa febre tifóide, que ainda deve existir.

Um abraço!

Mirze