quinta-feira, 5 de abril de 2012

Livro diz que pão ajudou a vencer guerras


No Egito antigo, as etapas de produção dos pães
eram pintadas nos túmulos dos faraós

Laura Lopes
Na obra Seis Mil Anos de Pão, o historiador alemão Heinrich Jacob diz que, em algumas guerras, saiu vitorioso o lado que tinha domínio da panificação, como os russos contra Napoleão Bonaparte.
LAURA LOPES
Ao longo da história, a importância do pão não se restringe ao dia-a-dia da mesa. Em um livro clássico sobre o alimento, Seis Mil Anos de Pão – que será relançado no ano que vem pela Editora Nova Alexandria –, o historiador alemão Heinrich Eduard Jacob (1889-1967) diz que, em algumas guerras, saiu vitorioso o lado que tinha domínio da panificação.

Segundo Jacob, Napoleão fracassou em seu plano de controlar a Europa continental, no início do século XIX, porque seu estoque de trigo acabou no caminho de volta de Moscou para Paris. Ele estava certo de que encontraria mais cereal nos campos russos, mas as tropas inimigas já haviam levado consigo toda a colheita. Em retirada para a Polônia, o Exército francês morreu de frio e fome. Depois de 50 dias sem comer, ao chegarem às aldeias, os soldados se atiravam aos pães deixados para os animais – muitos morriam engasgados, sem ar. Os prussianos estranharam o comportamento e o justificaram como um “flagelo divino”. Segundo eles, os franceses haviam desperdiçado tanto pão que nunca mais poderiam matar sua fome.

Na Guerra de Secessão (1861-1865), escreve o historiador, as tropas legalistas do Norte venceram os confederados do Sul dos Estados Unidos, entre outros motivos, porque seus celeiros estavam cheios. O Exército do Norte recebia os melhores pães, com baixo teor final de água, ingredientes selecionados e cozedura bastante lenta. Quem trabalhava nos campos eram as mulheres dos soldados, além de imigrantes que chegavam da Europa. Eles usavam máquinas de colheita e moagem consideradas modernas, dando início à fase industrial da panificação.

O livro conta também que o pão, embora esteja muito vinculado à imagem de Jesus Cristo, surgiu muito antes, por volta de 4.000 a.C, inventado pelos egípcios. Eles perceberam que a massa de trigo azeda (que depois ganhou o nome de fermento) resultava em um produto diferente daqueles até então conhecidos por outros povos, como papas ou bolos (de cevada, trigo, aveia e milho) que não cresciam no calor do fogo. No entanto, os egípcios não entendiam como o pão crescia e julgavam ser uma espécie de milagre da natureza.
Revista Época

2 comentários:

Mirze Souza disse...

Eduardo!

Nosso pão. principal alimento há tanto tempo.


Adorei


Beijos

Mirze

Clique-diversos disse...

Visitei seu blogger e achei ele muito bem organizado
Parabéns.Visite o meu também e se você gostar deixe
um comentário e se possivel mem siga eu retibuirei com
certeza ate mais ve.http://cliques-diversos.blogspot.com.br