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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A HISTÓRIA POLÍTICA DA TRANSIÇÃO BRASILEIRA




A HISTÓRIA POLÍTICA DA TRANSIÇÃO BRASILEIRA

Adriano Nervo Codato

O golpe de 1964 assinalou uma modificação decisiva na função política dos militares no Brasil. A ação final contra a "democracia populista" (1946-1964) ou, como preferem os conservadores, a "Revolução", trouxe duas novidades. Não se tratava mais de uma operação intermitente das Forças Armadas com um objetivo preciso, quase sempre o de combater a "desordem" (a política de massas) ou o "comunismo" (a política social) ou a "corrupção" (i. e., a política propriamente dita), mas de uma intervenção permanente. A garantia política que as Forças Armadas emprestaram aos governos civis, notadamente no pós-1930, convertia-se agora num governo militar. Há, de fato, uma mudança de regime político. Da mesma forma, não mais se tratava de um pronunciamiento, em que um chefe militar de prestígio ou um grupo de oficiais se recusava a obedecer ao governo, mas de um movimento institucional das Forças Armadas (O'DONNELL, 1975; CARDOSO 1982). Foi o aparelho militar, e não um líder político militar, que passou a controlar primeiramente o governo (i. e., o Executivo), depois o Estado (e seus vários aparelhos) e, em seguida, a cena política (i. e., as instituições representativas)7.

Se essa ação está na origem da autonomia do aparelho militar sobre o "mundo civil" depois de 1964, recorde-se que a presença dos oficiais na cena política nacional nunca foi novidade, principalmente depois da Revolução de 1930.

Contudo, as intervenções militares de 1937 (o golpe do Estado Novo) ou de 1945 (o golpe que põe fim ao Estado Novo) nada têm a ver com um suposto "padrão moderador" que as Forças Armadas desempenhariam em todas as crises políticas nacionais, mediando conflitos entre políticos civis desde a República (STEPAN, 1971). Esse hipotético "padrão" corresponde, na verdade, a uma série específica de determinações históricas, que são a fonte da autonomia política e da singularidade ideológica exibidas pelo estabelecimento militar. Elas se devem basicamente: (i) à centralização do poder militar (em dois sentidos: da base para o topo do aparelho burocrático; da periferia para o centro do sistema político); (ii) à oscilação ideológica das cúpulas das Forças Armadas, entre o getulismo em 1937 (i. e., o autoritarismo) e o antigetulismo em 1945 e 1964 (i. e., o anti-populismo); (iii) à aversão dos oficiais à política de massas, representada, no caso, pelo incentivo à mobilização sindical e à exaltação nacionalista (o que explicaria a oscilação anterior); e (iv) à atitude dos militares em relação à democracia ou, mais exatamente, sua recusa não do princípio do sufrágio universal, mas de suas conseqüências práticas: os resultados eleitorais "errados" do período 1945-1964 (QUARTIM DE MORAES, 1985).

São precisamente essas determinações históricas, esse elitismo em sentido amplo, que estão na base da intervenção das cúpulas das Forças Armadas no processo político em 1964. Cúpulas que legitimam, ou melhor, justificam seu papel dirigente em função da crise política na década de 1960, informam a estratégia de modificação do regime ditatorial nos anos 1970, modelam a forma de governo desejada ao final dessa modificação na década de 1980 e preservam sua autonomia política e institucional nos anos 1990.

Do ponto de vista cronológico, a história política do regime ditatorial e da transição brasileira da ditadura militar para a democracia liberal pode ser assim descrita:

- Fase 1: constituição do regime político ditatorial-militar (governos Castello Branco e Costa e Silva)
– etapa 1: março de 1964 (golpe de Estado) – outubro de 1965 (extinção dos partidos políticos)8
– etapa 2: outubro de 1965 (tornada indireta a eleição de Presidente da República) – janeiro de 1967 (nova Constituição)
– etapa 3: março de 1967 (posse de Costa e Silva) – novembro de 1967 (início da luta armada9)
– etapa 4: março de 1968 (início dos protestos estudantis) – dezembro de 1968 (aumento da repressão política10)
- Fase 2: consolidação do regime ditatorial-militar (governos Costa e Silva e Médici)
– etapa 5: agosto de 1969 (Costa e Silva adoece; Junta Militar assume o governo) – setembro de 1969 (Médici é escolhido Presidente da República11)
– etapa 6: outubro de 1969 (nova Constituição) – janeiro de 1973 (refluxo da luta armada)
– etapa 7: junho de 1973 (Médici anuncia seu sucessor) – janeiro de 1974 (eleição congressual (indireta) de Geisel)
- Fase 3: transformação do regime ditatorial-militar (governo Geisel)
– etapa 8: março de 1974 (posse de Geisel) – agosto de 1974 (anunciada a política de modificação do regime)
– etapa 9: novembro de 1974 (vitória do MDB nas eleições senatoriais) – abril de 1977 (Geisel fecha o Congresso Nacional)
– etapa 10: outubro de 1977 (demissão do Ministro do Exército) – janeiro de 1979 (revogação do Ato Institucional n. 5)
- Fase 4: desagregação do regime ditatorial-militar (governo Figueiredo)
– etapa 11: março de 1979 (posse de Figueiredo) – novembro de 1979 (extinção dos partidos políticos Arena e MDB)
– etapa 12: abril de 1980 (greves operárias em São Paulo) – agosto de 1981 (Golbery pede demissão do governo)
– etapa 13: novembro de 1982 (eleições diretas para governadores dos estados; maioria oposicionista na Câmara dos Deputados) – abril de 1984 (derrotada a emenda das eleições diretas12)
– etapa 14: janeiro de 1985 (vitória da oposição na eleição para Presidente da República) – março de 1985 (posse de José Sarney)13
- Fase 5: transição, sob tutela militar, para o regime liberal-democrático (governo Sarney)
– etapa 15: abril-maio de 1985 (falece Tancredo Neves; emenda constitucional restabelece eleições diretas para Presidente da República) – fevereiro de 1986 (anunciado o Plano Cruzado contra a inflação)
– etapa 16: novembro de 1986 (vitória do PMDB nas eleições gerais) – outubro de 1988 (promulgada nova Constituição)
– etapa 17: março de 1989 (início da campanha para as eleições presidenciais) – dezembro de 1989 (Collor de Mello vence as eleições presidenciais)
- Fase 6: consolidação do regime liberal-democrático (governos Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso)
– etapa 18: março de 1990 (posse do Presidente eleito, Fernando Collor de Mello; anunciado o Plano Collor I) – janeiro de 1991 (anunciado o Plano Collor II)
– etapa 19: dezembro de 1992 (impedimento do Presidente Collor; o vice-Presidente Itamar Franco assume a Presidência da República) – julho de 1994 (lançado o Plano Real)
– etapa 20: janeiro de 1995 (posse do Presidente eleito, Fernando Henrique Cardoso) – junho de 1997 (aprovada a emenda que permite a reeleição do Presidente da República e dos titulares dos poderes Executivos municipais e estaduais)
– etapa 21: janeiro de 1999 (posse do Presidente reeleito, Fernando Henrique Cardoso) – outubro-novembro de 2000 (vitória dos partidos de oposição nas eleições municipais)
– etapa 22 : julho de 2002 (início da campanha para as eleições presidenciais) – janeiro de 2003 (posse do Presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva)

Essa periodização simplificada do cenário político assinala os limites temporais do regime ditatorial (1964-1974), do período de transição (1974-1989) e do intervalo da consolidação de um novo regime nacional (1989-2002)14. Ela não indica, contudo, os traços mais significativos da política brasileira contemporânea, nem permite estabelecer inferências causais que expliquem a sucessão de acontecimentos ou a passagem de uma fase a outra. Parece impossível, em todo caso, compreender a transição política e a consolidação democrática independentemente do processo político concreto. Este depende, por sua vez, da trajetória histórica nacional, assim como das condições históricas dadas em função dessa trajetória ou, na falta de um nome melhor, dos "contextos" e da interação entre os "atores": no caso, as Forças Armadas (como agente político), o Estado (como organização institucional) e a sociedade (como o conjunto de agentes sociais).

A interação desses três elementos – Forças Armadas, Estado e sociedade – pode, contudo, tornar­se meramente formalista caso não sejam tomados como unidades historicamente determinadas. Já se indicou acima a origem do poder do aparelho militar sobre as demais instituições e sua distância ideológica em relação à democracia "real". Não há espaço aqui para desenvolver os outros tópicos. Sublinhe-se apenas que uma compreensão mais extensa do "Estado" implica tomá-lo como feixe de instituições, organismos, aparelhos e agências burocráticas, cuja configuração não é indiferente, de um lado, à evolução das relações de hierarquia e subordinação entre os diversos centros de decisão e, de outro, às articulações concretas desses aparelhos (e de seus respectivos ocupantes) com as classes e grupos sociais. Da mesma forma, a "sociedade" resulta de um padrão específico de desenvolvimento capitalista ("um modelo de desenvolvimento" a partir de um "modo de produção"), graças à combinação peculiar, no âmbito de uma formação social concreta, entre a estrutura produtiva e a estrutura de classes (ABRANCHES, 1979; MARTINS, 1985).
Matéria completa em
Uma história política da transição brasileira: da ditadura militar à democracia
Revista de Sociologia e Política

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Redemocratização e eleições de 1945

Redemocratização e eleições de 1945

¨O Jornal¨, 30 de outubro de 1945.No dia 2 de dezembro de 1945, foram realizadas eleições para a presidência da República e para a formação de uma Assembléia Nacional Constituinte. Na ocasião, a chefia de governo estava a cargo de José Linhares, que em 30 de outubro, em seguida à ação militar que depôs Getúlio Vargas e pôs fim ao Estado Novo, havia deixado a presidência do Supremo Tribunal Federal para assumir a presidência da República.

Homologação da candidatura de Eurico Gaspar Dutra à presidência da República, no Teatro Municipal. Rio de Janeiro (DF), 17 jul 1945.

Três foram os candidatos que disputaram a eleição presidencial: o brigadeiro Eduardo Gomes, apoiado por uma ampla frente de oposição a Vargas reunida em torno da União Democrática Nacional (UDN); o general Eurico Dutra, apoiado pelo Partido Social Democrático (PSD), comandado pelos interventores estaduais durante o Estado Novo, e mais tarde pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), cuja base política era formada principalmente por trabalhadores urbanos filiados a sindicatos vinculadas ao Ministério do Trabalho; e Iedo Fiúza, lançado pelo Partido Comunista do Brasil (PCB), que contava com os votos das camadas médias e populares das grandes cidades brasileiras.

Até meados do mês de novembro, enquanto a candidatura udenista crescia, impulsionada pelo apoio de importantes órgãos de comunicação, a do seu principal competidor, o general Eurico Dutra, não conseguia empolgar o eleitorado varguista, até porque o ex-ditador, recolhido a São Borja, permaneceu em silêncio sobre os candidatos durante quase toda a campanha presidencial, restringindo-se a convocar o eleitorado a apoiar a legenda do PTB.

Dois eventos vieram mudar esse quadro. O primeiro deles foi o desencadeamento de uma intensa campanha contra a candidatura de Eduardo Gomes, levada a efeito pelo líder varguista Hugo Borghi, que usou como pretexto uma declaração do brigadeiro de que não estava interessado em receber o voto da "malta de desocupados" que freqüentava os comícios de Vargas durante o Estado Novo. Borghi descobriu que o termo "malta", além de significar "bando, súcia", podia designar também "grupo de operários que percorrem as linhas férreas levando suas marmitas". Sua estratégia foi denunciar o candidato udenista como elitista e contrário ao trabalhador, já que desprezava o voto dos "marmiteiros". A campanha contra Eduardo Gomes surtiu efeito e passou a mobilizar o eleitorado popular em direção à candidatura de Dutra. O segundo evento que contribuiu para o mesmo resultado foi a divulgação de um manifesto de Getúlio Vargas, assinado em 25 de novembro, somente uma semana antes do pleito, no qual o ex-presidente conclamava o povo a votar em Dutra.

Presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1950). Rio de Janeiro(DF).Realizadas as eleições, Dutra obteve 55% dos votos, enquanto Eduardo Gomes alcançou 35% e Iedo Fiúza, 10%. O PSD repetiu a vitória nas eleições para a Assembléia Nacional Constituinte. Obteve 61,9% dos votos para o Senado e 52,7% para a Câmara dos Deputados, conquistando dessa forma a maioria nas duas Casas do Congresso Nacional. A UDN, o PTB e o PCB receberam respectivamente 23,8%, 4,7% e 2,3% dos votos para o Senado e 26,9%, 7,6% e 4,8% dos votos para a Câmara dos Deputados.

Eleito senador (por Rio Grande do Sul e São Paulo) e deputado constituinte (por Rio Grande do Sul, São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Bahia), conforme permitia a legislação eleitoral da época, Getúlio Vargas recebeu uma votação consagradora, de cerca de 1.150.000 votos, confirmando a força política do seu nome e contribuindo de forma decisiva para o fortalecimento do PTB.

Getúlio Vargas, Paulo Baeta Neves e outros por ocasião da posse de Vargas no Senado. Rio de Janeiro (DF), dez. 1946.

A realização das eleições foi um passo importante na redemocratização do país. Outros seriam dados a seguir: em 31 de janeiro de 1946 Dutra tomou posse na presidência da República e em 2 de fevereiro foi instalada a Constituinte. Somente em junho Vargas assumiu sua cadeira de senador, representando seu estado natal. Finalmente, em 18 de setembro de 1946 a Constituição foi promulgada, sem a assinatura de Getúlio, que havia retornado ao Rio Grande do Sul.

Américo Freire

http://www.fgv.br

sábado, 20 de novembro de 2010

ESTADO DE DEMOCRÁTICO DE DIREITO E INFLAÇÃO A 2% AO DIA

ESTADO DE DEMOCRÁTICO DE DIREITO E INFLAÇÃO A 2% AO DIA

Reprodução
Nota de 100 cruzados revela a desvalorização do dinheiro durante a gestão de José Sarney
O auge do processo de redemocratização política brasileira _iniciado no governo de João Figueiredo (1979-1985), o último do regime militar (1964-1984)_ foi o movimento pelas Diretas Já, em 1984, que reuniu diversas personalidades e políticos em defesa do voto direto para presidente da República. Muitos deles, estavam exilados e retornaram ao país após a lei da anistia de 1979.

A luta pelas Diretas Já teve, em sua maioria, políticos ligados ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido que durante o regime militar abrigava as tendências progressistas e se opunha à Arena, conservadora e que tinha em seus quadros principalmente apoiadores do regime.

O movimento não obteve seu resultado primordial, e a primeira eleição para a Presidência após o período militar foi realizada indiretamente, em uma votação no Congresso Nacional.

Nome:
José Sarney Ribamar Ferreira de Araújo
Natural de:
Maranhão
Gestão:
15.mar.1985 a 15.mar.1990
Formado em Direito. Em 1958, ingressou na UDN (União Democracia Nacional). Foi eleito governador do Maranhão em 1965. Com a extinção dos partidos pelo AI-5, ingressou na Arena, partido do governo militar. Em 1970, publicou seu primeiro livro de contos, "Norte das Águas". Assumiu a presidência da República com a morte de Tancredo, em 21 de abril de 1985.
Na eleição indireta, o mineiro Tancredo Neves (1910-1985), que havia participado das Diretas Já, derrotou Paulo Maluf (PDS). Por não ser consenso, a indicação de Maluf gerou divisão no PDS, oriundo da Arena, e acabou criando a Frente Liberal (que depois virou o PFL). Tancredo acabou sendo eleito pela Aliança Democrática, que uniu a Frente Liberal, que indicou José Sarney como vice, e pelo PMDB, uma das diversas siglas formadas a partir do MDB.

Eleito pelo colégio eleitoral, como ficou conhecido o Congresso reunido para a eleição indireta, Tancredo foi internado com uma infecção intestinal no dia 14 de março de 1985, véspera de sua posse. Surgiram rumores da verdadeira causa de sua internação desde o anúncio da notícia até a data de sua morte, em 21 do mês seguinte.

Sua morte causou comoção e suscitou na população temor de que os militares voltassem ao poder, já que ele não havia tomado posse oficialmente. Em seu lugar, assumiu o maranhense José Sarney, indicado pelos militares para vice.

O governo deste foi marcado pelas sucessivas tentativas de controlar a inflação galopante por meio de pacotes econômicos. O mais significativo deles foi o Plano Cruzado (1986), que incluía o congelamento de preços, a desindexação da economia, a redução da dívida pública com renegociação de títulos do governo, e abono e aumento do salário mínimo. As medidas provocaram "choque" na economia, aumentando o poder de compra da população _deu início um processo consumista.

As medidas aumentaram a demanda por produtos de primeira necessidade, que não foi preenchida pela capacidade de produção da indústria brasileira. O crescimento da demanda pressionava os preços para cima, que eram contidos pelo congelamento do plano. De um lado, o empresariado era desestimulado a investir na produção, porque sem aumento de preços os ganhos eram reduzidos, e se voltavam para o mercado financeiro. De outro lado, a escassez de produtos provocou à cobrança de ágio e ao estocamento.

Criou-se um clima de fiscalização de preços por parte da população. Os "fiscais do Sarney", como foram chamados, davam queixa à polícia, informando os produtos que eram taxados com ágio.

A inflação, no entanto, não foi controlada pelos sucessivos pacotes do governo e consumiu os avanços econômicos (crescimento e grandes superávits) conseguidos no fim do regime militar. Ao final da gestão, a inflação havia atingido o patamar de 2% ao dia.

Foi na gestão de Sarney que o Brasil assistiu à costura de uma nova Constituição (em 1988). A nova carta tinha como objetivo criar um Estado de Democrático de Direito, estabelecendo como princípios fundamentais o respeito aos direitos e às garantias individuais (direito à saúde, à educação, à liberdade de expressão, ao voto) e à soberania nacional e o estímulo à cidadania.

A Constituição trouxe, entre outras medidas, o aumentou de quatro para cinco anos o mandato de Sarney; estabeleceu eleições diretas em todos os níveis, com voto de analfabetos e facultativo para 16 e 18 e acima de 70 anos; legalizou atividades sindicais e de organização partidária; criou o horário eleitoral gratuito, sob controle do TSE (Tribunal Superior Eleitoral); demarcou terras indígenas; e garantiu férias remuneradas e o terço constitucional para trabalhadores com carteira assinada.

Por causa dos planos mal-sucedidos e o alto índice de inflação, a gestão terminou com pouca credibilidade e aprovação popular.
Folha de São Paulo