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quarta-feira, 12 de março de 2014

Rússia 'nasceu' em Kiev, no século 9º


Lourival Sant’Anna / Enviado Especial / Kiev - O Estado de S.Paulo


A história e a geografia unem mais do que separam ucranianos e russos. O próprio nome "Rússia" teve origem no século 9.º na região de Kiev, quando um povo viking passou a ser chamado de "rus". Nessa época, a região era uma próspera rota do comércio do Báltico para Bizâncio. Lutas internas entre príncipes e etnias e mudanças nas rotas comerciais deslocaram o poder econômico e político para a região de Moscou.

A partir do século 14, parte do território hoje denominado Ucrânia esteve sob domínio da Lituânia e da Polônia. Os cossacos, identificados como os ucranianos originais, lutaram contra os invasores muçulmanos tártaros e os otomanos, que avançavam da Crimeia, ao sul. A Praça da Independência - e agora o movimento - é chamada pelos moradores de Kiev de "Maidan" ("praça", em turco) como reflexo dessa presença otomana.

No século 18, o lado oeste da Ucrânia caiu sob domínio do Império Austro-Húngaro e o leste, dos czaristas russos. Depois da 1.ª Guerra, o atual território ucraniano foi dividido entre Romênia, Checoslováquia, Polônia e União Soviética. Em 1939, ao ocupar a Polônia, os nazistas tomaram também a parte oeste da Ucrânia, que tinha uma das maiores populações judaicas da Europa.

Depois da Batalha de Stalingrado, em 1943, os soviéticos avançaram contra os nazistas e tomaram o oeste da Ucrânia. Terminada a 2.ª Guerra, o país se tornou uma república soviética, assumindo pela primeira vez o atual território, e ganhando o nome Ucrânia, que significa "à margem", numa referência a sua função geográfica de tampão entre a Rússia e a Europa Central. O país só se tornou independente com o fim da URSS, em 1991.
Jornal O Estado de S. Paulo

O desmanche de impérios


Ucrânia e Crimeia demonstram a tendência europeia à autodescolonização

TIMOTHY, GARTON ASH, ESPECIAL - O Estado de S.Paulo

Eis outra maneira de pensar o que está ocorrendo na Ucrânia: o último capítulo da autodescolonização da Europa. Após desmantelar o império soviético, no fim do curto século 20, os europeus recuaram para dar fim ao austro-húngaro e o otomano, incluindo Estados sucessores, como Iugoslávia e Checoslováquia. Agora, é o império russo pré-soviético que está sendo desafiado. Pensem no presidente da Rússia como o czar Vladimir, o Último.

O desmanche de impérios é confuso. Impérios não são feitos de blocos de Lego: desmonte-o e terá um bloco vermelho vivo aqui, um amarelo ali. O que decide qual grupo de pessoas em qual pedaço de terra se tornará um Estado? Os compartilhamentos culturais, linguísticos, étnicos e históricos têm seguramente um papel. Também têm os legados de acordos diplomáticos internacionais há muito esquecidos - e divisões territoriais internas de um império ou Estado sucessor multiétnico.

Vontade política local e liderança são cruciais. O mais importante talvez seja a sorte histórica, a fortuna que Maquiavel chama de "o árbitro de metade das coisas que fazemos". Foi esse tipo de mistura de história, vontade, habilidade e sorte que trouxe a Kosovo sua independência ainda não reconhecida universalmente.

Formei esse pensamento sobre o desmanche de velhos impérios há alguns anos quando visitei o desmantelamento do para-Estado da Transdniéstria, na margem oriental da Moldávia, perto da Ucrânia. Em sua estranha capital retrossoviética, Tiraspol, topei com uma grande estátua equestre de um herói czarista, o marechal de campo Alexander Suvorov. A estatua celebra a fundação, pelo militar, daquela cidade no fim do século 18.

Antes, em Uzhhorod, uma cidade sobre a fronteira ocidental da Ucrânia com a Eslováquia, eu havia tropeçado no autodenominado Governo Provisório do Rus Subcarpático - ou Rutênia. O primeiro-ministro era um professor de medicina que simpaticamente me recebeu num pequeno escritório no hospital local. O chanceler viera dirigindo um carro desde sua casa na Eslováquia. O ministro da Justiça fez o chá. Eu quase os persuadi a cantar seu hino nacional, que começa com "Russanos Subcarpáticos, despertai de seu sono profundo". Ridículo! - alguns poderiam dizer. Opereta!

Ocorre que a fortuna faz girar o caleidoscópio da história e, de repente, surge um país internacionalmente reconhecido chamado, por exemplo, Moldávia ou Montenegro. Seus filhos e filhas, sucumbindo ao poder normativo do fato e enganados pelos manuais de história nacionalista, crescem considerando sua condição de Estado como coisa líquida e certa.

Subversivamente, as fronteiras de velhos impérios, então, ressurgem nos mapas eleitorais das novas democracias, como se traçadas com tinta invisível. Os domínios dos impérios austro-húngaro e alemão, no século 19, brilham em laranja, os dos impérios russo e otomano, em azul. Na Ucrânia, na Romênia, na Polônia, partidos e cores variam, mas o fenômeno é o mesmo.

Os liberais gostam de articular princípios universais para a soberania e a autodeterminação de seres humanos. Eles se metem num atoleiro quando se trata de povos. Por que os kosovares têm o direito a autodeterminação, mas os curdos, não? Se Escócia, por que não Catalunha? Se Catalunha, por que não Padânia? Padânia é o nome proposto pela Liga Norte para uma Itália do norte independente.

Não há nenhuma necessidade histórica nesses resultados, e nenhuma justiça universal, mas duas coisas deveríamos aprender de uma experiência de mais de um século de autodescolonização da Europa.

Primeiramente, quando um povo tem um Estado, tende a não querer abrir mão dele. Não é por acaso que o número de países-membros da ONU continua aumentando e não diminuindo.

Esperando nos bastidores estão os integrantes da Organização das Nações e Povos Não Representados (UNPO, na sigla em inglês). Listados entre eles estão os crimeios tártaros.

Ainda mais crucial é a segunda lição. Violência gera violência. O uso da força sempre traz consequências inesperadas. O czar Vladimir pode abocanhar de volta o domínio da Crimeia, mas suas ações reforçarão a independência da Ucrânia. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

É PROFESSOR DE ESTUDOS
EUROPEUS NA UNIVERSIDADE
DE OXFORD 
Jornal O Estado de S. Paulo

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Há 70 anos terminava o bloqueio de Leningrado pelos alemães


http://renanfelipe.spaceblog.com.br
DEUTSCHE WELLE

Durante quase 900 dias os moradores de Leningrado, a atual São Petersburgo, na Rússia, ficaram sitiados pelas Forças Armadas de Hitler, a Wehrmacht. Foram quase 900 dias de fome e frio.

No dia 8 de setembro de 1941, os alemães fecharam o cerco em torno de Leningrado. Mas Hitler não pretendia conquistar a segunda maior cidade da Rússia. Ele queria fazer com que as pessoas em Leningrado morressem sistematicamente de fome.

Em seguida, teve início a luta pela sobrevivência numa cidade sitiada. Logo os moradores começaram a comer tudo o que podiam. Eles cozinhavam couro, raspavam a cola do papel de parede, caçavam gatos e ratos. A situação se tornou tão extrema que houve casos de canibalismo. Por volta de 1 milhão de pessoas passaram fome e congelaram até morrer.

Somente em 27 de janeiro de 1944, há exatos 70 anos, o Exército Vermelho conseguiu finalmente libertar a cidade sitiada. Jörg Ganzenmüller, professor de história europeia na Universidade de Jena, pesquisou intensamente a história do bloqueio.

Ele escreveu artigos e um livro sobre o cerco de Leningrado. Em entrevista à Deutsche Welle, o historiador falou sobre a importância da tragédia na memória cultura da Alemanha e da Rússia e sobre o sofrimento da população civil.

*

Por que Hitler queria destruir justamente Leningrado?

De modo geral, ele estava interessado na destruição das cidades soviéticas, especialmente no norte e na região central da Rússia. Muitas vezes, ele mencionava Leningrado e Moscou na mesma frase.

Em seu livro, você descreve o bloqueio como parte da política alemã de extermínio. Qual era o objetivo?

Durante a campanha militar alemã na Rússia, Leningrado se tornou um campo de batalha à parte. Para o lado alemão, a cidade era importante especialmente sob o aspecto do abastecimento de comida.

Durante a campanha militar na Rússia, pretendia-se abastecer toda a Wehrmacht com alimentos do próprio país. De antemão, calculou-se que isso só seria possível se a população soviética passasse fome.

Nesse contexto, a população das grandes cidades já havia sido considerada como aquela que não podia ser alimentada. Quando a Wehrmacht, em meados de 1941, passou a ter problemas de reposição e abastecimento, dizia-se que não se podia alimentar uma cidade de 3 milhões de habitantes.

Como as pessoas vivenciaram o fim do bloqueio de Leningrado?

O bloqueio foi levantado em duas etapas. No início de 1943, o Exército Vermelho conseguiu estabelecer um corredor de abastecimento até a cidade sitiada. Assim, os moradores da Leningrado puderam se alimentar bem melhor do que antes. Mas o fim definitivo do bloqueio, em 27 de janeiro de 1944, foi saudado com uma salva de tiros.

Certamente as pessoas estavam fracas demais para sair dançando nas ruas, mas foi grande o alívio na cidade. A importância desse dia também se reflete no fato de ele continuar vivo, até hoje, na memória cultural, sendo motivo de grande celebração anual em São Petersburgo.

Na Alemanha, no entanto, a memória do bloqueio de Leningrado não tem quase nenhuma importância. Por que isso?

Na Alemanha, durante muito tempo foram lembrados os locais da guerra teuto-soviética em que houve muitas vítimas alemãs. Por isso o cerco a Stalingrado (hoje Volgogrado) é consagrado como mito e "sacrifício alemão" na memória do país.

Os crimes da Wehrmacht quase não foram lembrados até a década de 1980. O bloqueio de Leningrado era visto como um instrumento convencional de guerra. Com isso foi completamente negligenciado o fato de que Leningrado não deveria ser conquistada, mas esmagada pela fome.

Como o tema é tratado hoje em dia?

Em primeiro lugar, após a reunificação alemã, as imagens ocidental e oriental do bloqueio foram se unificando. Na Alemanha Oriental, a lembrança de Leningrado era muito mais presente do que na Alemanha Ocidental.

O bloqueio, por exemplo, era mencionado em livros didáticos. A segunda exposição sobre a Wehrmacht [mostra que, entre 2001 e 2004, percorreu a Alemanha], em que Leningrado teve um papel de destaque, também foi importante.

Nessa exposição, a estratégia alemã do cerco foi incluída no contexto da política de extermínio. Hoje o bloqueio é muito mais presente na mídia. Em 2001, por exemplo, o então chanceler federal Gerhard Schröder e o presidente russo Vladimir Putin depositaram, juntos, uma coroa de flores no memorial do cerco em São Petersburgo.

Até que ponto Leningrado é um exemplo de crime de guerra da Wehrmacht?

A política alemã de inanição foi abrangentemente implementada em dois lugares: em Leningrado e no tratamento de prisioneiros de guerra soviéticos. Esses são crimes que aconteceram sob o comando da Wehrmacht.

Dessa forma, trata-se de exemplos claros de crimes da Wehrmacht e não, por exemplo, de outras organizações como a SS [organização paramilitar do partido nazista]. 

Folha de São Paulo

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Rasputin - AS ORIGENS DE UM DEVASSO

SÉRGIO PEREIRA COUTO
Pouco se sabe sobre a vida de Rasputin antes de ele começar a fazer parte da corte russa. Estima- se que ele nasceu em 22 de janeiro de 1869, na aldeia de Pokroskoye, em Tolbolks, na Sibéria. O monge era filho de um camponês siberiano, e já em sua terra natal ganhou a alcunha de Rasputin, que em russo significa "devasso". O envolvimento com bebidas, mulheres e brigas ajudou a compor o personagem de curandeiro doido. Além disso, pouco mais se sabe sobre sua vida pregressa, embora corram boatos a respeito de uma viagem ao Oriente Médio, um casamento, e algumas peregrinações. Dizem que ele tinha comportamento rude e era semi-analfabeto.


Ao contrário da sobriedade e discrição da Igreja Ortodoxa Russa, Rasputin era adepto da seita dos "flagelantes". Acreditava que o caminho da redenção espiritual passava pela entrega ao pecado e o arrependimento era o caminho para a iluminação


A maioria dos pesquisadores costuma concordar que Rasputin participou de uma seita chamada Khlysty, que significa "flagelantes". Esse grupo doutrinário foi banido pela Igreja Ortodoxa por pregar que todos os desejos dos homens deveriam ser satisfeitos, e expressava seu fervor religioso por meio da realização de orgias noturnas. Essa era a filosofia de Rasputin: o caminho para a redenção passava pela entrega ao pecado, que era seguida do arrependimento. Foi durante o período em que passou entre os seguidores da seita que ele teria desenvolvido seu dom para magnetizar e impressionar as pessoas.

Além da vida religiosa, dizem que Rasputin casou com uma mulher, com quem teve quatro filhos. Um dos meninos morreu quando ainda era criança. O outro sofria de retardo mental e ficou com a mãe na aldeia siberiana. As duas filhas foram para São Petersburgo com o pai, e lá foram educadas e viveram com Rasputin até ele morrer, embora não se exista nenhum registro do destino delas após a morte do monge.

Rasputin teria visto o "caminho da iluminação" depois de passar alguns meses em um mosteiro siberiano, onde se tornou um starets, termo russo que se refere a líderes espirituais. Ele costumava dizer: "se para a salvação do espírito é necessário o arrependimento, para o arrependimento acontecer é preciso o pecado. Então o espírito que quer ser salvo, deve começar a pecar o quanto antes".

Durante uma de suas peregrinações, Rasputin foi parar em São Petersburgo, capital da Rússia até 1918. Lá, o monge começou a curar as pessoas por meio do mesmo método que depois usou com o filho do czar: se jogava no chão e começava a rezar. Dizem que todos os enfermos saiam das sessões curados. O curandeiro procurou o padre João de Kronstadt, o mais venerado da cidade. Diante do clérigo, Rasputin se apresentou como um pecador arrependido. Sua humildade e habilidade como pregador arrebatado impressionou Kronstadt, a ponto de ele e outros religiosos o considerarem apto a trabalhar junto aos camponeses analfabetos. Foi assim que Rasputin conquistou admiradores em São Petersburgo, e acabou sendo apresentado ao czar Nicolau II. Os tempos de andanças e fome acabaram para o curandeiro.
Revista Leituras da História

O FIM DOS ROMANOV

A morte de Nicolau II e sua família, em 17 julho de 1918, colocou um ponto final na Casa de Romanov, a última dinastia imperial da Rússia, que governou o país de 1613 a 1917. Na verdade, os autênticos Romanov comandaram a Rússia até 1762. A partir daí, o país foi controlado pela Casa de Oldenburg, descendentes do casamento de uma duquesa Romanov com o duque de Holstein-Gottorp, que mantiveram o apelido Romanov.



No dia da execução, os Romanov estavam na Casa Ipatiev, uma propriedade mercadante da cidade russa de Yekaterinburg. A família foi acordada por oficiais bolcheviques e levada para o porão. Primeiro foi Nicolau, que estava com 50 anos, e o filho Alexei, 13. Em seguida desceram, Alexandra, 46, e as filhas Olga, 22, Tatiana, 21, Maria, 19, e Anastácia, 17. Também estavam presentes o médico da família, o cozinheiro, uma empregada e um criado.

Yakov Yurovsky, o oficial bolchevique que encarregado pela execução, alinhou as 11 pessoas contra a parede, como se fosse tirar um retrato. Então chamou o pelotão de fuzilamento e comunicou que o Comitê Executivo dos Urais havia decidido matá-los. Depois o oficial atirou no ex-czar, que morreu instantaneamente.

Cada membro do pelotão tinha ordem para matar um membro daquele grupo, mas o espaço do porão era muito pequeno e apertado, o que fez com que os oficiais não se posicionassem bem. Para piorar, as balas que foram disparadas contra Alexandra e as demais mulheres ricochetearam por causa das jóias que elas mantinham escondidas nos espartilhos. Em conseqüência disso, elas foram mortas por baionetas e coronhadas.

O enterro das vítimas foi completamente caótico, pois os guardas que acompanhavam os corpos apenas se preocupavam em pegar as jóias das mulheres e pouco se importavam com os cadáveres. Tanto que os corpos foram jogados nos poços de uma mina e permaneceram lá por cerca de 24 horas, até que decidiram levá-los para um local mais discreto. Mas o caminhão que os transportava os mortos atolou na lama, e foi por lá mesmo que os Romanov foram despejados.


No local onde os Romanov foram assassinados, na cidade de Ecaterimburgo, hoje fica a Igreja Ortodoxa Russa do Sangue


Os jornais que relataram a morte dos Romanov não deram muitos detalhes sobre a execução. O jornal Pravda disse apenas a família havia sido "enviada para um local mais seguro". Isso foi o suficiente para surgirem boatos sobre membros que teriam conseguido escapar da execução, por meio da ajuda de um guarda que teria ficado com pena deles. Como os corpos desapareceram, muitas pessoas começaram a se apresentar como um dos filhos Nicolau.



Um desses casos aconteceu na Alemanha, em 1920. Uma mulher chamada Anna Anderson tentou pular no canal Landwehr, em Berlim. Ao ser interrompida por um guarda, ela disse que era a princesa Anastácia, a mais jovem das filhas de Nicolau II, e que tinha conseguido fugir do massacre com a ajuda de um soldado polonês. A mulher disse também que havia viajado da Rússia para a Romênia em uma carroça, e que tentou buscar ajuda de uma tia que vivia na Prússia. Como não conseguiu provar sua identidade, tentou se jogar no rio em Berlim.

Mas as alegações de Anna logo foram rebatidas por parentes dos Romanov. Ela era muito arrogante, inclusive com as pessoas que acreditavam nela, e, para piorar, recusava-se a falar em russo. Não demorou muito para ser classificada como impostora.

Mesmo assim, por muitos anos foi comum na Rússia aparecer pessoas dizendo ser tal filho de Nicolau II. Até que em 1992, os restos mortais da família foram encontrados por arqueólogos russos, e sepultados na catedral de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo. Análises de DNA comprovaram que realmente os cadáveres eram da família imperial.
Revista Leituras da História

domingo, 2 de outubro de 2011

Notícias História Viva

Catedral de São Basílio completa 450 anos
Catedral de São Basílio completa 450 anos com restauração

A catedral de São Basílio, um dos prédios mais famosos de Moscou, completa nesta terça-feira 450 anos de idade.
Para marcar o aniversário, a catedral passou por uma grande restauração.
Com suas cúpulas coloridas, a catedral foi construída sob o reinado de Ivan, o Terrível. Segundo a lenda, o czar Ivan mandou que os olhos dos arquitetos da São Basílio fossem arrancados depois da construção terminada, para que eles nunca criassem algo mais bonito do que a catedral.

Apesar de ser uma construção símbolo da Rússia, a catedral tem sorte por estar de pé. No século 19, Napoleão tentou explodir o prédio, mas a chuva forte apagou o pavio.
No século 20, os comunistas tinham planos para demolir São Basílio. Mas a catedral sobreviveu, e, da Praça Vermelha, assistiu de tudo: desde o funeral de Lênin aos desfiles patrióticos. De uma tentativa fracassada de golpe de Estado, em 1991, até uma visita da rainha Elizabeth 2ª.
A restauração custou US$ 14 milhões de dólares e foram necessários dez anos para cobrir as rachaduras e trazer de volta a beleza original do prédio.
"Usamos a última tecnologia para fazer São Basílio parecer nova. Afinal, a Rússia não é a Rússia sem esta catedral", disse a arquiteta responsável pela restauração, Tatiana Nikitina.
BBC BRASIL

domingo, 16 de janeiro de 2011

Da breve Perestroika à eterna era Putin


Análises traçam paralelos entre a União Soviética e a Rússia atual. Entre os pontos mais evidentes, estariam a burocracia, o sistema de partido único, o desrespeito aos preceitos democráticos e o renascimento de um “imperialismo russo”. No entanto, o período Putin está longe de se parecer com estagnação da era Brejnev.

por Vladislav Inozemtsev

Rússia de 2010 não é a União Soviética do fim dos anos 1970. Mas é verdade que as duas têm muito em comum: lá, onde reinava absoluto o Partido Comunista da União Soviética (PCUS), encontra-se desde então o Partido Rússia Unida, presidido por Vladimir Putin e constituído por 46% de funcionários de diversas hierarquias. O Soviete Supremo foi substituído pela Duma, a Assembleia Nacional, cujos deputados são eleitos a partir de listas de partidos formuladas pelo Kremlin – os partidos que estiverem fora de seu controle não são elegíveis. Toda manifestação de oposição é reprimida, a televisão é censurada e os tribunais costumam dar ganho de causa ao Estado. No âmbito da economia, tem-se agora o “neosovietismo”: na época de Leonid Brejnev, presidente de 1977 a 1982, os hidrocarbonetos e as matérias-primas constituíam 55% das exportações; hoje representam 80%. O número de funcionários públicos aumentou, assim como os efetivos das forças de segurança. As grandes empresas estão sob o controle do Estado e, em termos de política externa, o desaparecimento da União Soviética é percebido, segundo Putin1, como “a maior catástrofe geopolítica do século XX”.

Mas, ao mesmo tempo, a Rússia atual é radicalmente diferente do que foi a União Soviética. Monstruoso sob vários aspectos, o regime no poder governa uma nação paradoxalmente livre. Para uma classe de privilegiados, hoje é possível sair e entrar no país quando quiser. Assim, mais de cinco milhões de russos vivem no exterior, mas conservando sua cidadania original. A economia do país está aberta para o mundo: em 2009, o volume do comércio exterior representou 40,7% do seu PIB (Produto Interno Bruto), contra 18,3% nos Estados Unidos. Sua cultura e suas redes de informação são difundidas para fora dos limites territoriais. Encontram-se hoje no país jornais ocidentais e, nas grandes cidades, há retransmissoras de televisões estrangeiras. Ao contrário da China, a Rússia não censura a internet. Alguns veículos criticam abertamente o regime político, ainda que com um saldo de assassinatos escandalosos de vários jornalistas. O exercício da atividade comercial é livre – o país conta, hoje, com 1,5 milhão de pequenas e médias empresas – e os cidadãos podem se tornar proprietários de seus apartamentos ou casas, sem qualquer limitação prévia de área dos terrenos. Enquanto isso, brotam bancos privados e companhias industriais.

Esse sistema é único. Um misto de “quase soviético” e “pseudo-ocidental”, ele tem produzido uma situação tal que, segundo palavras do historiador russo, Aleksei Miller, “a pessoa chega a se sentir livre dentro de uma Rússia radicalmente diversa dos padrões democráticos”2. Ao menos em dois aspectos, o modelo de Putin é indiscutivelmente mais bem-sucedido que o de Brejnev.

No que diz respeito à política, na época soviética, o poder era exercido num vácuo, no interior de fronteiras impermeáveis e acompanhado por uma ideologia considerada brutal e simplista pelo Ocidente, ainda que apoiada por muitos russos. Era dentro desse contexto que o PCUS mantinha sua “verticalidade do poder” e lutava contra todo o pensamento alternativo e qualquer iniciativa que ameaçasse seu papel de “farol”. Essa ideologia entrou em colapso em favor de um capitalismo livre de qualquer princípio. As fronteiras estão abertas, os russos podem viajar para o exterior, criticar o poder, além de receber e difundir as informações que quiserem. Por isso, ainda que na última década vários princípios autoritários, característicos da era Brejnev, tenham reaparecido, eles não despertaram muita resistência dentro da população.

Propriedade privada


No aspecto socioeconômico, o sistema soviético dizia fundamentar-se pela distribuição de bens básicos para a sobrevivência. Com a Perestroika, política introduzida em 1985 para reestruturar a economia soviética, os reformistas russos e os ocidentais que aconselharam o primeiro governo democrático do país se convenceram de que o acesso à propriedade privada evitaria o retorno do autoritarismo e da dependência para com o Estado. Mas isso não ocorreu. O crescimento econômico dos anos 2000 provocou o enriquecimento de muitos cidadãos e, ao mesmo tempo, garantiu sua lealdade ao novo regime. Custe o que custar, as classes média e alta tentam assegurar a perenidade de seu status.

O ex-presidente e atual primeiro ministro, Vladimir Putin, ainda atrai aplausos daqueles que consideram que esse foi o principal serviço que ele prestou ao país. Para sustentar essa estabilidade econômica, o governo defende a produção nacional com medidas protecionistas e oferece a dezenas de milhares de companhias russas uma situação de quase monopólio sobre as mercadorias. O aumento bruto dos custos3 está elevando os preços no varejo, mesmo sobre a mercadoria europeia, mas isso é compensado destinando-se aos mais pobres parte dos dividendos obtidos com o petróleo.

Desta forma, os dirigentes russos foram muito bem-sucedidos ao utilizar um modelo de governo que seus antecessores comunistas nem mesmo ousaram sonhar. Eles melhoraram o nível de vida dos trabalhadores, ao mesmo tempo que adiaram as eleições livres e suprimiram o direito de greve e manifestações. Puseram a justiça a serviço da burocracia e isolaram-se do povo.

Espaço social


Como resultado, temos uma sociedade livre sob o controle de um poder autoritário, uma simbiose impossível segundo os critérios sociológicos ocidentais. Se a Rússia pode aceitar tudo em prol de sua liberdade, defendida apaixonadamente durante a Perestroika, é porque a noção de ação coletiva é amplamente desacreditada. O segredo da Rússia de Putin deve-se a um rápido crescimento do espaço social, onde o cidadão tem a sensação de poder resolver as contradições do sistema individualmente.

A magnitude e a força da Perestroika de 1985 se explicam pela origem social múltipla de seus adeptos, que apenas em circunstâncias especiais conseguiriam agir em conjunto. O sistema soviético não tolerava a emergência de grupos sociais muito numerosos; ele também censurava opiniões divergentes, sufocava culturas alternativas, reprimia a vida religiosa; os russos não tinham acesso à história autêntica de seu país e não deveriam manifestar nacionalismo. Um professor universitário ateu ou um camponês religioso ortodoxo tinha as mesmas razões de descontentamento com relação ao sistema. As “respostas individuais” aos desafios existentes eram impossíveis. A isso, juntou-se uma economia rudimentar, privilegiando a expansão da indústria militar antes de responder às necessidades básicas dos cidadãos, que já se encontravam esmagados por um sistema burocrático, por sua vez engessado pelo partido.

Desde que Mikhail Gorbatchev lançou a ideia de mudança, atraiu milhões de simpatizantes. Alguns queriam reformas e a modernização do sistema; outros, sua destruição total. Todos, de qualquer modo, sabiam que a resolução individual dos problemas passaria por profundas transformações. Daí a grande variedade de cidadãos convertidos à Perestroika: os mineradores (que hoje morrem dentro dos poços, porque seus dirigentes se recusam a investir em segurança) lutaram com o mesmo entusiasmo dos primeiros empresários privados pelas mudanças radicais, que apoiados pelos burocratas locais e não tendo outra opção, desistiram de suas carteirinhas do Partido Comunista e proclamaram a independência das repúblicas nacionais.

O sistema atual não reproduz os erros do anterior. Ele soube se livrar a tempo de milhões de cidadãos muito ativos – que saíram do país nos anos 1990 –, cujos posicionamentos políticos teriam, sem dúvida, criado um novo tipo de dissidência. Para a maioria dos cidadãos, o sistema também deu acesso a diversas formas de enriquecimento e autonomia graças ao desenvolvimento do comércio, às possibilidades de mobilidade social (por vezes vertical e horizontal) e ao direito de cruzar fronteiras. O sistema também soube encontrar um equilíbrio judiciário entre interesses e potencial: às pessoas talentosas e determinadas, ele ofereceu posições lucrativas nos negócios e, para as outras, postos dentro de uma burocracia gangrenada pela corrupção.

O sistema soviético gastou uma energia colossal para convencer os cidadãos de sua superioridade em todas as áreas. Agora, isso parece um desperdício. A sociedade russa é uma sociedade “sem cidadãos”: como ela pôde se transformar nessa estrutura leve e desagregada? A resposta, sem dúvida, deve ser buscada dentro das especificidades de sua elite e nos seus trampolins sociais. Na maioria das sociedades que se modernizam, existem vários tipos de elite – política, empresarial, intelectual, militar. No caso da Rússia, essas divisões foram apagadas durante o período de transição para o capitalismo. As elites universitárias e militares foram consideradas inúteis e seus trabalhos praticamente pararam de ser remunerados. Ao mesmo tempo, a esfera material absorveu o conjunto de valores sociais, e as elites políticas se viram tête-à-tête com o povo, que reclamava suas riquezas. O mundo dos negócios começou, então, a definir os valores sociais e a penetrar, de acordo com sua própria expansão, as estruturas do poder. Nesta primeira etapa – até o início dos anos 2000 –, o aparelho do Estado dependia em grande parte desta esfera econômica, e ainda estava longe de se ater a qualquer princípio ideológico.

A situação se deteriorou muito ao longo dos últimos dez anos. A chegada de Putin foi acompanhada por uma nova categoria de personalidades cada vez mais jovens, sem outro desejo além do enriquecimento pessoal e aceitando de bom grado as incríveis possibilidades que lhes oferecem os dirigentes políticos. Os homens de negócios que tenham tido algum poder no período anterior foram imediatamente declarados indesejáveis. O Estado se estruturou aos poucos como uma empresa em escala nacional (nos primeiros anos, um bom número de grandes empresas fora devolvido ao controle do poder), e os funcionários, em nível regional e federal, também entraram para o mundo dos negócios. Nos anos 1990, ninguém se surpreendia ao saber que um governador de uma região pudesse estar à frente de um grupo bancário ou industrial; em 2000, todos achavam normal que a indicação para o cargo de governador ou ministro passasse por amigos ou parentes de diretores de alguma empresa comercial da região.


A ascensão dos siloviki, representantes das forças públicas nos ministérios do Interior, da Defesa e da Segurança, deu-se no mesmo cenário, levando a um recorde de corrupção. A privatização dos bens da indústria militar, postos em liquidação, fez com que os funcionários do Ministério da Defesa ganhassem milhões – o preço dos equipamentos militares foi multiplicado por oito ou nove na última década. No final dos anos 2000, as bases da nova realidade russa foram estabelecidas: livre conversão do poder em moeda e em bens, e vice-versa. A elite consolidada considerava sua atividade não como um serviço prestado à nação, mas como uma forma particular de transação comercial. Paradoxalmente, ela é muito aberta: cooptação regular de novas normas e possibilidade de abandonar o navio para se dedicar exclusivamente aos negócios. Os ocidentais tendem a pensar que a burocracia russa é ineficaz, mas ela é realmente bem eficiente – há, simplesmente, outros critérios de eficiência e outra visão de deveres.

Modelo exclusivo


A Rússia, nessa situação inédita, funciona segundo leis e códigos próprios. O país não é uma pálida réplica da democracia europeia, não é uma ditadura oriental revista e corrigida graças às ligações que teve com a história da Europa. Tampouco é a União Soviética ressuscitada dentro de sua ideologia de toda poderosa, nem um modelo de “transição autoritária”, já que sua economia não está evoluindo da acumulação de bens para o pós-industrial, mas segundo o esquema inverso.

Hoje, a Rússia é um sistema resultante do rápido colapso de todas as orientações morais e de todos os ideais de uma sociedade, dentro de um mundo dominado por motivações materialistas. Ela traçou seu próprio caminho. Ela não existiria se os europeus se recusassem a comprar petróleo de empresas semicriminosas, se seus dirigentes não se alegrassem em fazer parte das atividades da Gazprom – a maior fornecedora de gás natural do mundo –, se os investidores não estivessem em busca de bolhas especulativas nos mercados de valores mobiliários e imobiliários russos. Ela não existiria sem as sociedades off-shore, através das quais os empresários possuem abertamente (e os funcionários russos também, mas secretamente) 70% das grandes indústrias do país. O modelo russo seguiu um desenvolvimento lógico, que ainda pode perdurar por muito tempo, já que o descontentamento social não é evidente. Os cidadãos que o contestam são livres para se expressar dentro de esferas que não seja a política. Até mesmo os que querem brincar de desordeiros não são impedidos: simplesmente não têm plateia, nem mobilizam ninguém.

A sociedade russa, portanto, integrou o cinismo que a preside sob uma forma mais discreta, funcionando como qualquer comunidade ocidental: primazia pelo dinheiro e consumo, nivelamento de normas culturais, docilidade das populações, difusão maciça de tecnologias alienantes. O único problema desse sistema é sua incapacidade em formar uma classe intelectual e, portanto, para produzir conhecimentos indispensáveis. Os intelectuais permanecem supérfluos num país dedicado à exploração de seus recursos naturais, mas poderiam ser muito úteis quando as rivalidades econômicas mundiais se revelarem duras. O presidente Dmitri Medvedev entendeu bem isso. Ele não tem nenhuma intenção de desmontar o regime existente, mas sabe que é incompatível com o progresso tecnológico. Será que ele irá lançar reformas verdadeiras? Se for o caso, será que poderia mudar o sistema sem provocar sua destruição? Seja qual for a orientação política, democratas ou liberais, as chances dessas reformas acontecerem são obviamente maiores na Rússia de hoje do que seriam na União Soviética do passado.

Vladislav Inozemtsev é diretor do Centro de Pesquisas sobre Sociedade Pós-industrial e redator-chefe da revista Svobodnaïa Mysl


1 Comunicado à Assembleia Nacional, 25 de abril de 2005, disponível em: http://archive.kremlin.ru/text/appears/2005/04/87049.html
2 Aleksei Miller, “Da democracia do século XIX à do século XXI, e o que vem depois?”, em Vladislav Inozemtsev, Démocratie et modernisation: Débats sur lês défis du XXIè siècle, Evropa, Moscou, 2010, p.101 (em russo).
3 Na Rússia, o preço dos metais e materiais de construção é um dos mais elevados do mundo. O quilômetro de estrada entre Moscou e São Petersburgo custou 23 milhões de euros, e o custo de extração de gás foi multiplicado por sete entre 2000 e 2009. Vedomosti, Moscou, 14 de agosto de 2009, 14 de abril, 31 de maio e 1º de junho de 2010.
Le Monde Diplomatique Brasil

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Rito de czares e dos sacramentos da Igreja nos séculos XVI e XVII (parte 2)


Rito de czares e dos sacramentos da Igreja nos séculos XVI e XVII

AutorOlivier Azam

A coroação e os sacramentos da iniciação cristã

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De acordo com o uso da Igreja Ortodoxa Russa celebra o Baptismo e da Confirmação, durante uma cerimônia, vamos agrupar os dois primeiros sacramentos da iniciação cristã.

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Como na celebração do batismo, o número três é extremamente atual em que da coroação. No batismo, o sacerdote oferece um exorcismo triplo, o CREDO é recitado três vezes, o batizado passa por tripla imersão. Em uma coroação, o bispo cedeu três vezes antes da cruz antes de retornar ao soberano, ele fez o mesmo antes da BARMY e ele fica pelo Czar em uma fase que levam 12, 3 ou 4 vezes etapas.Finalmente, alguns gestos profanos, após a cerimônia serão repetidas três vezes: três vezes, cada vez o destino de um colégio coroado czar, despejou três vezes em moedas de ouro e sua prata. Esta onipresença do número três deve, naturalmente, ser interpretada como um forte símbolo da Santíssima Trindade.

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Outra característica comum da coroação e da liturgia do batismo (e também da Ordenação Episcopal): a importância da . CREED No batismo, nós temos visto, é normalmente recitada três vezes.Durante a cerimônia de coroação, o CREDO é recitado pelos fiéis (ou refrão que é), em seu lugar habitual na celebração da Divina Liturgia, mas a partir da coroação de Fedor Aleksevič 16 de junho de 1676, nós também requer o soberano a fazer uma profissão pública de sua fé, apenas recitar o Credo de Niceia-Constantinopla.

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Comum também para o batismo e coroação, o enfoque é para o candidato, para pedir à Igreja a celebração do rito. Com efeito, durante um batismo, o representante do catecúmeno apresentou-lhe a Igreja, representada pelo próprio sacerdote e pediu-lhe para o batismo. Em uma coroação, é exatamente o mesmo: no discurso que fez ao czar (ou, se presente, seu pai), pediu ao prelado que oficiava representa a Igreja "para abençoar, consagrar (ungido), definir e nomear "czar novo.

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comuns rito do batismo e da coroação no mais marcante é, provavelmente, que a imposição do nome é o dia de seu batismo o catecúmeno recebe o nome de cristão, porém, é o dia da sua coroação como czar recebe seu nome próprio czar " COROADO POR DEUS ", como refletido no discurso dirigido ao Patriarca que acabamos de mencionar:


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Em resposta, o prelado oficiante, utiliza uma terminologia e confirma que é precisamente esta cerimónia (" SE ... NYN ") que o soberano é chamado de "Coroada por Deus":


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Note-se que ela é " BOGOVnčannyj ", que é o nome próprio imposto na cerimônia, o rei tendo já anteriormente outros nomes e títulos listados nestas duas passagens.

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Finalmente, a última sugestão - não menos importante - a cerimônia de batismo: a recordação de remissão da roupa branca e suas orações que o acompanham.Certamente, durante a sua coroação, o czar não é despojado como por exemplo o rei da França, mas ao invés disso ele está usando seus ornamentos (BARMY, SAPK) na igreja e antes do início do Divino liturgia, assim como um bispo é a proscomidie. Mas a roupa ritual ministros do altar (e não apenas o bispo ranking) é por si só uma comemoração da apresentação da roupa branca no batismo o cristão é despojado do homem velho para "colocar em Cristo."

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Por outro lado, a oração importante, no batismo, após a entrega de roupas impecáveis e imediatamente antecede a celebração do sacramento segundo crisma ou confirmação de iniciação que se encontra, dividida em duas partes no final dos dois principais orações da imposição das mãos, quandoPOSTAVLENIE acima, também, que outros o crisma a coroação em si.


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Mas é o sacramento da confirmação de que a segunda parte da cerimônia de coroação tem semelhanças óbvias.

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Nas duas cerimônias, os cruzamentos são feitos com a mesma pomada (myron).Novamente, existem algumas diferenças de pormenor sobre o local onde são realizados: quando a coroação é n'oint boca ou os pés ou as narinas (pelo menos na XVIª- XVIIºséculo)[9]
[9] Na XIXº século, também ungir as narinas ...
resultado
. Mas a maior parte (ouvidos, seios e mãos), continua a ser comum. As palavras repetidas em cruzamentos também são idênticos:


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Por conseguinte, é exatamente o mesmo gesto que é executada em ambas as celebrações. Como a coroação, a confirmação é de fato uma crisma que se deseja transmitir para a pessoa que recebe o "caráter" (PEČAT ') e doações da terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo.

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Durante a cerimônia de coroação dos czares, os papéis atribuídos a cada hipóstase da Trindade estão claramente definidos: o Pai é aquele que chama, e coroa o soberano é o Espírito que dá o seu selo e fortalece e é através deste dom do Espírito que o Czar marcado pela unção torna-se outro "Cristo", a imagem do Filho.

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Na tradição bizantina, a celebração do batismo e confirmação é seguido algum tempo depois, os rituais adicionais. O primeiro é um purificador rito: ela ocorre oito dias após o batismo, a segunda é a agregação da Igreja (VOCERKOVLENIE) que tem lugar quarenta dias após a celebração do sacramento.Alusões a estes dois ritos também são encontrados na coroação dos czares.

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Encontramos o primeiro elemento da oração pronunciada pelo sacerdote durante a postbaptismal purificação do início da grande oração de imposição das mãos sobre o czar:


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Ao contrário do que acontece para a purificação depois do batismo e confirmação, as partes do corpo que foram ungidos são eliminados imediatamente a uma coroação, e não o oitavo dia. Mas esse detalhe de lado, o simbolismo do oitavo dia é preservada para todos os rituais de purificação outro: o czar não é permitido lavar por uma semana (NÃO UMYVATI NIKAKOŽE OS'MAGO DNI "), mas banhará o oitavo dia (DEN 'V ŽE OKUPAVSJA OS'MYJ "), e encontraram ali a água do batismo.

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No mesmo dia oito, o czar foi lavar as suas roupas (aqueles que têm servido para a coroação), tomando cuidado para que eles não são esmagadas e garantindo que eles não são lavadas em água parada, mas de águas bravas, rio (rc v), que naturalmente faz pensar do Jordão.

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Quanto à toalha limpa que o czar em sua coroação (I IMe SEBJ Car 'ručnik placa cisto u "), este é o início de uma cerimônia de casamento. Mas, novamente, existem analogias com a liturgia baptismal, visto que é terminantemente proibido usar a régua até o oitavo dia.

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Em todos estes ritos de purificação, é claro o valor simbólico do oitavo dia, o batismo comum e coroação, que destacamos: os sete dias da semana representar a vida terrestre, o curso normal do tempo, oitavo dia de entrada para a eternidade. O reino terrestre do Czar nesta vida foi apenas uma "passagem" um passo rumo à vida eterna.Em sua análise do ritual de consagração dos reis da França[10]
[10] Jacques Le Goff, "A estrutura eo conteúdo ideológico ...
Na sequência de
Jacques Le Goff leva o conceito de "rito de passagem" dado por Arnold Van Gennep[11]
[11] Arnold Van Gennep, ritos de passagem, 1909, edição ...
Na sequência
, e mais particularmente na procissão solene da coroação da maioria dos cristãos vê a expressão de tal rito. Você pode dizer o mesmo sobre a coroação dos czares, especialmente quando o soberano, a chamada de celebrantes, as cabeças solenemente para o santuário após oPÔR CARSKIJ " para receber a unção: o monarca está respondendo aos seus " vocação "(PRIZVANIE) literalmente, simbolicamente, como avançar em direção à parte da igreja (ALTAR "), que simboliza a Jerusalém celeste, o "lugar santo" (SVJATOE ŽILIŠČE) mencionados na oração da imposição das mãos .

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Na análise de J. Goff, um rito de passagem contém três fases essenciais: a contagem, a marginalização, depois de agregação o grupo após o processamento. Esta é a terceira fase deste processo são os ritos, na cerimônia de coroação, que lembra a agregação dos 40 dias após o batismo da igreja.

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Neste festival, o sacerdote acompanhou os recém-baptizados e pára com ele em vários lugares na igreja, dizendo as palavras rituais "servo de Deus N. entra na Igreja "(RAB VOCERKOVLJAETSJA BOŽIJ IMJA REK). Eles param na entrada e, em seguida, no meio do edifício antes que as portas santo e, se for um menino no interior do santuário (ALTAR '). Encontramos todos estes passos na liturgia da coroação[12]
[12] O último a partir da coroação de Fedor Aleksevič ...
seguinte
: o anfitrião do soberano para o portão sul da Dormição, a instalação do czar em seu trono, colocado na plataforma erguida NO MEIO da igreja chamada de "czar do que vai adiante os sagrados portões para receber unção e antes de Fedor Aleksevič, comunhão e, finalmente, a partir de 1676, a vinda do Czar no santuário de comunhão " POLEGADAS CARSKOMU UNCC .Durante estas fases, o soberano, marginalizados pelo tratamento especial que recebem durante a cerimônia, foi gradualmente restaurada para a comunidade da igreja.

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Todas essas ações mostram que a coroação dos czares, como os reis da França, deve ser interpretada como uma abertura para a vida eterna, uma viagem para o reino dos céus. Nunca devemos perder de vista essa perspectiva escatológica e se abstenha de interpretar a cerimônia de coroação como o simples objetivo de santificar um reino temporal para este mundo e só com o risco de perder aquele para o qual o rito foi instituído .

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O ritual da coroação está aberta a eternidade, o reino deste mundo em constante refere-se ao reino dos céus, ele deve ser o prenúncio de imagem e, nas palavras de S. Paulo: "por enquanto vemos como num espelho, sem distinção "(I Coríntios, XIII, 12).Por isso, é compreensível que ČINY parece a coroação apenas construída sobre um jogo perpétuo de espelhos. Assim, o texto da oração constantemente jogando com o significado das palavras CARSTVO, CARSTVOVATI : reino terrestre eo reino dos céus "reinado" na terra e "governar" com Cristo, isto é, para ser salvo. "Tendo reinou como você vai ser o herdeiro do reino dos céus", o celebrante disse que o Czar. Este conjunto de espelhos se reflecte também nas referências constantes entre o czar e do Cristo, cuja imagem ele é. Para citar apenas um exemplo entre muitos outros, evocam a marcha solene do soberano ao longo COLOCAR CARSKIJ ' : estes tecidos esticados debaixo dos seus pés recordar os casacos jogados em terra pela multidão para a entrada triunfal de Cristo Jerusalém e vermelho evoca tanto o roxo da Porphyrogenitus eo manto da Paixão. Jogo entre os espelhos ainda czar, a encarnação do poder espiritual e do prelado oficiante, representante da Igreja: Ambos os homens passaram a primeira parte da cerimônia de lado a lado, então, eles enfrentam o momento da comunhão, e em seu discurso, o prelado consistentemente acentua o efeito de encaminhamentos entre a majestade (VELIČESTVO) Prince a sua humildade (NASE SMIRENIE).

COROAÇÃO E CASAMENTO

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referências para muitos da celebração do casamento, que marca a cerimônia de coroação é uma oportunidade para um novo sistema de partidas: a união do czar e de pessoas é um reflexo da união de marido e deve, portanto, ser o que reflete a união entre Cristo ea Igreja ...

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Embora este sistema usa a metáfora nupcial não é explicado por palavras, mas é muito claro pelos atos, mas em uma cerimônia de coroação como os atos são mais importantes que as palavras: n ' Não se esqueça de que não há microfones! O próprio soberano, não tem necessariamente o texto da oração, enquanto as ações dos atores-chave são vistos como muitos. Mas esses gestos são imediatamente reconhecidos e interpretados como ritos nupciais pelos telespectadores, principalmente porque muitos destes actos são emprestados da tradição popular, e não a própria liturgia.

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Isto é particularmente verdade do rito, que é para pagar três vezes três vezes (nove vezes no total) em moedas da monarca como um sinal de prosperidade. Note-se queČINY especificar que essas peças DE OURO e PRATA, os metais tradicionalmente usados para os anéis de casamento: ouro para o marido ea esposa para o dinheiro. Conversamos também sobre uma outra cerimônia de casamento, uma das toalha.Note ainda que o nome da cerimônia (vnčanie), comum a ambas as celebrações, podem imediatamente fazer a conexão. Mas o forte paralelo é provavelmente aquele que existe entre o tapete reservados para os cônjuges no dia do casamento, que simboliza, mais uma vez, a vida na terra, e COLOCOU CARSKIJ ' : se ela pode ser usada apenas pelo Czar e oficiar o prelado, é, sem dúvida, segundo a crença popular, de modo que algum palhaço não lançar um destino ruim, mas também porque um casal de jovens como o casal formado pelo czar, o que representa todo o povo ea Igreja, representada pelo prelado, não há lugar para o terceiro.

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acrescentou que o estrado onde são mantidos juntos no meio da igreja o czar e oficiar o prelado é designado pela palavra ČERTOG que, rotineiramente, tinha o sentido de "câmara nupcial" na velha Rússia[13]
[13] Cf. II Sreznevskij 'drevnerusskogo Jazyk Slovar, M., ...
resultado
.

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As alusões ao casamento também são muito claras entre os atos que se inserem dentro da própria liturgia. O gesto comum é, naturalmente, a mais visível o uso da coroa, mas notamos também que o ritual é rastrear o sinal da cruz com a cruz (KREST ŽIVOTVORJAŠČAGO DREVE) e BARMY antes de retornar ao czar no casamento O sacerdote fez as alianças mesmo.

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Nos textos litúrgicos da coroação, se encontra qualquer referência explícita ao casamento como tal.Mas por outro lado, os textos das orações incluem citações das Escrituras e fórmulas emprestadas da liturgia do casamento e são para o mais famoso deles imediatamente identificável. Assim, as bênçãos materiais pronunciado sobre o Czar são derivados diretamente da bênção nupcial. Queremos o soberano como o marido tanto A FERTILIDADE "de época para época e para todo o sempre" eLONGEVIDADE ", Accrois o comprimento de seus dias" (UMNOŽI EGO DNIJ DOLGOTU) , queremos os czares como cônjuges a vêem os seus filhos dos filhos "(UZRJAT DA SVOIH SYNOVIUM SYNY). Mas o sinal mais forte é, naturalmente, a menção da coroação do Salmo XX (XXI), 4, e funciona como um fio condutor em toda a cerimônia:


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Estas palavras são pronunciadas de forma litúrgica para a imposição das mãos sobre o Czar, mas elas são repetidas várias vezes, especialmente nos discursos do oficiante.

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No ritual do casamento, é a "coroa da vitória", evocado como Crisóstomo, obtidos e cônjuges que viveram a sua vocação sagrada no ritual da coroação, ele s ' atua tanto na coroa do czar e da recompensa no outro mundo para o soberano que tem feito como deve ser os deveres do seu cargo.

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Essas múltiplas referências aos rituais de celebração, portanto, imediatamente conduzem o espectador que assiste a coroação do czar considerar uma cerimônia de casamento. Ele provavelmente sabe que os cônjuges são de soberano e seu povo, mas, sem dúvida, o seu pensamento, ela pára por aí.

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Para a Igreja, porém, a inclusão deliberada de referências diretas ao sacramento do matrimônio na liturgia coroação carrega um rico significado teológico: se a união do czar e de pessoas é uma forma de casamento , então esta união, como qualquer casamento, deve ser como a de Cristo ea Igreja, tal como descrito na epístola paulina aos Efésios, que é oAPOSTOL ler o dia do casamento: o Czar, como Cristo, devem estar dispostos a sacrificar a Deus para mostrar a sua esposa (o povo) "pura e imaculada", e ele deve amar "com amor", mas em contrapartida as pessoas a obedecer e respeitar ele como para "cabeça".

A ORDENAÇÃO DA COROAÇÃO?

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essenciais O ato da ordenação, independentemente da ordem dada, é a imposição das mãos. Este gesto também ocupa um lugar importante no ritual da coroação dos czares. Esta é realmente uma taxa por A mão acompanhado de uma oração especialmente desenvolvido.

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A Igreja bizantina distingue dois tipos de imposição de mãos: uma, chamadaRUKOVOZLOŽENIEordenação é reservada para menores (até o posto de sub-diácono) eo outro chamado RUKOPOLOŽENIE é usado para todos os outros graus a hierarquia até a ordenação episcopal incluído. Que tipo de imposição das mãos que a coroação deveria estar ligado? Se mantivermos a letra do texto, ele seria o primeiro:


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mas a interpretação está longe de ser certo, porque é apenas uma etapa rumo, e não um discurso ritual e verbos POLOŽITI e VOZLOŽITI parecem ser usado indiscriminadamente em tais passagens. A solenidade eo comprimento da oração em vez evocar uma ordenação grave.

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Vários outros elementos são verdade no olhar de uma ordenação episcopal. O vocabulário em primeiro lugar: um bispo eleito, mas ainda não foi empossado, é "designado" (NAREČENNYJ), a indução é chamado de "instalação" (POSATVLENIE), mas é precisamente o termos são usados sobre o czar em ČINYcoroação. O QUINTO , que serviu de protótipo para o que se segue foi escrita por clérigos da comitiva de Macário, que, conscientemente, várias vezes usam o termo POSTAVLENIE (não o atual mandato devnčanie) para denotar o cerimônia inteira (imposição de mãos cerimônia de REGALIA e coroação propriamente dita, a entronização e unção). Isto é particularmente claro no direções de palco no início e no final do CIN: há de fato disse que devemos ficar de guarda fora da igreja, para que ninguém passos no caminho "do czar "


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Não há dúvida, portanto, que na mente dos editores, há muitas coisas em comum entre a instalação de um bispo e de um czar. O rito denominado o " STOL ND POSTAVLENIE "que pode ser traduzida, conforme o caso, por" indução "ou" instalação (o bispo) sobre o cathedra (da sua diocese) também é comum Ambas as cerimônias.

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já salientou a importância da recitação do CREDO traz também o culminar de ordenação episcopal. O bispo, sucessor dos apóstolos, é o protetor da fé que ele deve preservar e transmitir pura e intacta, por isso exige dele uma profissão de fé pessoal (a recitação do SÍMBOLO) que não exige mais ordenado. Desde a coroação do Fedor Aleksevič a mesma exigência aplica-se ao soberano em sua coroação.

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O timing da ordenação tem lugar também é significativo: ele depende do lugar do ordenado na hierarquia da Igreja. A partir da ordenação, o sacramento é conferido durante a liturgia divina para o bispo, que é condenada em toda sua plenitude, a imposição das mãos é realizada antes da leitura doAPÓSTOLO, porque a transmissão escrituras e suas explicações dentro de seu carisma. Em seguida, colocou a cabeça sobre um texto do Evangelho, que é girado para baixo (VNIZ PIS'MENY). Este ritual é certamente ausente da coroação dos czares e da imposição das mãos ocorre durante oMOLEBEN antes da liturgia, mas ainda leva bastante antes de ler oAPÓSTOLO e, por outro lado, o MOLEBEN divina liturgia e se sucederam sem interrupção.

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A ênfase sobre os editais de ANÚNCIO ANNOS O MULTOS traz também o culminar de ordenação episcopal, exceto que, para um bispo, eles não são o grego eo eslavo. Além disso, o czar, como bispo, é mencionado por nome na ladainha, enquanto os sacerdotes e diáconos são mencionados apenas coletivamente.

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A maior concelebrantes também importante: para uma coroação como a ordenação episcopal, vários bispos concelebrantes (um bispo não pode encomendar um par, dois em um beliscão, mas normalmente são três). Para um czar, o número de bispos concelebrantes é ainda mais importante, pois é apenas o SOBOR SVJAŠČENNYJ que associa com o metropolitano ou patriarca.

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Note ainda que o czar da coroa parece ter usado muito próximo ao do bispo da mitra (além de, pela sua aparência, que lembra mais bizantina reforça uma coroa como Roman seus homólogos).Particularmente detalhe preocupante: a oração recitada enquanto o Bispo é sua vestimenta, quando ele é dado a mitra é incluído quase literalmente na oração de imposição das mãos levado ao czar, ele é o trecho do Salmo XX já mencionadas e também usado para a coroa nupcial. Finalmente, sublinham que a mitra episcopal eslavo eclesiástico não é designado pela palavra MITRA, mas pela deSAPK, como a coroa do Czar em ČINY. Mas, apesar dessas semelhanças, há uma diferença fundamental no uso dos dois chapéus. Se o bispo, como o czar, tirou o SAPK nos momentos mais solenes da oração eucarística, O BISPO SOZINHO MANTÉM durante a leitura do Evangelho, enquanto todos os outros clérigos tirar da cabeça os respectivos revestimentos (os sacerdotes remover o KAMILAVKA). Mas o czar, também deve ouvir o evangelho com a cabeça descoberta: supondo que a imposição da mão daria um nível na hierarquia do clero ordenado, não poderia ser um bispo, mas rank apenas uma caloura.

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No ritual usado na corte bizantina, o paralelismo entre o imperador eo bispo foi empurrado para mais longe e muitos dos rituais que os ajudou a não ter penetrado na Rússia. Assim, o IMPERADOR podia entrar no santuário na entrada triunfal: ele foi tão aclamado e elogiado por ele próprio, também pode abençoar através DIKERION (castiçal com duas filiais) e no momento da sua coroação, que teve lugar Bizâncio, depois da coroação - em contraste com o costume russo - as pessoas gritavam "Αξιος (" Ele é digno "), como um ou episcopal ordenação sacerdotal. Nada disso, porém, em condições normais de utilização da Rússia. Em vez disso, ČINY repetidamente observado que a multidão em silêncio completo, com temor e tremor "Então, nenhum vestígio da VOX POPULI e só Boris Godunov, sempre na necessidade de legitimidade, vai chorar "é digno "pelo povo.

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As indicações que nós identificados por comparação a celebração da coroação do sacramento da ordem, assim, fornecem dados contraditórios: há uma imposição de mãos e gestos sugestivos ordenação emprestado de muitos dos rituais de entronização Episcopal sem o czar pode até ser considerado um bispo, mesmo no caso que se proceda a coroação de um czar na presença de seu pai, o monarca reinante, ele pode impor-se na mão seu próprio filho, ele deve apelar para os ministros sagrados da Igreja. Da mesma forma, a coroação do czar não é um sacerdote, um czar não pode celebrar a Eucaristia.No entanto, a imposição das mãos que lhe é conferida pelo Patriarca, juntamente com os outros bispos não poderia ser menos do que o de um diácono.

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E, de fato, encontrou o Imperador em funções diaconais Bizâncio. No início da Igreja, o diácono foi particularmente responsável por fornecer santuário para as oferendas dos fiéis. Como diácono, o imperador tinha o privilégio de trazer seus próprios dons e trazê-los para o altar, que é a origem histórica da comunhão do soberano ", segundo aORDO imperial "em Dentro do santuário, a comunhão tornada possível pela imposição das mãos que o precede na primeira parte da cerimônia.

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Na Rússia, também, tornando-o o título de DIÁCONO, que dá à instituição o soberano das mãos. Não pode ser mais, mas isso não pode ser menor, já que o czar também a comunhão "PO CARSKOMU UNCC", isto é, nas duas espécies , SEPARADAMENTE, como um ministro do altar e não como um simples fiel que recebe a Comunhão sob as duas espécies simultaneamente. Isso prova que o privilégio coroado czar não mais um leigo. É precisamente a posição de um diácono, teremos uma prova A POSTERIORI , quando a Igreja tem de coroa no XVIIIº século, as imperatrizes: Anna Ioannovna logo, receber a Sagrada Comunhão, no santuário, um lugar que normalmente não mulheres.Se eles podem acessá-lo, é que eles são diaconal rank: Ortodoxia como a Igreja Latina sabe que houve no início da Igreja de diaconisas, e pode, portanto, presumir-se que há mulheres diáconos na pessoa do imperatrizes, mas nada no mundo a Igreja Russa (não mais do que a Igreja Latina) seria conferir o sacerdócio às mulheres. Por conseguinte, podemos dizer que a coroação é considerado, de fato, como um equivalente da ordenação ao diaconato, o que as últimas Paul lunático Euprimeiro expressar de forma significativa através do revestimento do dalmatian (ele é o único soberano da Rússia para ser usado) sobre o uniforme e sob o manto imperial (PORFIRA).

COROAÇÃO E DA EUCARISTIA

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Novamente, gestos precisos estabelecer um vínculo forte entre o czar eo Cristo, a quem ele toma comunhão. Assim, a procissão da REGALIA, realizada solenemente pelo arcipreste da Anunciação à Assunção, parece ser um "verdadeiro grande" de entrada (VHOD VELIKIJ): Arcipreste é a REGALIA em sua cabeça apoiada em uma bandeja coberto, assim como as sagradas espécies são apresentadas antes da consagração. Se o paralelismo entre a REGALIA e sagradas espécies justifica-se, aqui, é empurrado para baixo para os mais pequenos detalhes: as espécies do pão e do vinho é visto na entrada principal ainda não são o corpo eo sangue de Cristo e da mesma forma as "espécies" de seus BARMY, a coroa ea cruz coberta com um tecido precioso não é o Czar: ainda não é manifestado; é precisamente a entrega de um tal REGALIA que se manifestam que o soberano não é apenas "czar designado", mas tornou-se no final da cerimônia um "czar coroado por Deus" (bogovnčannyj) que fica no meio da comunidade.

67

Todos os sacramentos, que nós discutimos até agora são evocadas por durante uma coroação através deste ou de rituais que são emprestados. A Eucaristia, no entanto, é o único presente não tão alusiva, mas realmente, desde quando na verdade é comemorado o culminar de um czar. Mas a Eucaristia ocupa um muito central na economia sacramental: a sua festa é o ritual mais extraordinário que se possa imaginar, porque faz com que Deus realmente presente entre os participantes. Nestas circunstâncias, é normal que a final da celebração da eucaristia e da comunhão no altar do czar que convergem todos os ritos observados durante sua coroação.

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A escolha para fechar a cerimônia com a celebração da Eucaristia e do elo crítico entre a coroação eo sacramento é melhor compreendido se adotar o esquema de "rito de passagem." Na verdade, todos os outros ritos sagrados, seus vínculos com os outros sacramentos que nós identificamos todos têm um papel DE DIFERENCIAÇÃO: se trata de alguém czar diferente dos outros crentes, e eles, portanto, apoiar o "marginalizar" a marginalização e, que prevê a segunda etapa do rito de passagem (após transformação), no esquema como um tríptico de Arnold Van Gennep ecoou por Jacques Le Goff. Todos esses ritos têm, portanto, uma ação CENTRÍFUGA , mas depois de marginalização, o retorno para a comunidade é essencial e é precisamente na Eucaristia como plenamente realizado o retorno do czar, transformado, no meio do seu povo : porque a Eucaristia é por excelência da comunhão. Em comunhão com Cristo, o seu modelo no final da cerimónia, o czar também entra em perfeita comunhão com seus súditos, mas o homem que se comunica não é a mesma que entrou no igreja, que é o que manifesta o modo específico de recepção do corpo e sangue de Cristo.

69

ligações tão numerosas e óbvio para muitos que se juntam a cerimônia de coroação, coroando os sacramentos da igreja mostram que é impossível entender o que este ritual sem colocar na perspectiva global da economia sacramental . A coroa da coroação é de fato concebido como um instrumento de salvação específicas para o soberano e os sacramentos não têm outro objetivo além de dar aos homens os meios de salvação.

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Devemos considerar, portanto, a coroação como um sacramento? Certamente que não, e não teólogo nunca pensou em dar esse passo. É, na sua concepção, bem como a liturgia da coroação é fundamentalmente diferente da celebração de um sacramento. Em um sacramento, ritual sacramental (fala ou gesto) REALIZA o sacramento e da oração que acompanha o formulário ou ver a sua eficácia: são impostas a um usuário AFIRMATIVAeo valor PERFORMATIVO. Ao pronunciar as palavras sacramentais, é dizer: "comer, este é o meu corpo", "o servo de Deus N. é chamado de "servo de Deus N. "A mulher, etc.No ritual da consagração, no entanto, as orações são proferidas em um modo OPTATIVO : os verbos são condicionais, o imperativo ou este precedido pela conjunção DA, ou o imperativo negativo PERFECTIVOcaso a implorar a Deus para evitar o infortúnio. As orações de súplica ou coroação são chamadas, não de palavras eficiente. A coroa da coroação não deve ser considerado um sacramento (TAINSTVO), mas como um sacramental (tajnodn jstvie) de acordo com a distinção recebida pela Igreja do Oriente e do legado da teologia latina. Apesar de sua efetividade é o sacramento em si, a eficácia de um sacramento depende das disposições de quem a recebe e tem significado apenas em relação aos sacramentos, que ele prepara e durante o qual ele pode ser comemorado.

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Ao dar o governante da consagração sacramental, a coroação, a Igreja, portanto, apenas pedindo a Deus para dar força ao czar para cumprir a missão dupla que é sua: como consciência possível cumprir os deveres do seu estado e merecem portanto, ser salvo, mas também criar o seu império "na medida em que depende dele" (ELIKO EGO SILA) das condições materiais de "justiça, equidade, paz, calma" (PRAVDA, SUL SPOKOJSTVIE MIR), que garantir a seus súditos uma "vida tranqüila" (MIRNOE ŽITIE), eles precisam se concentrar no essencial: trabalhar para a sua salvação.

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para a coroação, o monarca torna-se um "Cristo", sem ser divino: ele continua sendo um homem, mas a imagem de Cristo, ele é agora um mediador, um intercessor entre Deus e os seus súditos, o que reflecte a sua altitude Implícito ao diaconato.

73École Normale Supérieure (Ulm)

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75olivier.azam @ ens.fr

Notas

revue cahiers du monde russe