A versão oficial garante que Hitler e Eva Braun se mataram em 30 de abril de 1945
Mostrando postagens com marcador Rapidinhas da História. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rapidinhas da História. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 30 de abril de 2014
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Nestorianismo
Padres nestorianos em procissão noDomingo de ramosPintura de parede do século VII ou VIII em uma igreja nestoriana na China
Nome derivado do Bispo de Constantinopla, , Nestório, que chegou a afirmar a natureza humana de Cristo. Para Nestório, somente Deus, o Pai, era divino, não o Filho.Os concílios de Éfeso (431) e da Calcedõnia (451) condenaram com veemência essa doutrina. Expandiu-se somente no Oriente.
Nestorianismo é uma doutrina cristológica proposta por Nestório, Patriarca de Constantinopla (428 - 431 d.C.)
sábado, 29 de dezembro de 2012
Rapidinhas da História ...
A Torre de Londres é um dos principais pontos turísticos da cidade. Ela data do final do século 11, quando era um dos maiores e mais importantes prédios da Londres medieval. No local, foram executados grandes nomes da história britânica, como Ana Bolena (ex-mulher do rei Henrique 8º, fundador da Igreja Anglicana) e o filósofo e escritor Thomas Morus.
Além de guardar as joias da Coroa, o lugar também atrai visitantes que desejam conhecer as salas de tortura, remanescentes da época em que a torre funcionava como prisão.
Folha de S. Paulo
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Rapidinhas da História
Os argonautas, óleo do século XVI, Lourenzo Costa (Museo Cívico, Pádua, Itália)
" Navegar é preciso; viver não é preciso ... "
O verso acima, é um dos mais famosos da língua portuguesa, esta contido em um poema de Fernando Pessoa. Ele usou o verbo navegar, em Mensagem (1934), como sinônimo de criar, experimentar.
Mas esse bem poderia ter sido o lema dos navegadores portugueses do século XV.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Rapidinhas da História... Utopia
o que podemos entender como utopia?
Carlos Eduardo Berriel – Atualmente existe uma discussão bastante avançada sobre o sentido histórico e literário da utopia, e tivemos inclusive um grande congresso internacional, aqui na Unicamp, visando avançar neste sentido.
Indubitavelmente, a utopia é um gênero literário, de composição mista, pois engloba os campos de reflexão da política, da ética, da religião, etc. Ao contrário da crença comum, a utopia não é, dominantemente, uma visão ficcional do futuro, e sim uma reflexão sobre o presente, considerado este como o complexo de graves problemas sociais e políticos que alarmam o ambiente cultural do utopista. A Utopia de Morus, por exemplo, é uma reflexão satírica sobre os graves problemas que a Inglaterra vivia com a dissolução da comunidade feudal e o surgimento da sociedade capitalista.
Carlos Eduardo Berriel – Atualmente existe uma discussão bastante avançada sobre o sentido histórico e literário da utopia, e tivemos inclusive um grande congresso internacional, aqui na Unicamp, visando avançar neste sentido.
Indubitavelmente, a utopia é um gênero literário, de composição mista, pois engloba os campos de reflexão da política, da ética, da religião, etc. Ao contrário da crença comum, a utopia não é, dominantemente, uma visão ficcional do futuro, e sim uma reflexão sobre o presente, considerado este como o complexo de graves problemas sociais e políticos que alarmam o ambiente cultural do utopista. A Utopia de Morus, por exemplo, é uma reflexão satírica sobre os graves problemas que a Inglaterra vivia com a dissolução da comunidade feudal e o surgimento da sociedade capitalista.
A série das obras utópicas, que principia com Thomas Morus, surge quando da substituição da comunidade feudal pela sociedade moderna. De forma muito breve, podemos dizer que a comunidade é uma forma de vida coletiva em que seus membros possuem um lugar pelo simples nascimento em seu âmbito. Pobres ou privilegiados, há lugar para todos. Ao contrário, na sociedade moderna, este lugar deverá ser obtido por um processo de concorrência e eliminação dos derrotados. Na comunidade prevalece o costume e as normas da tradição, na sociedade prevalece o interesse econômico. Nas utopias clássicas não há propriedade privada e, consequentemente, nem ricos nem pobres. Este fato, entretanto, não deve ser visto como um prenúncio do socialismo, embora este movimento, muitas vezes, o considere uma forma de ancestralidade. Já na República de Platão há o comunismo de bens, e mesmo o cristianismo primitivo é fortemente considerado pelos autores utópicos.
A utopia nasce, no começo do século XVI, interessada em sopesar os efeitos desta nova forma de vida associada, com a qual nascia o Estado e a sociedade burguesa. As utopias, então, experimentam virtualmente, através de uma composição de traços satíricos e metafóricos, formas possíveis de Estado que possam conviver com a comunidade dos homens. Este desenho imaginário assume a forma de um ideal político, de uma sociedade onde todos estarão bem.
Muitas são as indagações implícitas às utopias clássicas, dos séculos XVI e XVII: como será o Estado que nasce da traumática superação do mundo feudal? Que características terá, se incorporar o máximo da racionalidade cientíbfica em processo de criação? Diante de um Estado alargado ao limite, como viverá o indivíduo? Mantida a religião na nova sociedade, qual será a sua feição? Absorvida e confundida com o Estado, que então terá uma face sagrada? Será possível ao indivíduo construído pelo Humanismo subsistir diante de um Estado absoluto, sustentado pelo racionalismo burguês?
Estas e muitas outras questões, postas pela realidade, são respondidas pelas utopias – e basta isso para dizer que este gênero se alimenta da realidade mais concreta, e não por devaneios sociais, como afirmam seus detratores.
O homem atual é capaz de produzir utopias?
Berriel – Historicamente, e dentro de seu estatuto literário, as utopias sempre puderam ajudar a compreensão dos quadros culturais, sociais e políticos que as geraram. Se a utopia tiver uma função social hoje, será a mesma de sempre: criar uma imagem do mundo a partir das opções históricas postas pela realidade. Acredito que atualmente – e há mais de um século – a utopia “típica” não é mais escrita. Em seu lugar existe sua irmã gêmea, a distopia, que é a obra que mostra uma sociedade perfeita em sua malignidade. Desta série podemos citar as obras de George Orwell, 1984 e Fazenda de Animais, e a de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo. Toda a consciência crítica do século XX dependeu, decisivamente, destas distopias. Uma outra forma da distopia pode ser a ficção científica, um galho da árvore utópica, e que se caracteriza pela dilatação ao extremo dos efeitos que a tecnologia desprovida de controle ético tem sobre a sociedade.
Berriel – Historicamente, e dentro de seu estatuto literário, as utopias sempre puderam ajudar a compreensão dos quadros culturais, sociais e políticos que as geraram. Se a utopia tiver uma função social hoje, será a mesma de sempre: criar uma imagem do mundo a partir das opções históricas postas pela realidade. Acredito que atualmente – e há mais de um século – a utopia “típica” não é mais escrita. Em seu lugar existe sua irmã gêmea, a distopia, que é a obra que mostra uma sociedade perfeita em sua malignidade. Desta série podemos citar as obras de George Orwell, 1984 e Fazenda de Animais, e a de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo. Toda a consciência crítica do século XX dependeu, decisivamente, destas distopias. Uma outra forma da distopia pode ser a ficção científica, um galho da árvore utópica, e que se caracteriza pela dilatação ao extremo dos efeitos que a tecnologia desprovida de controle ético tem sobre a sociedade.
Até que ponto o individualismo atrapalha ou inibe a formação de utopias coletivas na sociedade contemporânea?
Berriel – Curiosamente, a noção de indivíduo, que nasce na Antiguidade grega, teve um grande desenvolvimento no Renascimento e, inclusive, na obra dos pensadores que foram centrais para a utopia, como Pico della Mirandola e Erasmo de Rotterdam. Entretanto, o indivíduo que eles conceberam não era anti-social, e viam a polis (isto é, o ambiente de civilidade em que viviam) como substrato irrenunciável à sua própria existência individual. Se o indivíduo da Renascença considerava possível considerar sua vida como auto-construção autônoma – o homem como autor de si mesmo – estava a um passo de considerar a vida coletiva como passível de ser fruto de uma deliberação racional e livre. É esta mentalidade que tornou possível a utopia, isto é, a ideia de uma polis construída a partir da livre razão de seus cidadãos. O individualismo, que é contemporâneo, aparece como uma supressão da individualidade da Renascença justamente por sua negação congênita do interesse social.
Berriel – Curiosamente, a noção de indivíduo, que nasce na Antiguidade grega, teve um grande desenvolvimento no Renascimento e, inclusive, na obra dos pensadores que foram centrais para a utopia, como Pico della Mirandola e Erasmo de Rotterdam. Entretanto, o indivíduo que eles conceberam não era anti-social, e viam a polis (isto é, o ambiente de civilidade em que viviam) como substrato irrenunciável à sua própria existência individual. Se o indivíduo da Renascença considerava possível considerar sua vida como auto-construção autônoma – o homem como autor de si mesmo – estava a um passo de considerar a vida coletiva como passível de ser fruto de uma deliberação racional e livre. É esta mentalidade que tornou possível a utopia, isto é, a ideia de uma polis construída a partir da livre razão de seus cidadãos. O individualismo, que é contemporâneo, aparece como uma supressão da individualidade da Renascença justamente por sua negação congênita do interesse social.
Uma utopia é ou deve ser algo realizável?
Berriel – Sou da opinião de que as utopias, pelo menos nos seus primeiros dois séculos, existem como obras de ficção política, não sendo diretamente propostas de realização efetiva. Possivelmente, nos entornos da Revolução Francesa, elas poderão ter assumido este caráter de propositura, somado à reflexão ético-política. Mas estou certo de que as utopias mais arquetípicas não oferecem um roteiro estrito para ser seguido por engenheiros sociais – que, aliás, surgem apenas após a Revolução Industrial. As utopias são essencialmente ficções nutridas pela filosofia política.
Berriel – Sou da opinião de que as utopias, pelo menos nos seus primeiros dois séculos, existem como obras de ficção política, não sendo diretamente propostas de realização efetiva. Possivelmente, nos entornos da Revolução Francesa, elas poderão ter assumido este caráter de propositura, somado à reflexão ético-política. Mas estou certo de que as utopias mais arquetípicas não oferecem um roteiro estrito para ser seguido por engenheiros sociais – que, aliás, surgem apenas após a Revolução Industrial. As utopias são essencialmente ficções nutridas pela filosofia política.
Berriel – Sou da opinião de que as utopias, pelo menos nos seus primeiros dois séculos, existem como obras de ficção política, não sendo diretamente propostas de realização efetiva. Possivelmente, nos entornos da Revolução Francesa, elas poderão ter assumido este caráter de propositura, somado à reflexão ético-política. Mas estou certo de que as utopias mais arquetípicas não oferecem um roteiro estrito para ser seguido por engenheiros sociais – que, aliás, surgem apenas após a Revolução Industrial. As utopias são essencialmente ficções nutridas pela filosofia política.
Jornal da Unicamp
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Rapidinhas da História
Surgido entre as duas guerras, o Surrealismo afirmou-se como uma corrente artística
empenhada na descoberta do Homem, nas suas dimensões mais profundas.
domingo, 10 de junho de 2012
Rapidinhas ... Cesaropapismo
Submetida ao imperador bizantino, a igreja de Constantinopla
se mantinha autônoma em relação ao patriarca de Roma (o Papa). O mesmo ocorreu
em outras sedes da igreja oriental, incluindo partes da Europa do leste, onde
os patriarcas eram autônomos e só formalmente subordinadas ao patriarca de
Roma. Nos territórios de Bizâncio, a maior autoridade da igreja era o
imperador. Portanto, desde o início da Idade Média, ou mesmo antes, as igrejas do
Ocidente e do Oriente eram separadas. No entanto, a ruptura total somente se
consumaria com o Grande Cisma do Oriente, no século XI, com a fundação da igreja
ortodoxa ou igreja grega, que conheceu diversas ramificações.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Rapidinhas ... Vassalagem
O sistema de vassalagem foi uma das principais características do mundo medieval. A vassalagem era um ato de entrega, de lealdade e submissão, declarado espontaneamente por um cavaleiro (vassalo) a outro nobre (suserano) em cerimônia, a homenagem, que se dividia em dois atos: o juramento e a investidura.
Na ocasião, o vassalo, de joelhos, declarava ao suserano que "era seu homem" , após o que selavam um pacto com um beijo. Seguia-se então o juramento, por meio do qual o vassalo prometia ajuda financeira a seu suserano, no caso de um saque ou eventual cavaleiro em guerra (para pagar o resgate).
Em troca, no ato de investidura, o vassalo recebia um feudo, na forma de terra, pensão ou rendimento agrícola. Como se tratava de uma sociedade na qual a escrita era pouco comum, a cerimônia tinha lugar diante de outros cavaleiros, testemunhas oculares do compromisso.
Somente os cavaleiros podiam prestar vassalagem a outro nobre ou cavaleiro.
Primeiro, porque dispunha de cavalo, armaduras e armas, bens de alto valor e acessíveis a poucos. Segundo, porque se tratava de um pacto entre iguais, entre homens de mesmo status social.
Os camponeses jamais podiam ser vassalos porque eram servos, com liberdade parcial e status inferior.
Fonte : Ronaldo Vainfas e outros.
domingo, 27 de maio de 2012
Rapidinhas ... Proclamação da República no Brasil
A implantação da República no Brasil ocorreu no mesmo ano dos festejos do centenário da Revolução Francesa.
Os jacobinos republicanos brasileiros idealizavam um início de República com o povo lutando pelas ruas, mas a realidade foi bem outra: a república foi proclamada por um grupo de militares, sem participação popular, fosse de apoio aos republicanos ou de defesa da monarquia que caía. Na interpretação decepcionada de Aristides Lobo, protagonista da República, o povo teria assistido `bestializado` à instalação da nova forma de governo.
Muitos intelectuais e jornalistas procuraram demonstrar a posição neutra do povo no evento. Hoje, a participação do povo e sua compreensão sobre o momento político têm outras interpretações.
Fonte: História - Ronaldo Vainfas e ouros. Saraiva, 2010.
Assinar:
Postagens (Atom)










