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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Histórias de Natal

A data é comemorada por diferentes civilizações há mais de 4 mil anos

Dezembro chegou e o espírito natalino está por todo lado - se você tiver coragem, pare a leitura agora e vá ao shopping center mais próximo para sentir o drama. Mas o importante é lembrar que o Natal não serve apenas para dizimar seu 13º salário. A data é um dos momentos mais importantes do ano para diversas religiões.

A tradição começou há cerca de 4 mil anos, quando egípcios e alguns europeus passaram a celebrar o solstício de inverno, ou o "renascimento do Sol", sempre no final de dezembro. Na mesma época do ano, os romanos realizavam a Saturnalia, festa em nome do Deus da Abundância, em que teria começado a tradição da troca de presentes.

Somente no século 4, o Papa Júlio 1º determinou o 25 de dezembro como o aniversário de Jesus Cristo.

A partir daí, várias lendas e costumes começaram a pipocar pelo planeta.

Na Alemanha do século 15, a tradição romana da árvore de Natal foi resgatada e depois disseminada.

Já o Papai Noel é uma evolução do culto a São Nicolau. Velho costume dos holandeses, ele foi trazido às Américas por imigrantes. Chamado de Sinter Klaas na Europa, foi rebatizado de Santa Claus nos EUA.

Outra figura lendária é uma velha senhora que distribui presentes na noite de Natal. Na Itália, ela é chamada de La Befana. Na Rússia, ela é a simpática Baboushka. Já na Escandinávia, um gnomo é o responsável pela alegria das crianças: o barbudo Tomte. Tomara que eles não esqueçam dos seus presentes...

Santos e descoladosA grife de decoração e design Imaginarium acaba de lançar a coleção "Brasil de fé", com santos e imagens estilizadas de diversas religiões - do budismo ao candomblé. As peças custam R$ 30 em média e são um simpático presente de fim de ano. Para quem tem fé, claro.
Cristo Redentor São Jorge São Francisco N. Sra. Aparecida Buda

Revista Galileu

sábado, 12 de dezembro de 2009

Papai Noel antigo era bispo e distribuía dinheiro aos pobres

São Nicolau tem história de devoção e religiosidade.
Figura do Papai Noel com roupas vermelhas se popularizou no século XX.


Foto: Reprodução/Wikimedia Commons Afresco medieval da igreja de Boyana, na Bulgária, mostra São Nicolau (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)

O Papai Noel como conhecemos, de roupa vermelha, sacola nas costas e barba branca, é, na verdade, uma modificação moderna da figura do 'bom velhinho' original. Inspirador do Papai Noel, São Nicolau (Saint Nicholas, em inglês) era um homem simples, dedicado à religião, que nasceu em 280, na cidade de Patara, na Ásia menor (hoje Turquia).


Mitos e verdades se misturam na história desse bispo que se tornou santo. Quando seus pais morreram, ele distribuiu a herança entre os pobres, o que o tornou conhecido na região.

Também ficou famoso por ter ajudado a família de um nobre que entrou em falência. Seus credores queriam, além de todos seus bens, a mão das três filhas em casamento. Sabendo que elas sofreriam agressões e escravidão, o nobre entrou em desespero, pois não tinha dinheiro para o dote que faria suas filhas se casarem mais cedo. Conhecendo o dilema do nobre, Nicolau jogou um saco de ouro em seu quintal. E fez isso com as duas outras filhas. Descoberto, o bispo fez o nobre jurar que não revelaria seu nome até sua morte. Daí partiu a tradição de distribuir presentes anônimos.

As histórias da vida de Nicolau se espalharam pela Grécia e pelo Império Romano. Muitas lendas surgiram, mas foi a distribuição de presentes que ficou conhecida no mês sua morte, dezembro. Em 988, Vladimir, o Grande, príncipe da Rússia, se converteu ao cristianismo e viajou a Constantinopla para ser batizado. Lá ele ouviu a história de São Nicolau e ficou tão impressionado que o nomeou padroeiro de toda a Rússia. As tradições e lendas começaram a se relacionar com histórias bíblicas.


Na América

Após a colonização da América, os europeus que lá foram morar levaram suas crenças com eles. Na Pensilvânia, havia muitas referências a São Nicolau. Em 1809, um livro infantil trouxe as referências do bispo turco para os Estados Unidos. Em "Knickerbocker's History of New York", o escritor Washington Irving se baseou em São Nicolau para criar um personagem que entrava nas casas pela chaminé.

Na década de 1860, o ilustrador Thomas Nast criou imagens de São Nicolau (que nessa época já tinha o apelido de Santa Claus) para a edição de Natal da revista Harper's. No século XX, a Coca Cola fez uma série de comerciais com a figura do papai noel. A partir daí, a imagem do bom velhinho se popularizou e virou sinônimo da data festiva católica.
Portal G1